segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Google: nova biblioteca de digitais e aposta na evolução dos eBooks




Os ebooks já estão por aí há algum tempo, e desde o seu surgimento até os dias atuais, os formatos de livros digitais apresentam tão somente o conteúdo de um livro impresso nas telas de computadores, laptops, celulares e dispositivos como o Kindle ou Kobo. Entre as décadas de 90 e 2000, diversos formatos foram criados, diferentes dispositivos tentaram entrar no novo mercado, mas apenas com a Amazon os ebooks se consolidaram de fato como produtos comerciais.

Mesmo assim, desde então, poucos formatos se mostraram firmes entre os leitores de livros digitais. Os principais deles são o ePub, Mobi (ambos em código aberto), Azw (exclusivo do Kindle), Lit (para o Microsoft Reader) e o PDF, que mesmo não sendo considerado pelo mercado como ebook de fato devido a suas limitações editoriais, ainda é muito popular entre os fãs de literatura mais tecnológicos.

Mas o que todos eles tem em comum desde as origens dos livros digitais? O fato de que simplesmente contém o mesmo conteúdo dos livros físicos que encontramos nas livrarias. Eles trazem o texto, capa, ilustrações, e raros são os casos em que há algum conteúdo exclusivo, e ainda assim são apenas novas ilustrações ou capítulos extras. Claro que há vantagens, como índices interativos, a possibilidade de se integrar ao dicionário dos dispositivos, compartilhar trechos e comentários online, entre outros, mas nada novo em termos de conteúdos.

É bem verdade que o ePub3 tentou, em 2012, fornecer novos tipos de conteúdos aproveitando-se das possibilidades digitais, incluindo marcações HTML5 para incluir mais interatividade, vídeos, entre outros recursos, mas nada disso vingou. A Google, no entanto, acredita que será capaz de ultrapassar a barreira dos textos tradicionais e fornecer novos tipos de ebooks através do Editions at Play.

Trata-se de uma pequena biblioteca de livros experimentais que tiram proveito da conectividade com a Internet em dispositivos móveis atuais. O slogan da nova biblioteca digital da Google diz: "Nós vendemos livros que não podem ser impressos". 

Há apenas alguns livros disponíveis e outros serão lançados em um futuro próximo. Um dos livros é "A Verdade Sobre Cães e Gatos", de Sam Riviere e Joe Dunthorne, que conta com animações e até mesmo instruções para orientar o leitor através da leitura do conteúdo. Os usuários poderão alternar entre poemas e histórias de Riviere e Dunthorne a qualquer momento, por isso cada leitura será diferente.

O outro livro, que usa recursos ainda mais curiosos, é "Entradas e Saídas" de Reif Larsen. Esta história é contada através do Street View da Google e a narrativa combina locações reais e ficcionais.

Os livros são otimizados para serem lidos em smartphones e eles são compatíveis com aqueles que executam o Android 4.4 ou mais recente, assim como iOS 8 ou posteriores. Ainda assim, nem todos os aparelhos terão suporte para esses livros, então os usuários podem experimentá-los antes de fazer a compra.

Esta parece ser uma boa maneira de como livros digitais poderiam evoluir, e mesmo se isso ainda levar mais algum tempo até que a biblioteca cresça significativamente, a Google está disposta a ouvir todas as sugestões sobre a criação de livros digitais.

Por outro lado, autores de livros à moda atual talvez sejam ainda um tanto resistentes quanto à criação de conteúdos com novos recursos. Afinal, para a maioria desses artistas, o que vale é uma boa história para se contar. Se conteúdos como animações e outros tipos de recursos dentro das histórias são coisas que os próprios autores devem se preocupar, ou se surgirá parcerias com outros profissionais mais especializados nessas tecnologias, só o tempo dirá.

Da tudocelular.com

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“As 100 mais belas fábulas da humanidade” é um livro especial.

Condensa em um só volume o referencial teórico sobre o assunto, as principais fábulas já elaboradas desde os idos de antes de Cristo, enfocando este rico, mágico e onírico universo.

Desta forma, conceitos e definições, as principais características deste gênero literário, o panorama da evolução das fábulas através dos tempos até romper no Brasil dos dias presentes, todo este referencial teórico encontra-se sistematizado e hierarquizado no primeiro capítulo.

Este capítulo apresenta uma panorâmica de como este gênero mantêm-se sintonizado com a atualidade: Monteiro Lobato, Millôr Fernandes, Rodoux Faugh, Manuel Maria Barbosa du Bocage, este escrita e, ainda, Esopo e Jean de La Fountaine.

