domingo, 23 de julho de 2017

Coreia do Sul e China vencem Olimpíada Internacional de Matemática no Rio

Foto da quipe brasileira que disputou a Olimpíada Internacional de Matemática Tânia Rêgo/Ag. Brasil/Arquivo
A equipe da Coreia do Sul venceu a 58ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2017), que reuniu 112 países no Rio de Janeiro e pela primeira vez foi realizada no Brasil, país que terminou a competição em 37ª lugar, com duas medalhas de prata, uma de bronze e duas menções honrosas.
O segundo lugar, por equipe, ficou com a China e o terceiro com o Vietnã. A premiação dos vencedores da 58ª IMO acontecerá ainda na tarde de hoje (22), no Hotel Windsor Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade.
Campeã da última edição da competição (IMO 2016), a equipe dos Estados Unidos ficou na quarta colocação este ano, seguida da Irlanda do Norte e do Japão. A IMO 2017 foi organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa, instituto de pesquisa brasileiro vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e realizada em conjunto com o Congresso Internacional de Matemática (ICM) 2018, como parte do Biênio da Matemática Brasil 2017/2018.
Mais antiga e prestigiada competição de nível médio do mundo, a Olimpíada Internacional de Matemática é realizada anualmente e nesta edição contou com uma participação recorde de 623 estudantes de 112 países de cinco continentes.
Cada equipe era composta por, no máximo, seis participantes que, entre os dias 17 e 21 se empenharam em resolver os mais desafiadores problemas matemáticos, mantendo uma tradição que teve início em 1959, na Romênia, então com apenas seis países participantes.
Os vencedores
A equipe da Coreia do Sul venceu a IMO 2017 com todos os seus seis atletas conquistando seis medalhas, todas de ouro. Segunda colocada, a equipe da China conquistou cinco medalhas de ouro e uma de prata; enquanto a equipe do Vietnã fechou em terceiro lugar com quatro ouros, uma prata e um bronze.
Já os seis brasileiros selecionados pelo Impa e pela Sociedade Brasileira de Matemática para participar desta edição conquistaram duas medalhas de prata (João César Campos Vargas e Davi Cavalcanti Sena), uma de bronze (George Lucas Diniz Alencar) e três menções honrosas (Bruno Brasil Meinhart , Pedro Henrique Sacramento de Oliveira e André Yuji Hisatsuga.
Ao conquistar uma medalha de prata e totalizar 21 pontos, o brasileiro João César Campos Vargas foi o melhor colocado entre os atletas do país, ficando na 82ª colocação no individual. No ano passado, o Brasil teve a sua melhor colocação, ao terminar a competição em 15ª lugar por equipe.
Filho de Assad na disputa
A delegação da equipe Síria terminou a competição na 56ª colocação entre os 112 participantes, aí incluída Angola que esteve pela primeira vez no evento e participou apenas como observadora. Principal destaque da equipe, por ser filho do ditador Bashar al-Assad, presidente do país, o jovem Hafez al-Assad terminou a competição em 528º lugar no individual, ficando com uma menção honrosa.
No Rio, Hafez al-Assad aproveitou também para fazer turismo e conhecer a cidade. Esteve no Corcovado e no Pão de Açúcar – dois dos principais cartões postais da cidade -, no Maracanã, no Boulevard Olímpico e na Lagoa Rodrigo de Freitas. Ontem, dia de descanso, jogou bola e mergulhou nas águas da praia da Barra.
Os interessados podem ver o resultado final e a colocação (por equipe ou individualmente) no endereço  http://www.imo-official.org/country_individual_r.aspx?code=BRA.
A 59ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática será realizada na Romênia, de 3 a14 de julho de 2018.

