quinta-feira, 30 de setembro de 2021

VERDE em meio ao concreto

 



Tombados há10 anos na capital, projetos paisagísticos de Burle Marx carregam uma beleza única e fazem parte da história de Brasília

 

Símbolo do desenvolvimento e do modernismo, Brasília foi idealizada e tirada do papel por vários artistas. Em meio ao concreto e aos traços firmes de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, a cidade ganhou verde com as obras de Roberto Burle Marx. Há dez anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) definiu, por meio do decreto nº 33. 224, o tombamento de todos os trabalhos de autoria do paisagista. Confira os lugares que foram tombados:

Superquadra 308 Sul

Inaugurada em 1962, a quadra modelo do Plano Piloto segue os padrões imaginados no plano original e é um ícone da cidade. Todo o conjunto paisagístico foi feito por Burle Marx - boa parte continua como foi elaborada pelo profissional. O espaço possui um espelho d'água com carpas e o Parque dos Cogumelos.

Praça dos Cristais

A Praça dos Cristais foi entregue em 1970 e está localizada no Setor Militar Urbano (SMU). Na proposta original, foram usadas mais de 50 tipos de plantas, entre elas a palmeira e o buriti, espécies utilizadas com frequência pelo paisagista.

Jardins do Palácio do Itamaraty

O Palácio do Itamaraty foi projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970. Concebido com o objetivo de apresentar o Brasil aos visitantes, Burle Marx seguiu a ideia original e idealizou jardins internos e externos para que representassem a natureza brasileira. Dois jardins são aquáticos, recurso que o paisagista usou para compensar o clima seco da capital federal. Além do projeto paisagístico, Burle Marx desenhou a tapeçaria para a Sala Brasília.

Jardins do Tribunal de Contas da União

O prédio do Tribunal de Contas da União (TCU), projetado por Renato Alvarenga, foi construído na década de 1970. O espaço do jardim possui mais de 42 mil m? entre área interna e externa. O local conta com as espécies dinheiro-em-pena, grama-coreana, bromélias, véires e paineiras-brancas. Burle Marx mesclou plantas do cerrado e de outros biomas brasileiros.

Paisagismo do Parque da Cidade

O Parque da Cidade, inaugurado em 1978, é um dos maiores projetos de paisagismo de Burle Marx. A ideia original, no entanto, nunca se concretizou. O objetivo era que o espaço tivesse cinemas, praças, restaurantes e outros locais de entretenimento.

Jardins do Ministério da Justiça

A sede do Ministério da Justiça foi inaugurada em 1972 e a parte externa possui um jardim aquático, projetado com plantas da Amazônia, e um espelho d'água integrado às cascatas do prédio. As alterações foram feitas para adaptação da vegetação ao clima seco de Brasília.

Jardins do Palácio do Jaburu

Projetada em 1973 e entregue em 1977, a casa do vicepresidente da República tem os jardins assinados por Burle Marx. Parte da proposta foi deixar espécies de plantas nativas do cerrado, além de árvores frutíferas para atrair animais e aves da região.

Jardins do Banco do Brasil

Localizado no Setor Bancário Sul, os jardins do Banco do Brasil têm uma área de cerca de 21 mil metros quadrados. O espaço não recebeu, contudo, muita atenção e perdeu parte de suas características.

Jardins do Teatro Nacional Cláudio Santoro

O projeto de Burle Marx buscou fazer uma mistura de plantas nativas com espécies de outros biomas do Brasil, com adição de yucas, pedra vulcânica e agaves para simbolizar um pouco o clima brasiliense. Antes do fechamento do teatro, as características originais do projeto estavam mantidas.

Saiba Mais

> Quem foi Burle Marx?

Roberto Burle Marx foi um importante artista plástico brasileiro e autor de mais de dois mil projetos de paisagismo em 20 países. Além dos trabalhos com paisagismo, também foi escultor, criador de joias e tapeceiro. Nasceu em São Paulo, em 4 de agosto de 1909. Desde pequeno, o artista observava e participava dos cuidados de sua mãe com o jardim e a horta de casa.

Em 1917, o paisagista começou a cultivar seu próprio jardim, e em 1928, a família viajou para a Alemanha em busca de tratamento para um problema nos olhos de Burle Marx. Em Berlim, o jovem se fascinou com o Jardim Botânico, onde descobriu a beleza de diversas plantas brasileiras. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro, entre 1930 e 1934. Em 1932, realizou seu primeiro projeto de jardim para a residência da família Schwartz, no Rio de Janeiro, a convite do arquiteto Lúcio Costa.

Em 1961, Burle Marx veio para Brasília também a pedido de Lúcio Costa e realiza o paisagismo do Eixo Monumental e de outros pontos da nova capital. Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos. Faleceu na capital fluminense em 4 de junho de 1994, aos 84 anos.

Edis Henrique Peres e Helena Mandarino Dornelas, Correio Braziliense  / Cidades




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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Apenas 12,8% dos magistrados são negros e igualdade virá em 2056



- Pesquisa do CNJ aponta que, atualmente, apenas 12,8% (1.534) dos magistrados são negros no país

- Segundo o mesmo levantamento, 85,9% (10.256) são brancos

- Se o cenário continuar como está, a igualdade só poderá ser atingida entre 2056 e 2059

 

Pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) escancarou a desigualdade racial na magistratura brasileira. Atualmente, apenas 12,8% (1.534) dos magistrados são negros no país, contra 85,9% (10.256) de brancos. O levantamento aponta que, se o cenário continuar como está, a igualdade só poderá ser atingida entre 2056 e 2059.

De acordo com o estudo do órgão, publicado pelo portal Metrópoles, a taxa de magistrados negros cresceu somente 9% desde 2015. Mais 138 negros ocuparam cargos no Judiciário. Isso significa um aumento médio de 27 togados por ano. O número destoa da proporção de pretos e pardos na população brasileira: 56%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O objetivo da pesquisa, realizada entre 4 de março e 5 de abril de 2020, foi monitorar o cumprimento da Resolução CNJ nº 203, de 2015, que dispõe sobre a reserva de 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e de ingresso na magistratura para negros.

No Supremo Tribunal Federal (STF), nenhum entre os 11 ministros é negro. O último a ocupar uma cadeira no tribunal foi Joaquim Barbosa, entre 2003 e 2014, indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além dele, em toda a história do Supremo, só dois fizeram parte do quadro de ministros: Pedro Lessa (1907 a 1921) e Hermenegildo de Barros (1917 a 1931).

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), há um ministro negro: Benedito Gonçalves. Na semana passada, ele completou 13 anos na Corte. Atualmente, é presidente da Primeira Turma do tribunal.

Em recente seminário, Benedito Gonçalves disse que o racismo precisa ser tratado em duas dimensões. Há o racismo institucional, que segundo ele é menos evidente e se reflete, por exemplo, na desconfiança de agentes de segurança sobre a população negra sem justificativa, e o racismo estrutural, ainda menos perceptível.

"O racismo estrutural está cristalizado na cultura do povo de um modo que, muitas vezes, nem parece racismo. A presença do racismo estrutural pode ser constatada pelas poucas pessoas negras que ocupam lugar de destaque nas instituições. Em relação à dimensão institucional do racismo, as questões jurídicas podem servir como elemento muito importante na luta antirracista, seja no aspecto ideológico, seja no aspecto técnico jurídico", explicou.

Em todo o Judiciário, apenas 30% (44.786) dos servidores são negros, contra 68,3% (102.047) brancos. O percentual de estagiários negros é de 33,9% (7.570), contra 65,0% (14.495) brancos.

Redação Notícias Yahoo 


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