O segundo capítulo mergulha no universo do mais importante escritor de fábulas de todos os tempos: o grego Esopo – o grande precursor. No total são mais de cem narrativas ilustradas expressando todas as nuances e facetas desta modalidade artística que provoca, instiga e ensina.

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 Pré lançamento do livro "Tiradentes, o mazombo: 20 contos dramáticos":

Para saber mais, clique na figura

Dramaturgo, o autor transferiu para seus contos literários toda a criatividade, intensidade e dramaticidade intrínsecas à arte teatral. 

São vinte contos retratando temáticas históricas e contemporâneas que, permeando nosso imaginário e dia a dia, impactam a alma humana em sua inesgotável aspiração por guarida, conforto e respostas. 

Os contos: 
1. Tiradentes, o mazombo 
2. Nossa Senhora e seu dia de cão 
3. Sobre o olhar angelical – o dia em que Fidel fuzilou Guevara 
4. O lugar de coração partido 
5. O santo sudário 
6. Quando o homem engole a lua 
7. Anos de intensa dor e martírio 
8. Toshiko Shinai, a bela samurai nos quilombos do cerrado brasileiro 
9. O desterro, a conquista 
10. Como se repudia o asco 
11. O ladrão de sonhos alheios 
12. A máquina de moer carne 
13. O santuário dos skinheads 
14. A sorte lançada 
15. O mensageiro do diabo 
16. Michelle ou a Bomba F 
17. A dor que nem os espíritos suportam 
18. O estupro 
19. A hora 
20. As camas de cimento nu 

OUTRAS OBRAS DO AUTOR QUE O LEITOR ENCONTRA NAS LIVRARIAS amazon.com.br: 
A – LIVROS INFANTO-JUVENIS: 
Livro 1. As 100 mais belas fábulas da humanidade 

I – Coleção Educação, Teatro & Folclore (peças teatrais infanto-juvenis): 
Livro 1. O coronel e o juízo final 
Livro 2. A noite do terror 
Livro 3. Lobisomem – O lobo que era homem 
Livro 4. Cobra Honorato 
Livro 5. A Mula sem cabeça 
Livro 6. Iara, a mãe d’água 
Livro 7. Caipora 
Livro 8. O Negrinho Pastoreiro 
Livro 9. Romãozinho, o fogo fátuo 
Livro 10. Saci Pererê 

II – Coleção Infantil (peças teatrais infanto-juvenis): 
Livro 1. Não é melhor saber dividir 
Livro 2. Eu compro, tu compras, ele compra 
Livro 3. A cigarra e as formiguinhas 
Livro 4. A lebre e a tartaruga 
Livro 5. O galo e a raposa 
Livro 6. Todas as cores são legais 
Livro 7. Verde que te quero verde 
Livro 8. Como é bom ser diferente 
Livro 9. O bruxo Esculfield do castelo de Chamberleim 
Livro 10. Quem vai querer a nova escola 

III – Coleção Educação, Teatro & Democracia (peças teatrais infanto-juvenis): 
Livro 1. A bruxa chegou... pequem a bruxa 
Livro 2. Carrossel azul 
Livro 3. Quem tenta agradar todo mundo não agrada ninguém 
Livro 4. O dia em que o mundo apagou 

IV – Coleção Educação, Teatro & História (peças teatrais juvenis): 
Livro 1. Todo dia é dia de independência 
Livro 2. Todo dia é dia de consciência negra 
Livro 3. Todo dia é dia de meio ambiente 
Livro 4. Todo dia é dia de índio 

V – Coleção Teatro Greco-romano (peças teatrais infanto-juvenis): 
Livro 1. O mito de Sísifo 
Livro 2. O mito de Midas 
Livro 3. A Caixa de Pandora 
Livro 4. O mito de Édipo. 

B - TEORIA TEATRAL E DRAMATURGIA 
VI – ThM-Theater Movement: 
Livro 1. O teatro popular de bonecos Mané Beiçudo: 1.385 exercícios e laboratórios de teatro 
Livro 2. 555 exercícios, jogos e laboratórios para aprimorar a redação da peça teatral: a arte da dramaturgia 
Livro 3. Amor de elefante 
Livro 4. Gravata vermelha 
Livro 5. Santa Dica de Goiás 
Livro 6. Quando o homem engole a lua 
Livro 7: Estrela vermelha: à sombra de Maiakovski
Livro 8: Tiradentes, o Mazombo – 20 contos dramáticos 
Livro 9: Teatro total: a metodologia ThM-Theater Movemente