Por Nielmar de Oliveira, da Agência Brasil


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sábado, 22 de julho de 2017

Maior evento de cultura pop do mundo, Comic-Con abre as portas em San Diego

EFE/DAVID MAUNG
Maior evento de cultura pop do mundo, a Comic-Con de San Diego abriu suas portas oficialmente nesta sexta-feira, com o filme "Kingsman: O Círculo Dourado" como a principal atração das primeiras horas da convenção.
O cinema dominou a abertura da Comic-con hoje com as apresentações dos novos filmes do Netflix: "Bright", com Will Smith como protagonista, e "Death Note", uma adaptação do famoso mangá.
Dezenas de milhares de apaixonados pelas histórias em quadrinhos, cinemas, séries de televisão e videogames se reunirão até no domingo na Comic-Con, que tem em sua programação painéis muito esperados. Entre eles estão o de "Game of Thrones", a superprodução televisiva da HBO, e os Marvel, que teve apresentar mais detalhes do filme "Vingadores: Guerra Infinita".
Os arredores do centro de convenções de San Diego foram tomados por milhares de fãs da Comic-Con, muitos deles fazendo "cosplay", ou seja, usando fantasias de seus personagens preferidos.
Quase ninguém parece estranhar as quilométricas filas que se formam para entrar no Hall H, a enorme sala com capacidade para 6.500 pessoas que receberá as principais atrações do evento.
Os valentes que querem entrar na sala precisam entrar na fila durante a noite, levando consigo colchonetes, barracas e qualquer coisa que permita matar o tempo com mais facilidade.
Se no ano passado os "cosplays" de Harley Quinn, de "Esquadrão Suicida", eram a sensação, desta vez a Comic-Con está tomada por pessoas vestidas de "Mulher Maravilha", mais um exemplo do sucesso do filme protagonizado por Gal Gadot.
As grandes empresas da indústria do entretenimento sabem do potencial da Comic-Con e não economizaram esforços - nem dinheiro - para seduzir o público. A série "The Walking Dead" montou um enorme stand que simula Alexandria, o local onde vivem Rick e seus companheiros. Já "Star Wars" montou um posto de comando da Resistência, movimento que foi apresentado no último filme da saga.
A Century 20th Fox foi uma das primeiras a se apresentar na Comic-Con. Sem adiantar detalhes de "Deadpool 2", o estúdio focou em "Kingsman: O Círculo Dourado" e mostrou um fragmento do filme que estreará no próximo dia 22 de setembro.

EFE

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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Unicamp assume liderança como melhor ensino superior na América Latina


O posto de número um entre as 81 melhores instituições de ensino superior da América Latina passou a ser ocupado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de acordo com ranking mundial divulgado pela instituição britânica Times Higher Education (THE). O dado inverte a classificação de 2016, que tinha a Universidade de São Paulo (USP) na liderança e a Unicamp no segundo lugar.
Na lista das 25 primeiras colocadas, o Brasil aparece 13 vezes, seguido do Chile (6), a Colômbia (4) e o México (2). Entre as universidades brasileiras, além das duas primeiras (Unicamp e USP), estão a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 7º lugar; seguidos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (8º); a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (9º); Universidade Federal de Minas Gerais (11º); Universidade Estadual Paulista (12º); Universidade Federal do ABC (14º); Universidade Federal de Santa Catarina (15º); Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (16º); Universidade Federal de São Carlos (18º); Universidade de Brasília (19º) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (24º).
Em nota, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, disse que o resultado representa orgulho para a instituição. “É um reconhecimento do árduo trabalho que aqui realizamos, para ter uma escola de excelência em todas as áreas que atua. Temos agora um esforço extra para, apesar da grave crise que estamos atravessando, conseguir manter essa posição no cenário internacional”, afirmou.
A Unicamp afirmou que a análise da publicação britânica sobre as universidades da América Latina inclui 13 quesitos nos segmentos de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e grau de internacionalização e que há diferenças de avaliação quando são englobados os países do resto do mundo, como por exemplo, no critério qualidade do ensino, que tem peso de 30% no ranking global e 36%, no grupo latino-americano.
O comunicado destaca ainda a ponderação do editor dos rankings Times Higher Education, Phil Baty, que considera “fantástico" ver duas universidades de qualidade internacional competirem pelo prestígio de ser a principal instituição brasileira no ranking.
Em uma base de comparação, o editor afirmou que a USP é a maior e mais tradicional das duas instituições, enquanto a Unicamp é menor e mais conhecida por ser especializada em pesquisas médicas e científicas. “As duas universidades, tão diferentes, representam a diversidade e a excelência no setor do ensino superior do Brasil.”
Baty disse ainda que, mesmo tendo obtido uma boa participação entre os 50 mais bem classificados com 18 universidades, este número representa uma ligeira queda, pois na avaliação anterior, o país teve 23 instituições listadas.
Por Marli Moreira, da Agência Brasil

