domingo, 30 de outubro de 2022

Espanhol que caminhava até o Catar para a Copa do Mundo está preso no Irã, diz TV

 

O espanhol Santiago Sánchez Cogedor, de 40 anos, pretendia fazer uma caminhada de Madrid até o Catar para assistir a Copa do Mundo e torcer por sua seleção.

 

Sua jornada, no entanto, foi interrompida no Irã, onde ele foi detido e levado para um presídio na capital do país. Ele fez o último contato com a família quando ele estava prestes a chegar à fronteira do Curdistão com o Irã, em 2 de outubro.

A informação foi confirmada por um amigo de Sánchez, em entrevista à BBC.

— Ele foi preso e agora está em uma prisão de Teerã — disse Francho Salamanca, à rede de televisão britânica.

A Organização Hengaw para os Direitos Humanos, com sede no Curdistão iraquiano, informou que Sanchez foi "sequestrado por forças de segurança iranianas" depois de visitar o túmulo de Mahsa Amini, que morreu sob custódia após ser presa por supostamente usar seu hijab de forma incorreta.

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha disse à BBC que a representação diplomática espanhola está em contato com as autoridades iranianas, mas não deu detalhes da situação. O Ministério das Relações Exteriores do Irã também foi procurado pela rede de TV, mas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Viagem para a Copa

Sanchez iniciou em 8 de janeiro uma jornada a pé da cidade espanhola de Alcalá de Henares, nos arredores de Madrid, até o Catar para assistir a Copa do Mundo e torcer por sua seleção.

Durante a viagem, Sanchez passou por países como França, Itália, Grécia e Turquia. Em todos eles fez fotos, vídeos e participou de atividades sociais.

Na Turquia ele chegou a ser convidado para uma festa de casamento. Em Atenas ele catou lixo na beira da praia. Suas últimas postagens são do Curdistão, onde ficou hospedado na casa de uma família local e registrou a rotina com os anfitriões.

O Globo


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sábado, 29 de outubro de 2022

Protestos no Irã voltam a crescer e ONU expressa preocupação com tratamento de detidos

Protesto em Teerã

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) expressou nesta sexta-feira preocupação com o tratamento do Irã aos manifestantes detidos e disse que as autoridades se recusaram a liberar alguns dos corpos dos mortos, enquanto manifestantes voltaram a pedir a queda do governo.

A República Islâmica foi tomada por protestos desde a morte da curda Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia policial no mês passado.

A agitação se transformou em uma revolta popular de iranianos de todas as camadas da sociedade, representando um dos maiores obstáculos à liderança clerical do Irã desde a revolução de 1979.

Vídeos nas redes sociais mostraram manifestantes na cidade de Zahedan, perto da fronteira sudeste do Irã com o Paquistão e o Afeganistão, pedindo nesta sexta-feira a morte do líder supremo "ditador", aiatolá Ali Khamenei, e da milícia Basij, que tem desempenhado um papel importante na repressão às manifestações.

O conselho de segurança da província disse que dissidentes armados provocaram os confrontos, levando à morte de pessoas inocentes, mas admitiu "deficiências" da polícia.

Grupos de direitos humanos disseram que pelo menos 250 manifestantes foram mortos e milhares foram presos em todo o país. Uma dura repressão por parte das forças de segurança, incluindo a temida milícia Basij, que tem um histórico de esmagar a dissidência, não conseguiu aliviar a agitação.

"Vimos muitos maus-tratos... mas também assédio às famílias dos manifestantes", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, em uma coletiva de imprensa em Genebra, citando várias fontes.

“De particular preocupação são as informações de que as autoridades estão transferindo manifestantes feridos de hospitais para centros de detenção e se recusando a liberar os corpos dos mortos para suas famílias”, disse ela.

Shamdasani acrescentou que, em alguns casos, as autoridades estão colocando condições para a liberação dos corpos, pedindo às famílias que não realizem um funeral ou falem com a mídia. Às vezes, os manifestantes detidos também não recebiam tratamento médico, segundo ela.

Reuters 


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