domingo, 15 de janeiro de 2017

Site cataloga poesia traduzida no Brasil ao longo de 49 anos


Estudantes, pesquisadores ou leitores comuns interessados em informações sobre publicações de seus poetas favoritos têm agora uma fonte de consulta. Está na internet desde agosto o sitePoesia Traduzida no Brasil. A iniciativa de criação do catálogo é de Marlova Aseff, pós-doutoranda do programa de Literatura da Universidade de Brasília (UnB). O projeto teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
site reúne obras de poesia traduzida publicadas no país entre 1960 e 2009, informando dados como autor, tradutor, língua original, editora, ano da primeira edição e período literário. Marlova explica que, dependendo do caso, pode haver informações adicionais. “Algumas [obras] têm um link para material externo. Dá para ler a resenha [sobre o livro] e às vezes até algum poema. Tem também o perfil dos tradutores. Fiz mais de 100 [perfis]. Se existir o perfil, estará linkado à ficha do livro”.
A utilidade do projeto é principalmente acadêmica. Acessando a página, que permite filtrar os dados conforme o objetivo do internauta, os pesquisadores da área conseguem saber, por exemplo, quais as línguas mais traduzidas em cada período da história literária brasileira ou verificar se a publicação de poesia cresceu ou diminuiu em um determinado recorte de tempo.
Segundo Marlova, o catálogo permitiu constatar que entre as décadas de 1960 e 2000 a publicação de poesia traduzida cresceu de forma contínua no país. “Subiu mais de 400%. A exceção é a década de 70, quando houve uma pequena queda”, informa. Com relação às línguas, na década de 2000, as mais traduzidas foram obras em inglês, espanhol, francês e alemão.
Outro dado interessante é que grande parte dos tradutores de poesia é de autores brasileiros. Entre eles Paulo LeminskiAugusto de Campos e Ferreira Gullar, por exemplo.
Marlova Aseff conta que, embora o site tenha sido criado com o propósito de facilitar a pesquisa na área, ele também atraiu outros públicos. “Eu fiz mais para pesquisadores e estudantes. Mas estou vendo que tem um interesse grande pelo público em geral. No primeiro mês, houve mais de 7 mil visitantes únicos. Depois se manteve em uma média de mil por mês. Pelo compartilhamento no Facebook, vejo que muita gente tem interesse”, comenta. Desde que entrou no ar em agosto, o catálogo teve 11 mil visitantes únicos.
A produção do catálogo começou a ganhar forma quando Marlova cursava o doutorado. “Fiz meu doutorado sobre poetas tradutores e comecei a catalogar. Fiquei com essa bibliografia e fiz o projeto de pós-doutorado me propondo a revisar e expandir”, explica a pesquisadora, que é doutora em literatura e em estudos da tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente, ela quer ampliar a base de dados do site, mas ainda não sabe quando será possível.
“Eu queria incluir obras dos anos 30, 40, 50. Nos anos 30 é que começa a indústria da tradução no Brasil. Também queria fazer de 2009 para cá, o pouquinho que falta. Tem perspectiva [de fazer esses acréscimos] mas de maneira lenta, pois estou trabalhando sozinha. O ideal seria prosseguir com uma equipe. Meu pós-doutorado acaba em março, eu teria que conseguir algum outro apoio”, afirma a pesquisadora. Hoje, o site tem mais de 600 inserções bibliográficas.
Na avaliação de Marlova, os leitores estão começando a notar e valorizar as boas traduções. “Os estudos da tradução estão crescendo muito no Brasil nos últimos anos. No meio em que eu transito, está começando a despertar bastante essa consciência. Claro que não é algo massificado”, disse.
Mariana Branco, da Agência Brasil