 
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

PF faz operação para combater assassinatos de agentes públicos


A Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Norte cumpre 14 mandados hoje (19) durante a Operação Força e União, que abrange três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Mossoró. A meta é desarticular o “movimento arquitetado em unidades prisionais federais” que planejava o assassinato de agentes públicos, em resposta ao regime rígido aplicado dentro dos presídios federais. Segundo a PF, o Primeiro Comando da Capital (PCC) costuma apelidar o regime de opressão, do qual queria se vingar.
O levantamento da PF apontou que a facção criminosa PCC assassinou dois agentes penitenciários federais em menos de um ano em Cascavel, no Paraná, e em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Durante as investigações de um dos homicídios, a PF descobriu que a facção ainda planejava a execução de dois agentes por unidade prisional.
Planejamento do PCC é combatido
A apuração do segundo assassinato levou a Polícia Federal a São Paulo, onde integrantes do PCC faziam planejamento há dois anos, realizando coleta de dados, preparando a ação e contando, inclusive, com a participação de pessoas próximas da vítima. Os alvos da facção eram escolhidos sem pessoalidade, mas de acordo com a vulnerabilidade, de modo que o assassinato ocorresse sem que fossem deixados indícios de quem matou.
Ao todo, participam da operação de hoje 30 policiais federais, que cumprem oito mandados de busca e apreensão – quatro no Rio de Janeiro e quatro em São Paulo-, um mandado de condução coercitiva no Rio de Janeiro e cinco mandados de prisão preventiva – quatro em São Paulo e um em Mossoró.
Por Sayonara Moreno, da Agência Brasil



quarta-feira, 19 de julho de 2017

Novo lançamento: "A comédia do mundo perfeito"



A sátira política; a crítica social; o cotidiano e o dia a dia; a ironia e o sarcasmo; o decoro, a decência e a obscenidade; as intrigas sentimentais; as reflexões filosóficas e morais; as personagens inspiradas na gente simples do povo e em seus algozes; o humor irreverente levado às últimas consequências... Misture tudo às mazelas que caracterizam os países em desenvolvimento - estejam na África, estejam na América Latina - e estará criado o denso caldo de onde Antônio Carlos dos Santos  extraiu o surpreendente enredo “A comédia do homem perfeito”.
Uma pequena cidade do interior de um país qualquer é tomada por uma rede de corrupção que corrói as instituições e as organizações da sociedade civil, tornando a população refém de um sistema cruel e desumano, uma complexa estrutura que reduz os moradores à condição de rebanho, manada a ter a carne retalhada no abatedouro, mera provisora de sangue para os vampiros e parasitas de plantão.
Através de quadros hilários que exploram a alegria farta e generosa, a jocosidade crítica e prazerosa, o texto convida o leitor a, navegando dentre as cenas, refletir sobre a absurdidade do mundo político.
O prefeito e os políticos que deveriam zelar pela gestão eficaz, pelo atendimento à legítimas demandas populares; as lideranças religiosas que deveriam servir aos enfermos espirituais, conduzir pelos caminhos do desconhecido; os movimentos sociais que deveriam ecoar o clamor popular por justiça e sustentabilidade, representar, defender o bem comum; toda a superestrutura econômica, cultural e ideológica organiza-se em quadrilhas para aparelhar o estado, consolidando a maior rede planetária de corrupção.
Para atingir os seus infames objetivos, as personagens centrais da trama teatral aliciam, subornam seduzem, degradam, emboscam, sequestram, extorquem, assassinam, utilizando o povo tão somente como escada, massa de manobra, bucha de canhão, instrumento para o deleite e a plena satisfação dos grupos de interesses.
Navegar por temas tão densos e complexos, e, ainda, de forma divertida, levar os leitores a refletir sobre a condição humana e os processos de desumanização, fez o autor mergulhar na comédia, o gênero mais aberto e democrático do mundo teatral, corroborando, assim, a máxima de que “ridendo castigat mores’ – sorrindo corriges os costumes.

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A luta anti-corrupção no Brasil e nos EUA


Para entender a delação premiada da JBS é necessário compreender o que se passou ou ainda se passa entre a companhia e as autoridades dos Estados Unidos.
Sendo a JBS um grupo global, com cerca de 56 empresas nos Estados Unidos, dificilmente haveria delação premiada aqui sem prévio ou potencial acordo lá, com as autoridades americanas.
O cenário maior a ser considerado é que a globalização econômica tem sido acompanhada por uma globalização judicial. Ou seja, há expansão unilateral das leis e da judicialização americana. Juízes e autoridades passam a ser globais.
Quem confere a eles esse poder é a cooperação internacional entre autoridades e a múltipla legislação: Anti-Corruption Act, Anti-Terrorism Act e tantas outras (…).
Para que tal jurisdição ocorra, basta que se tenha conta bancária nos Estados Unidos. A JBS tem. Basta que se tenha empresas nos Estados Unidos. A JBS tem. Basta que se tenha estado presente no mercado de valores mobiliários. A JBS tem estado. Ou apenas ter transacionado em dólar em qualquer país no mundo. A JBS fez isso.
Não é por menos, inclusive, que os irmãos Batista, donos da JBS, escolheram um escritório de advocacia, Baker e Mckenzie, de lá. E, de lá, gerem a negociação aqui no Brasil (…).
O ponto crucial é o desejo, necessidade mesmo, de os irmãos Batista pretenderem morar nos Estados Unidos, com visto permanente de residentes. Logo depois da denúncia do procurador-geral da república, Rodrigo Janot, a família embarcou para lá. Antes, familiares, irmãos e sobrinhos, inclusive moradores de Goiânia, já tinham ido.
Deve ter havido, ou estar ainda em andamento, negociação com o governo americano para concretizar essa pretensão. Provavelmente pelas pessoas físicas, os sócios.
No sistema legal dos Estados Unidos, são múltiplas as maneiras de conseguir vistos ou algum tipo de benefício em situações dessa natureza.
A delação premiada precisa ser reconhecida por um juiz, mas pode se manter secreta se as partes concordarem.
Dificilmente saberemos. Informações estratégicas.
O DPA, que pode ser traduzido como a Suspensão Condicional do Inquérito, permite multa, confissão, delação e provas contra terceiros. O investigado não é fichado como criminoso e obriga-se a delações futuras e a não reincidir no crime. Não há também publicidade.
Direta ou indiretamente, parece inevitável, o maior grupo empresarial do mundo em proteína animal, através de seus controladores ou de suas empresas, deve estar agora sob controle da expansionista jurisdição americana.
Seria esse o destino dos campeões nacionais? Ao se tornarem campeões globais, transmudam-se em campeões americanos?
Há muito ainda o que revelar. Aqui e lá.
Por Joaquim Falcão, na Folha de S. Paulo

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terça-feira, 18 de julho de 2017

Países de língua portuguesa discutem educação ambiental


Encontro da CPLP discute educação ambiental
Começa hoje (17) na cidade de Santo Antônio, em São Tomé e Príncipe, o 4º Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa (CPLP). O encontro pretende dar sequência a atividades que visam contribuir para a formulação de políticas públicas que fortaleçam a educação ambiental nos países lusófonos. O congresso será encerrado na quinta-feira (20).
Além de promover e divulgar projetos de investigação científica, o encontro pretende favorecer a troca de experiências pedagógicas, partilhar projetos comunitários, reforçar as redes nas áreas da educação ambiental, cooperação e desenvolvimento, e fortalecer processos conjuntos de investigação, formação e informação, no campo da educação ambiental.
Por fim, o grupo pretende avançar no sentido de construir um processo de aprendizagens permanente que favoreça a identidade lusófona na estrutura filosófica de Educação Ambiental.
Para ver a programação completa do evento, clique AQUI.
Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Para se contrapor á Lei da Ficha Limpa, parlamentar propõe a Lei da Ficha Suja

Gilmar Mendes e deputado Vicente Câncido - PT/SP
Relator da reforma política quer vetar prisão de candidato até 8 meses antes do pleito

Vicente Cândido (PT-SP), relator da reforma política, incluiu em parecer dispositivo que aumenta de 15 dias para 8 meses período em que candidato não pode ser preso, exceto em flagrante.

O relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), articula incluir em seu parecer um dispositivo para impedir que candidatos sejam presos até oito meses antes das eleições. A informação foi publicada neste sábado (15) o jornal "O Estado de São Paulo".
As mudanças nas regras para as eleições estão sendo discutidas em três comissões da Câmara. Vicente Cândido é o relator em duas delas.
Atualmente a lei diz que 15 dias antes das eleições candidatos não poderão ser detidos ou presos, salvo o caso de flagrante delito. De acordo com o "Estadão", Vicente Cândido propõe dois novos artigos que mudariam a lei eleitoral e o código eleitoral.
O deputado incluiu no relatório a figura da "habilitação prévia de candidatura", estabelecendo que a habilitação deve ser feita entre 1º de fevereiro e 28 de fevereiro do ano da eleição. É esse o período que o político terá para solicitar o certificado à Justiça, que poderá concedê-lo até 30 de abril.
Segundo "Estado de São Paulo", o deputado admitiu que a ampliação desse prazo, se aprovada, beneficiaria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso haja condenação do político em segunda instância.
Segundo o relator, a mudança “blindaria” não só Lula, mas outros políticos investigados por suspeita de corrupção. Seria uma arma contra o que o parlamentar chama de "período de judicialização da política".
Procurado pelo G1, Vicente Cândido enviou uma fala por meio de sua assessoria de imprensa e confirmou que incluiu o dispositivo no parecer, com a concordância de membros da comissão. Ele ressaltou que não houve pedido do PT nem de Lula para a redação do artigo.
O deputado justificou que a medida visa evitar abusos. “Estamos vivendo um momento muito anormal no Brasil, de muita judicialização da política, de uma política muito policialesca”, avaliou.
A proposta gerou reação no Congresso. O senador Álvaro Dias (Pode-PR), criticou a tentativa de mudar o prazo para prisão de candidatos. Para ele, a medida é oportunista.

“Seria uma espécie de lei ‘ficha suja’, na contramão da Lei da Ficha Limpa. Nós estaríamos consagrando a defesa da corrupção e do corrupto através do parlamento. Seria uma desmoralização para o Congresso Nacional”, disse.
A comissão especial da reforma política tem reunião marcada para o dia 3 de agosto, logo depois do fim do recesso. Na reunião, o terceiro relatório parcial da reforma deve ser discutido e votado. Para que tenha validade já para as próximas eleições, em 2018, a nova regra tem que ser aprovada pelo Congresso até setembro.
Se aprovado, o dispositivo reduziria o prazo para que, caso o Tribunal Regional Federal da quarta região condene os investigados pela Operação Lava Jato, houvesse prisão.
Para o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no tribunal, a condenação na turma já impediria as candidaturas.
“A legislação eleitoral torna uma pessoa inelegível assim que seja julgado na turma”, afirmou.
“Na turma é o suficiente. Em direito é muito difícil a gente falar em ‘é’. A gente sempre, tem de falar em ‘pode ser’. Porque nada impede que tenham incidentes dentro da Justiça Federal ou fora, lá na Justiça Eleitoral. Mas, em princípio, o que eu tenho que dizer é que o julgamento da turma é o suficiente para fins e consequências eleitorais", enfatizou.

 G1.com


domingo, 16 de julho de 2017

Índia censura palavra "vaca" em documentário sobre Nobel de Economia

                                       EFE/Moncho Torres


O Conselho Central de Certificação de Cinema (CBFC, sigla em inglês) da Índia determinou que quatro palavras, uma delas "vaca", fossem censuradas em um documentário sobre o filósofo indiano e ganhador do prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen, como requisito para que a obra obtenha permissão para ser exibida no país.
"O documentário estrearia nesta sexta-feira, mas, na última terça-feira, o escritório do CBFC em Calicute me intimou pessoalmente e me disse que havia quatro palavras que deveriam ser censuradas com um 'bip', entre elas 'vaca', para que o filme pudesse estrear", disse à Agência Efe o diretor do documentário, Suman Ghosh.
Além do termo "vaca", o escritório de Calicute do CBFC ordenou que as palavras "Gujarat" (nome desse estado da Índia), "Hindu" e "Hindutva" (concepção extremista que considera que a nacionalidade indiana está ligada à religião hindu), também fossem censuradas com um "bip".
"Tentei perguntar as razões, mas não entendi a explicação que me deram, não fazia nenhum sentido", explicou Ghosh.
O diretor disse que não vai modificar o filme e que recorrerá da decisão a instâncias superiores.
O escritório do CBFC em Calicute, por sua vez, se recusou a responder à Efe e explicou que "não falará com os meios de comunicação sobre este assunto".
O documentário "The Argumentative Indian" está baseado no livro homônimo de Amartya Sen e conta com a presença do próprio intelectual analisando a Índia contemporânea e episódios controversos de sua história recente, como os conflitos comunais e os religiosos entre muçulmanos e hindus.
Segundo a imprensa local, o escritório de Calicute do CBFC remeteu um relatório à sede central em Mumbai (antiga Bombaim) explicando que as palavras censuradas "poderiam ofender os sentimentos de certas comunidades" e "poderia colocar em perigo a segurança de Gujarat", que é citado no documentário ao falar da violência contra a minoria muçulmana em 2002.
Para Ghosh, esta explicação parece "irônica", sobretudo levando em consideração que o livro em que se baseia o documentário fala sobre "o pluralismo de ideias e a importância do debate" como marcas da Índia.
"Vamos recorrer e esperar para ver como o problema se desenvolve, mas, aconteça o que acontecer, não vou censurar um dos intelectuais mais importantes da Índia", esclareceu Ghosh.
Amartya Sen, professor da Universidade de Harvard e ganhador do prêmio Nobel de Economia em 1998 "por sua contribuição à economia do bem-estar", é um dos intelectuais mais importantes da atualidade.
O CBFC é fonte habitual de manchetes nos jornais da Índia, seja por censurar o nome Bombaim em uma canção alegando que o denominação oficial da cidade é "Mumbai", como por proibir os longos beijos nos filmes de James Bond e impedir a projeção de "Cinquenta Tons de Cinza" nos cinemas.

EFE

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sábado, 15 de julho de 2017

Escolas de todo o país vão divulgar vídeos sobre desenvolvimento sustentável


Com linguagem acessível e uma proposta de atividades lúdicas, oito vídeos sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável assumidos por diversos países, entre eles os Brasil, serão apresentados em salas de aula de todo o país. A iniciativa, lançada hoje (13) em Manaus, é uma parceria do Ministério da Educação (MEC) com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Ministério de Meio Ambiente.
Os vídeos tem curta duração, de 4 a 10 minutos, e são voltados para estudantes de 7 a 11 anos, do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.
“É muito importante para o desenvolvimento de uma sociedade que tenha consciência, que preserve, que se desenvolva de forma sustentável, olhar para a base da nossa sociedade, que são as nossas crianças", disse o secretário de Educação Básica do MEC, Rossiele Soares, no lançamento dos vídeos. Segundo o secretário, o objetivo da iniciativa é levar essa discussão para a sala de aula, apoiando o professor, para que o aluno tenha consciência da importância da água, do desenvolvimento de uma sociedade que consuma menos, porque isso impacta diretamente o meio ambiente.
O debate do assunto nas escolas é uma forma de ajudar o país a alcançar os 17 objetivos e 169 metas de desenvolvimento sustentável definidos em setembro de 2015 durante um evento da ONU. Esses objetivos, que devem ser cumpridos até 2030, abrangem várias áreas, inclusive a da educação. "A educação é uma área que permeia todos os objetivos: meio ambiente, desenvolvimento sustentável, melhores condições de saúde", ressaltou a coordenadora de Educação e Cultura da Unesco Brasil, Rebeca Otero.
Rebeca disse que os vídeos alcançarão novos públicos, como as crianças, fazendo com que conheçam  e compreendam o alcance dessas metas, que poderão ser atingidas no decorrer dos anos.
A diretora do Departamento de Produção e Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Raquel Breda, destacou que o material disponibilizado explica de forma didática os objetivos com foco na conscientização da comunidade escolar sobre a temática.
"Os vídeos vão ajudar a traduzir para as crianças o que significam os objetivos e metas de desenvolvimento sustentável na vida prática, mostrando como elas podem contribuir, assim como os professores, os gestores públicos", ressaltou Raquel. As crianças vão saber que cada ator tem um papel e precisam entender qual é esse papel dentro de um conjunto de ações para ajudar o país e o mundo inteiro a alcançarem esses objetivos”, acrescentou.
Os vídeos têm versão em português, espanhol e inglês. Há também material de apoio para os professores.
Por Bianca Paiva, da Agência Brasil

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Giordano Bruno, o homem executado na fogueira do Santo Ofício por revelar que o universo é infinito
17 de fevereiro de 1.600 é uma data fatídica. Neste dia, um herege foi executado no Campo das Flores, em Roma. Giordano Bruno foi aprisionado, torturado e, após dois julgamentos, condenado a morrer na fogueira do Santo Ofício. Seu crime? Acreditar na ideia de que o universo é infinito, de que ao redor de cada estrela gravitam planetas, e na concepção de que cada planeta irradia vida.

Ex monge dominicano, nos oito anos em que padeceu na prisão foi submetido a todo tipo de violência e opressão para que se retratasse, renegando suas convicções. O brutalizaram em vão. A congregação católica não logrou o êxito que obteria, poucos anos depois, com Galileu Galilei. Este, para não morrer na fogueira, teve que, de joelhos, abjurar toda a sua consistente obra científica e filosófica.

A ortodoxia da Igreja Católica de então concebia a terra como um planeta único no universo, resultado da intervenção direta de Deus. Um axioma que – em hipótese alguma – poderia ser questionado.

Mas, Giordano Bruno descortinou, antes da invenção do telescópio, a infinitude do universo. E que na imensidão do cosmos, existia não um, mas um número infinito de planetas. Sendo assim – questionaram os guardiões da fé – “cada planeta teria o seu próprio Jesus? Heresia! Blasfêmia! Sacrilégio! ”.

Suas ideias, formulações e livros foram proibidos, incinerados e incluídos no Index Librorum Prohibitorum, o Índice dos Livros Proibidos. 

Num ato de misericórdia, os condenados, antes de arderem no fogo da santa fogueira, eram estrangulados e mortos. Mas com Giordano Bruno foi diferente. Suas formulações representavam uma ameaça de tal dimensão aos alicerces da doutrina católica que a sentença estabeleceu que morresse diretamente em decorrência das chamas, línguas de fogo e labaredas originárias da fogueira. Seu pecado? Declarar que a terra não era o único planeta criado por Deus.

Este é o esteio de onde emerge a peça teatral “Giordano Bruno, a fogueira que incendeia é a mesma que ilumina”.

A trama se desenrola no intervalo entre a condenação do filósofo italiano e a aplicação da pena de morte. A ficção contextualiza o ambiente de transição entre a baixa idade média e a idade moderna. O ambiente de ‘caça às bruxas’, o absolutismo e o autoritarismo políticos, a corrupção endêmica, o feudalismo e a ascensão da burguesia, a ortodoxia e os paradigmas religiosos, o racionalismo e o iluminismo compõem o substrato por onde se movimentam as personagens da peça.

O conselheiro do papa Clemente VIII, o octogenário Giovanni Archetti, comanda - do Palácio do Vaticano - uma intrincada rede de corrupção e, através dela, planeja desposar a mais bela jovem da Europa, Donabella de Monferrato. A formosa mulher admira e integra um grupo de seguidores de Giordano Bruno. Para convencê-la acerca do matrimônio, o poderoso velhaco tenta ludibriá-la e mente, afirmando que promoverá a revisão do julgamento do famoso filósofo, anulando a pena de morte imposta. Sem ser correspondido, o poderoso Giovanni Archetti ama Donabella, que é amada pelo noviço Enrico Belinazzo, um jovem frade de corpo atlético que, por sua vez, é amado pelo vetusto padre Lorenzo, o diretor do seminário. 

De modo que conflitos secundários são explorados evidenciando os paradigmas da baixa idade média, os fundamentos dos novos modelos, dos novos arquétipos que surgiam em oposição ao poder do imperador do Sacro Império, do Papa e dos reis; o ocaso do feudalismo, suplantado pela burguesia que emerge como a nova classe dominante; a degeneração da política e a degradação moral e dos costumes. 

Adentre este universo povoado por conflitos, disputas, cizânias e querelas. Um enredo que, lançando mão de episódios verídicos da narrativa histórica, ambienta novelos densos e provocativos instigando os leitores a responder se o autoritarismo e a corrupção que vincaram o interim entre os séculos XVI e XVII não seriam equivalentes – em extensão, volume e vilania - aos verificados nos dias de hoje.
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Edital oferece bolsas no Reino Unido para estudantes de turismo e hospitalidade


O Ministério do Turismo publicou o edital que irá oferecer 120 bolsas de estudos para cursos de aperfeiçoamento nas áreas de Turismo e Hospitalidade no Reino Unido para estudantes de graduação de instituições públicas e privadas de ensino.

Para concorrer a uma vaga, é necessário que o estudante dessas áreas tenha obtido pontuação acima de 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), além de comprovar proficiência em língua inglesa e de ter cursado no mínimo, 20% e no máximo, 80% do currículo do curso superior.

O investimento do governo no programa é de cerca de R$ 5 milhões. Para Marx Beltrão, ministro do Turismo, a qualificação profissional é um aspecto do Plano Brasil + Turismo, um pacote de ações lançado pelo governo federal para estimular o setor. “Se queremos nos posicionar junto aos principais destinos turísticos do mundo, temos que olhar com muita atenção e investir pesado na melhoria do atendimento ao turista e dos serviços a ele prestados”, comentou o ministro.

O tempo de duração é de aproximadamente 11 semanas com aulas teóricas e práticas. A implementação das bolsas de estudo será realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A alocação dos estudantes nas instituições internacionais será de responsabilidade da Association of Colleges, parceiro do Ministério do Turismo no programa.

As inscrições serão abertas na próxima segunda-feira (17). Os candidatos interessados devem acessar o formulário eletrônico na página da Capes até às 17h (horário de Brasília) do dia 25 de agosto de 2017.

Por Julia Buonafina, da Agência Brasil


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Coleção Quasar K+: 

Livro 1: Quasar K+ Planejamento Estratégico;
Livro 2: Shakespeare: Medida por medida. Ensaios sobre corrupção, administração pública e administração da justiça;
Livro 3: Nikolai Gogol: O inspetor geral. Accountability pública; Fiscalização e controle;
Livro 4: Liebe und Hass: nicht vergessen Aylan Kurdi. A visão de futuro, a missão, as políticas e as estratégias; os objetivos e as metas.


O que é a metodologia Quasar K+ de planejamento estratégico?

QUASAR K+ é uma metodologia que procura radicalizar os processos de participação cidadã através de três componentes básicos:
a.Planejamento;
b.Educação e Teatro;
c.Participação intensiva.

Para quem se destina a ferramenta?

A metodologia QUASAR K+ foi desenvolvida para se constituir em uma base referencial tanto para as pessoas, os indivíduos, como para as organizações. Portanto, sua utilização pode ensejar a modernização desde o simples comércio de esquina ao grande conglomerado corporativo. Mas, também, os projetos de crescimento e desenvolvimento individuais, a melhoria das relações familiares...

Fazendo uso da metodologia QUASAR K+ poderemos descortinar novos horizontes nos habilitando a fazer mais e melhor com menor dispêndio de recursos.

Qual a razão desta metodologia?

Nas democracias modernas as sociedades se mostram tanto mais evoluídas e sustentáveis quanto mais aprimoram a qualidade da participação na vida organizacional, política e social.

Para que a participação se revista de qualidade se faz necessário dominar um conjunto de técnicas e instrumentais capazes de impregnar o processo de maior eficácia.

É deste contexto que emerge a metodologia QUASAR K+: disponibilizar técnicas específicas ancoradas em valores e princípios da educação e do teatro, incorporando - como eixo estruturante - as ferramentas do planejamento.

Portanto, é uma metodologia que busca assegurar qualidade à consecução dos objetivos, estratégias e metas traçados.

Por conseguinte, a aplicação da tecnologia possibilitará que nossa inserção e participação nos ambientes de estudo, trabalho, entretenimento e moradia, se verifique de maneira progressivamente mais satisfatória. Ao mesmo tempo em que nos empodera:

- eleva a autoestima – na medida em que tomamos consciência da evolução de nossa capacidade produtiva, da habilidade adquirida para interagir e contribuir com a família, o grupo social, a organização, a sociedade;

- incorpora ganhos sociais para a família, a escola, a instituição em que trabalhamos e a comunidade onde moramos, considerando que os produtos e resultados de nossa intervenção direta passam a ostentar qualidade diferenciada, mais fina, apurada e consentânea com as aspirações por um mundo melhor e mais justo.

De maneira estruturada, o livro enfoca:



- Planejamento e Administração
- O setor público
- Empreendedorismo & iniciativa privada
- Participação intensiva & terceiro setor
- Cidadania
- Qualidade Total
- Educação & Teatro