sábado, 14 de janeiro de 2017

Atlas Histórico-Brasil 500 anos tem nova versão, 18 anos após primeira edição


Atlas Histórico Brasil 500 Anos tem nova versão - Foto Divulgação CPDOC/FGV) Foto Divulgação CPDOC/FGV)
O estudo da história do Brasil ganhou um atrativo com informações em vários formatos. Agora, os interessados podem utilizar a nova versão do Atlas Histórico. Brasil 500 anos, lançada 18 anos depois da primeira edição, publicada pela revista IstoÉ, e ainda,com uma facilidade: todo o conteúdo elaborado por uma equipe de pesquisadores da Escola de Ciências Sociais (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas (FGV), pelo jornalista e tradutor Bernardo Joffily e pela professora de história da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Mariana Joffily. A nova versão está disponível na internet,. Entre as pesquisas e a elaboração, o projeto levou três anos.
As informações se referem a períodos antes do descobrimento do Brasil, às navegações portuguesas, à Nova República e seguem até o segundo governo Lula, que foi a fase final das pesquisas. Para a historiadora, como agora a versão é digital, o Atlas poderá receber ampliações sem restrições. “É um material aberto a atualizações e também a enriquecimentos. Se algum leitor encontrar algum verbete que não está em determinado capítulo, a ideia é que seja interativo. A pessoa manda a sugestão e a equipe do CPDOC acrescenta o verbete. Essa é uma questão importante - dialogar com o usuário”, disse em entrevista à Agência Brasil.
Pré-descobrimento
Mariana Joffily chamou a atenção para o período anterior ao descobrimento do Brasil. De acordo com a historiadora, é preciso conhecer como foi a ocupação do território. “A primeira imagem que se tem é sobre a ocupação das Américas. É muito importante porque temos muitos trabalhos em que o marco zero da história do Brasil seria a vinda dos portugueses, mas se pensarmos em ocupação do território existiam habitantes e outras coisas antes”, disse.
O primeiro atlas histórico lançado no Brasil desde 1998 teve o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e quem quiser acessar as informações, gratuitamente, poderá navegar em mapas, imagens, arquivos de áudios e de vídeos e textos explicativos, desenvolvidos pelos pesquisadores da FGV. Na nova edição, vai ser possível verificar ainda os verbetes do Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro do CPDOC e itens do Acervo Histórico do FGV/CPDOC, além de consultar o link da edição anterior.
“Pelo fato de estar na internet a gente pôde fazer hiperlinks, ligações com outros documentos. O Atlas, na verdade, remete, para quem quer ter material complementar, o nosso acervo histórico do CPDOC e verbetes biográficos e de eventos, imagens, áudios de entrevistas que fizemos. Quem clicar, por exemplo, na Nova República poderá ter informações sobre Ulisses Guimarães ou Tancredo Neves”, contou à Agência Brasil o diretor do FGV/CPDOC, Celso Castro.
Interação dos alunos
No momento em que um dos mais frequentes pedidos dos alunos é uma escola com programas de ensino mais envolventes, Celso Castro destacou que o Atlas poderá servir de equipamento para os professores em sala de aula. “É um material que ajuda a ampliar ou contextualizar os assuntos tratados nos mapas. Democratiza muito o acesso. Qualquer pessoa que tem acesso à internet e hoje tem acesso público também gratuito, pode ver. A gente espera que seja muito utilizado como instrumento auxiliar do ensino, principalmente, o médio ou o fundamental”, acrescentou.
O uso do conteúdo nas escolas pode ter ainda mais uma atração. A projeção dos mapas e dos infográficos pode ser explorada em camadas, com as informações sendo apresentadas aos poucos. “Na internet, você pode ir colocando camadas diferentes, que vão incluindo em um mesmo mapa diferentes extratos de informação. Em um Atlas físico, isso não pode ser feito, a não ser em alguns muito caros, com folhas de plástico que podem ser folheadas em cima”, disse.
“Há alguns fenômenos que podem ser vistos no passo a passo. Por exemplo, a Coluna Prestes, que percorreu um 'tantão' do Brasil, vai fazendo o histórico da Coluna e mostrando aos poucos o caminho sendo percorrido no mapa”, acrescentou Mariana Joffily.
Recursos modernos
Para facilitar ainda mais a navegação foram usados recursos tecnológicos para deixar os materiais como os mapas e vídeos menos pesados para carregar. “Procuramos fazer algo que fosse acessível, útil,  fácil para disponibilizar. Ficamos muito contentes de ter feito essa atualização do Atlas, que já tinha quase 20 anos de publicado”, lembrou.
Embora o conteúdo esteja em português, como está na internet, o Atlas poderá ser consultado também por quem estiver fora do país. O professor Celso Castro adiantou que no futuro será possível que o material seja traduzido para outros idiomas. “É uma ideia importante para uma futura reformulação, mas para quem tem interesse no Brasil e consegue entender português também pode visitar de qualquer lugar”, afirmou.
O FGV/CPDOC foi criado em 1973 e desde então realiza pesquisas e disponibiliza material de bens públicos relacionados à história do Brasil. Além disso, produz material didático.
Por Cristina Índio do Brasil, da Agência Brasil
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Como o maior escritor da humanidade - Willian Shakespeare - tratou da corrupção, a chaga que consome o Brasil contemporâneo? Veja aqui.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A irresponsabilidade por trás da crise do RJ


Leniência do Planalto e de governadores criou esta crise fiscal, e agora se trata de resgatar a Federação sem atropelar leis e princípios
Em termos muito concretos, o resgate dos estados em pior situação fiscal — Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul — pouco avançou. O que evolui são os esforços para se desenhar uma fórmula que permita o governo fluminense começar a sair do atoleiro, mas por um espaço estreito entre as exigências legais e as necessidades prementes do estado, tudo de forma a que o mesmo socorro possa ser oferecido aos demais estados, sempre preservados os princípios da responsabilidade fiscal. Enquanto isso, Minas e Rio Grande do Sul aguardam.
Desde que o governo de Luiz Fernando Pezão enviou à Assembleia Legislativa uma série de propostas de austeridade, em novembro do ano passado, as diversas corporações que habitam a máquina da burocracia fluminense se movimentaram, até com a violência nas ruas, e impediram a formalização do compromisso com o ajuste nas contas, o inarredável primeiro passo de qualquer programa de resgate do estado. Do Rio de Janeiro ou qualquer outro.
Em novembro, o Palácio Guanabara estimava um déficit de R$ 52 bilhões até dezembro de 2018. Se nada for feito, como está acontecendo, o estado não chegará a tão longe sem estender a calamidade financeira para tudo o mais.
Vale nominar os responsáveis por toda esta lambança fiscal, além dos governantes estaduais. No caso, Sérgio Cabral, fora de circulação, e Luiz Fernando Pezão.
No topo desta pirâmide da irresponsabilidade estão a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda Guido Mantega e o secretário do Tesouro Arno Augustin, este também artífice da técnica de contabilidade criativa, para encobrir rombos que criaram na contabilidade pública.
Foi devido à crença cega em que despesas públicas sempre precisam ser turbinadas em momentos de desaquecimento que a troica induziu estados a se endividar, dando aval do Tesouro. Mesmo que não tivessem condições financeiras para isso.
O Tribunal de Contas da União investiga, por exemplo, a garantia dada pela União, entre 2012 e 2015, a que estados mal ranqueados pelos escritórios de avaliação de risco pudessem levantar no mercado R$ 73 bilhões. Tratou-se o doente com veneno.
Que fique a lição. O quadro é de grande gravidade, já sabida, e que tem induzido o Congresso e até o Judiciário a tornar a situação mais soturna. O Congresso, ao retirar a inevitável exigência de contrapartidas dessas operações de socorro. No caso do Judiciário, a permissão dada pela presidente do STF, Cármen Lúcia, para o não cumprimento de contrato sobre o arresto de recursos fluminenses pelo Tesouro, em seu pleno direito, por ser o fiador de créditos concedidos ao estado.
Que o desfecho das conversas entre o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o governador Pezão e a ministra Cármen Lúcia restabeleça a confiança nos contratos na concessão de avais e nos princípios mínimos da austeridade fiscal.

O Globo
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Para aproveitar o seu tempo  



Para aproveitar o seu tempo, selecionamos títulos para os mais variados públicos - de crianças a amantes de literatura.

Divirta-se a valer e recarregue as baterias. Não deixe de colocar a leitura em dia, cuide de manter atualizada a sua biblioteca e – jamais se esqueça, o bom presente é aquele que ensina uma lição e dura para sempre; por isso, habitue-se a adquirir livros também para presentear.

Veja a seguir as nossas sugestões de leitura. Basta clicar no título desejado e você será levado ao site com mais informações:

Dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.



Dez volumes abordando temas variados do universo infanto-juvenil.



Quatro volumes abordando temas como democracia, ética e cidadania.



Quatro volumes abordando temas como independência e cultura indígena.



Quatro volumes abordando as mais belas lendas da mitologia greco-romana.







































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AS OBRAS DO AUTOR QUE O LEITOR ENCONTRA NAS LIVRARIAS amazon.com.br: 

A – LIVROS INFANTO-JUVENIS: 

I – Coleção Educação, Teatro e Folclore (peças teatrais infanto-juvenis): 

II – Coleção Infantil (peças teatrais infanto-juvenis): 
Livro 8. Como é bom ser diferente 

III – Coleção Educação, Teatro e Democracia (peças teatrais infanto-juvenis): 

IV – Coleção Educação, Teatro e História (peças teatrais juvenis): 

V – Coleção Teatro Greco-romano (peças teatrais infanto-juvenis): 

B - TEORIA TEATRAL, DRAMATURGIA E OUTROS
VI – ThM-Theater Movement: