quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Agora, sim: Don't let me be Misunderstood


O post anterior com o vídeo de Cat Stevens despertou saudades nos leitores. Abaixo, a tradução de Don't let me be Misunderstood:

Não Me Deixe Ser Mal Interpretado

Querida, você me entende agora?

Às vezes me sinto um pouco louco

Mas você não sabe que ninguém vivo

Pode ser sempre um anjo?

Quando as coisas dão errado eu pareço ser ruim

Mas eu sou apenas uma alma cujas intenções são boas

Oh Senhor, por favor, não me deixe ser mal interpretado

Querida, às vezes eu estou tão despreocupado

Com uma alegria que é difícil de esconder

E às vezes parece que tudo o que eu faço é me preocupar

Então você é obrigada a ver o meu outro lado

Mas eu sou apenas uma alma cujas intenções são boas

Oh Senhor, por favor, não me deixe ser mal interpretado

Se eu pareço irritado, quero que você saiba

Que eu nunca quis descontar em você

A vida tem seus problemas e eu tenho a minha parte

E isso é uma coisa que eu nunca quis fazer

Porque eu te amo

Oh, Oh, querida, você não sabe que eu sou humano

Tenho pensamentos como qualquer outro

Às vezes, encontro-me muito arrependido

Alguma coisa tola alguma coisinha simples que fiz

Mas eu sou apenas uma alma cujas intenções são boas

Oh Senhor, por favor, não me deixe ser mal interpretado

Sim, eu sou apenas uma alma cujas intenções são boas

Oh Senhor, por favor, não me deixe ser mal interpretado

Sim, eu sou apenas uma alma cujas intenções são boas

Oh Senhor, por favor, não me deixe ser mal interpretado

Os amigos não me perdoaram por não ter feito referência à gravação original, do The Animals... é que, na realidade, o contexto era discorrer sobre o fundamentalismo islâmico e não sobre a música, em si, que serviu apenas como pano de fundo...

Mas, como aqui, neste espaço, insinuação que seja já é motivo para um bom debate, segue o vídeo com o The Animals. Acomodem-se porque a curtição valerá a pena:

 
 

O grupo foi uma banda de rock britânica dos anos 1960:  Eric Burdon (vocais), Alan Price (órgão), Hilton Valentine (guitarra), John Steel (bateria) e Chas Chandler (baixo).
Vejam onde o grupo foi beber água: Chuck Berry (com quem fizeram uma turnê), Bob Dylan, Nina Simone, Little Richard e Bo Diddley.

Não é a toa que influenciaram genialidades como os Ramones. Mais, aqui.aqui.

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Don't Let Me Be Misunderstood


Nada como recordar Cat Stevens ou Yusuf Islam, como prefere ser chamado. Degustem o belo espetáculo que é Don't Let Me Be Misunderstood:



O vídeo me fez lembrar um artigo que escrevi sobre o fundamentalismo islâmico, onde faço alusão ao autor de preciosidades inesquecíveis como Father and Son e Wild world:
“(...)

Os árabes transmitiram mundo afora o legado grego, mas desenvolveram também a álgebra e a trigonometria, difundiram os algarismos indo-arábicos; investiram na astronomia e apresentaram à Europa a bússola e o astrolábio – instrumento desenvolvido para observar a posição dos astros, determinando altura e definindo latitude e longitude.

Graças aos árabes conhecemos a cana-de-açúcar e a laranja. Disseminaram modernas técnicas de cultivo e tecnologia para a produção de ferro e aço. Na medicina avançaram nos estudos sobre a circulação do sangue e no tratamento de doenças contagiosas e nervosas.

Todavia, os avanços que os árabes conquistaram no campo da ciência e da cultura ficaram no passado. Hoje, vigora o radicalismo do fundamentalismo islâmico que cultua o ódio e utiliza, dentre suas principais estratégias, o terrorismo.
(...)”

O artigo denominado ‘As madrassas e a lata de lixo’ ou A história das 72 virgens’, escrevi em 2008. Para lê-lo na íntegra, basta clicar aqui.

 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nelson Mandela



"Não quero nenhum tratamento especial, sou prisioneiro como todos os outros".

A frase acima é de Nelson, e foi dita quando condenado a prisão perpétua.

Abaixo segue um belo poema-tributo de Rodoux faugh, uma homenagem ao homem que rompeu a barreira que separa a humanidade dos deuses... sim, não exagero, Mandela é um símbolo, um libelo, uma esperança de que a grande política pode existir... e mudar, para o bem, a vida das pessoas,

E, mais abaixo, um decumentário da NatGeo com uma panorâmica sobre a trajetória deste homem abençoado...

Mandela, o doce guerreiro que tece poemas à verdade

 O Senhor partiu

Seguiu em direção ao azul mais límpido e cintilante

E seguiu com a simplicidade e os trejeitos singelos e humildes dos virtuosos

Seguiu da forma que sempre fizera na terra dos ímpios: resoluto, confiante, altivo...

Destemido, foi elevando o frágil corpo

passo a passo, vencendo a misteriosa neblina que emoldura o paraíso

O que mais poderia, o Senhor, temer?

Já não enfrentara, em terras africanas, as trevas e as barbáries dos homens-hienas?

Já não houvera sangrado a dor da injúria, a humilhação do açoite?

Já não conseguira desnudar a cantilena e a falácia dos messianistas que tomam gente por manada para conduzi-la a desertos inóspitos

Já não conseguira desmascarar demagogos-revolucionários que tomam gente como  boiada para  trancafiá-la na ignorância, na servidão?

O que mais poderia, o Senhor, temer?

Bradou pela liberdade e democracia,

Cantou pela independência e justiça

Dançou por oportunidades iguais

Nada de emular o confronto, nada de estimular a desgraça, nada de enaltecer a vingança, nada de rezar racialismo

Não... o Senhor abraçou o ideário do pacifismo

Acalentou o perdão e a convergência

Ignorou o miasma nauseabundo que exala do passado

E fixou os olhos de lince no quadrante futuro, no amanhã que purga os erros e liberta... liberta

Sim, o Senhor se apresenta ao Senhor... e não se envergonha...

Divertem-se,

Os céus celebram em festa

Os Senhores cantarolam as canções dos justos,

Entoam os compassos dos valentes,

Desenham a escrita dos que tecem poemas à verdade

 

 

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013


Meus caros, o que vai abaixo, extraí do jornal O Globo:

Geral

Gasto por aluno no Brasil é metade do mínimo que OCDE recomenda
Demétrio Weber, O Globo

O Brasil precisa investir mais em educação, mas, com o dinheiro que gasta atualmente, poderia obter resultados melhores. É o que disse nesta sexta-feira o responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), Andreas Schleicher, que é diretor-adjunto de Educação e Competências da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

- Há espaço para melhoria, mas gastar mais dinheiro faria diferença. Para um país como o Brasil, mais dinheiro pode fazer uma grande diferença - disse Schleicher, ao visitar a nova sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação.


E agora um artigo de 2007:
O buraco negro que, na educação, separa qualidade de quantidade
Não deixem de ler, está aqui.

 

 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013


Meus queridos, em seguida o editorial do Jornal O Globo, e, na sequência, um artigo que escrevi sobre esta importante questão:

Geral
Os ainda insuficientes esforços na Educação (Editorial)
O Globo

Seria irreal esperar que o Brasil, de 2009 a 2012, desse um salto elástico no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), de que participam estudantes com 15 anos de idade de 66 países. Este não é um exame qualquer.
Por sua abrangência, o Pisa, realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a cada três anos, serve de radar para definir as sociedades que melhor enfrentam o desafio da Educação, e, assim, apontar os países que tendem a ganhar mais competitividade no mundo globalizado.

O Brasil tem avançado. Neste último teste, de 2012, conseguiu ser o que mais evoluiu em Matemática (17,1%) em relação ao primeiro exame, em 2000. Em Ciências, evolução de 8% e, Leitura, 3,5%. O problema é que a proficiência demonstrada pelo estudante brasileiro do ensino básico continua nas piores colocações no ranking do Pisa.

Desta vez, no 58º lugar, a poucas posições do último lugar. Melhor que Argentina, Albânia, Colômbia, Peru, mas abaixo de Uruguai, México, Chile, Cazaquistão, Emirados Árabes Unidos, numa lista liderada pela China (cidade de Xangai), um dos asiáticos que ocupam os primeiros lugares.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considerou o resultado uma “grande vitória”, referindo-se ao teste específico de Matemática. Ressaltou, ainda, o fato de o país ter avançado mesmo com o aumento na matrícula de alunos com 15 anos. Ou seja, cresceu a população escolar e mesmo assim a qualificação evoluiu.

Mercadante, porém, reconhece que ainda falta muito. Por suposto. Andreas Schleicher, vice-diretor de Educação da OCDE, por exemplo, reconhece o esforço brasileiro, mas afirma que, no ritmo atual, a qualificação do estudante chegará à média dos países ricos apenas em 2030 e não em 2022, meta pactuada pelo poder público com organismos da sociedade atuantes no setor.

É preciso, portanto, aumentar a velocidade da melhoria do ensino. E, para isso, dinheiro não é tudo, apesar de importante. Estima-se que, em que pese o crescimento dos gastos com Educação de 2000 a 2010, a despesa por aluno, no Brasil, representa menos de um terço da realizada no bloco da OCDE.

Defensores da elevação dos gastos no setor de 5% a 6% do PIB para 10% parecem considerar esta uma solução mágica. Pois o Vietnã se situou neste Pisa em 13º lugar, com um gasto de US$ 6.969 por aluno contra US$ 26.765 do Brasil, o 58º colocado.

Deduz-se que, para se ganhar a velocidade necessária, a fim de se compensar estes oito anos de atraso potencial em busca da meta de 2022, é imperioso haver uma ampla política educacional que não esteja subjugada apenas a questões de orçamento.

A qualificação do professorado, o prêmio ao mérito, a atenuação do corporativismo sindical da classe, a definição de parâmetros para um currículo nacional são temas que precisam ganhar espaço na agenda desta discussão. O tempo corre contra o país.

Agora, logo abaixo, o artigo que escrevi em 2009:

Salários e desempenho acadêmico

A questão salarial é uma das que mais impactam a educação brasileira.

Não são poucos os que desdenham a questão, atribuindo quase nenhuma importância a este quesito, considerado mais reflexo das pressões oriundas das organizações corporativistas e sindicais.

Os que assim argumentam miram-se tão somente nas demandas associativas o que, inexoravelmente, os remetem a equívocos de formulação e avaliação.

Para tratar deste assunto é necessário mergulhar num universo mais amplo, adotando uma visão mais profunda e mais larga, que não esteja deslocada do contexto.

Em qualquer categoria profissional, a política salarial é apenas um dos componentes dos processos de qualificação. Mas, sem dúvidas, um dos que mais impactam na eficaz conquista das metas, um dos que mais contribuem para os sucessos individual, coletivo e institucional.

Os trabalhadores se preparam ao longo de toda a vida para que possam exercer, com competência e dignidade, a profissão escolhida. E nos dias que correm, a educação profissional não se esgota com a conclusão do ensino formal. O incontido e avassalador avanço das tecnologias, a ininterrupta modernização dos sistemas de produção, o advento dos novos e desafiadores paradigmas garroteando as antigas formas de fazer e pensar fez emergir um novo mundo a exigir que os indivíduos se atualizem permanentemente, estudando não apenas no período regulamentar, mas do nascimento ao encantamento, num processo de formação perene, continuada. No mundo interligado pelos revolucionários meios de comunicação, a educação deixou de se constituir numa mera etapa da existência para perpassar todo o ciclo de vida dos cidadãos. É contingência não somente do aprimoramento profissional, mas, sobretudo, da obstinação com que a sociedade persegue qualidade de vida.

Aqui, o artigo completo.

 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013


Meus queridos, leiam a matéria que extrai de O Globo:

Economia


Martha Beck e Danilo Fariello, O Globo
A equipe econômica prepara mais uma manobra para melhorar o desempenho das contas públicas. Dessa vez, o alvo é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que subsidia a desoneração das contas de luz e o uso de energia térmica no país. Para reduzir os repasses do Tesouro à CDE, que têm impacto sobre o superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública), o governo vai usar a Caixa Econômica Federal.

Segundo técnicos, o banco deve comprar os créditos que a Reserva Global de Reversão (RGR) - fundo do setor elétrico que põe recursos na CDE - tem com as distribuidoras de energia. A RGR receberá recursos da Caixa para ter mais fôlego para colocar dinheiro na CDE e, assim, reduzir a necessidade de aportes do Tesouro nesta conta. Os técnicos dizem que o impacto da operação é nulo para as distribuidoras.

E aqui, um texto que escrevi em 2007:

A arte de chicotear os números

Há os que preferem lidar com os números de uma forma artificial e enganosa, uma maneira capciosa de atribuir seriedade a certos assuntos e questões, fidedignidade a dados incorretos, crédito a informações deturpadas.

De fato, os números emprestam um grau relativo de confiabilidade mesmo às temáticas de natureza incerta e duvidosa, mesmo quando o foco, enfoque e abordagem apresentam-se claramente estapafúrdios.
O texto completo está aqui.

 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013


Em tempos de mensaleiros presos, nada melhor que reler um texto que escrevi há longos seis anos, “Quando a cadeia resta como única alternativa”:
“(...)

A corrupção não é um problema restrito ao Brasil. Ela ocorre em todos os países do mundo, sem exceção. Mas nos países que decidem combatê-la ferrenhamente, o desenvolvimento floresce. Estudos promovidos pelo Banco Mundial não dão margem para dúvidas: os países que implementam medidas de combate e controle da corrupção asseguram, no longo prazo, aumento da renda per capta em até 300%, além de reduzir a mortalidade infantil em 66%.

Mas nada disso é capaz de demover políticos, empresários e juízes quando seduzidos pela cantilena da corrupção. Para esta categoria de pessoas o que resolve mesmo é cadeia. De preferência cumprindo pena naqueles presídios rigorosos, onde foi instituído o regime disciplinar diferenciado. Afinal, cadeia não foi feita para bandido?
(...)”

Leia aqui o artigo completo.

 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Meus caros, o que vai abaixo, extraí do jornal O Globo:
 

Um professor foi afastado de suas funções após a divulgação de um vídeo, nesta quarta-feira, onde aparece acariciando uma aluna de 11 anos dentro de uma sala de aula na Escola Estadual Maria Montessori (foto abaixo), na região da Vila Maria, Zona Norte de São Paulo. As imagens foram gravadas por colegas de classe da vítima, revoltados com a atitude do professor. Nesta quinta-feira, a criança e os pais dela foram ouvidos pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar o caso.

Nas imagens, o professor aparece abraçando a aluna por trás. Em alguns momentos, chega a beijá-la e a morder a orelha da criança. O profissional, identificado numa reportagem da TV Record como Osvaldo Batista Filho, pode ser enquadrado no crime de estupro de vulnerável.

E, na sequência, um texto que escrevi em 2007:

Doutores em pedofilia


Doutores em pedofilia

A sociedade brasileira forjou ao longo de sua história, duas grandes academias. Uma é a escola formal, destinada a produzir, reproduzir e disseminar o conhecimento, um tipo de saber que arremessa a humanidade em direção ao desenvolvimento e ao progresso. Mas infelizmente existe uma outra, a escola das ruas, um certo tipo de ‘academia’ que em outros tempos, teve lá a sua importância relativa, mas que hoje, constitui-se inequivocamente em universidade e centro de excelência para a titulação da bandidagem, o doutoramento de pedófilos, a modernização do tráfico de entorpecentes, a sacralização de tudo o que alguns preferem denominar ‘inferno’.

Num passado que já vai longe, as ruas – em que pesem os riscos e perigos sempre presentes - descortinavam, ou insinuavam pelo menos, um segundo cenário, envolto numa áurea de romantismo, inspirando espíritos aventureiros, desbravadores, conquistadores. Mas nos dias de hoje, as ruas perderam quase tudo o que havia de encanto e, só muito raramente, quase no limite das impossibilidades, apresentam-se como um espaço saudável e produtivo para as crianças e a nossa juventude.

Tão logo emerge da hibernação, ainda na fase da amamentação do filhote recém-nascido, a mãe-ursa passa a conviver com seu maior temor: encontrar um urso-macho, quem sabe o próprio parceiro que a engravidou, que não relutará em avançar sobre o pequeno e frágil filhote para devorá-lo, saciando a fome de seis meses.
Leia o artigo completo, clicando aqui
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Participação & Democracia

A maioria dos projetos governamentais destinados à educação, ressente a ausência -quando não graves distorções, de um componente extremamente importante para a viabilização de empreendimentos que atendam às justas demandas da população: a participação comunitária.

As palavras "participação" e "transparência" talvez sejam as mais presentes nos manifestos de todas as correntes políticas. Foram emolduradas, se volatizaram e hoje guardam significados distorcidos para as camadas populares.

Conforme seja o período histórico, a participação popular assume uma nova faceta. O populismo de Vargas foi a caracterização mais latente do paternalismo que concebe o governo como o senhor absoluto das soluções; relegando às comunidades um papel abominavelmente passivo.

Na década de 60, os próprios Centros de Cultura Popular da União Nacional dos Estudantes incorreram no equívoco de considerar o povo mero receptor, nunca emissor ou fonte do saber. Mas foi na década de 70 que o quadro se deteriorou. A ditadura reinante cerceava as possibilidades de discussões. Aventar soluções alternativas, que fugissem ao padrão estabelecido, significava descortinar uma realidade de perseguições, exílios, desterros quando menos.

É deste período os procedimentos metodológicos que, primavam pela externa centralização. Os projetos eram calhamaços enciclopédicos que despencavam nas unidades da federação, praticamente concluídos. Os recursos financeiros já chegavam aos municípios com aplicação determinada. Se a cidade passasse por um surto de meningite, os recursos chegavam para urbanização. Se o prefeito municipal era ignorado na eleição de prioridades o que dizer das comunidades?!

Mais absurdo é quando se verifica que esta concepção político-metodológica era estimulada pelas próprias agências internacionais de fomento ao desenvolvimento.

Foi o reinado dos tecnocratas, dos gabinetes refrigerados, das soluções artificiais que desconheciam as comunidades locais. A ditadura política na estrutura estatal atendia pelo nome de centralismo.

Sucateado, o estado brasileiro ainda amarga os efeitos da ineficácia. Autoritário, perdulário, impermeável aos avanços da sociedade, segue como um mamute, impassível ao seu destino de dar guarida às transformações necessárias, incapaz de se assumir instrumento do desenvolvimento e do progresso. Este cenário traz resultados trágicos para a educação e os sistemas de ensino.

Se a "centralização" constitui o cerne das ditaduras, a "descentralização" é o esteio das democracias. O esteio, porque a alma da democracia "se chama participação".

Participação enseja desprendimento, discussões, questionamento de paradigmas. Participação é a palavra que melhor expressa o âmago da democracia. Democracia sem participação é corpo sem alma, peixe fora d'água.

Por outro lado, "participação" é um incômodo descomunal à burocracia, ao estabelecido. Participação enseja movimento, dinâmica criatividade, hedionda heresia para a burocracia corporativa. E ainda, é um insumo vital.

Relatórios do Banco Mundial registram que, dos recursos aplicados pelo mundo, 80% dos projetos não lograram êxito devido à ausência do componente "participação comunitária".

Tais indicadores levaram o BIRD a redefinir seus critérios de financiamento, passando a exigir o componente nos projetos em análise.

Se a necessidade de incorporar aos projetos governamentais a questão da participação popular já é um consenso universal; resta então um exercício, não tão simples, de encontrar a metodologia mais adequada para tornar este processo efetivo, verdadeiro, e não figura de retórica, modismo momentâneo. Pois infelizmente é o que vem ocorrendo. Sob o rótulo de "participação” se promovem distorções, aleivosias e tantas outras invencionices, menos interação governo-comunidade.

É aqui que pesquisas e investimentos em educação são imperativos.

Politicamente o que tem sido perseguido é o incontinente atrelamento, a manobra, a cooptação de lideranças populares com objetivos eleitoreiros.

Tecnicamente se promove um massacre cultural, como os de período de guerra declarada, quando o dominador impõe seus valores, restando ao vencido a sobrevivência vegetativa, onde inexiste a identidade, o livre arbítrio, o conhecimento crítico. Pura catequese, a antítese da educação.

A formação acadêmica lega aos técnicos o conhecimento científico, auto-suficiente, onipotente e onipresente; antagônico ao conhecimento empírico, popular. Com este paradigma os agentes governamentais ignoram o potencial de criatividade que emana das camadas populares. É este potencial inesgotável que faz com que o povo sobreviva por séculos de literal desgoverno, particularmente nas áreas de saúde e educação.

O saber popular é visto com desdém, ironia, sarcasmo, e tido mesmo como a fonte dos problemas sociais.

Convenientemente o stabilishment é então absolvido e adentra o paraíso.

O máximo que permitem é legar ao povo - na fase de execução do projeto - a atuação como mão de obra não (ou sub) remunerada. É a famosa contribuição ou contrapartida da comunidade.

Participar das demais fases do projeto, do planejamento, da eleição de prioridades é pecado capital a ser purgado na fogueira do Santo Ofício.

A participação da comunidade nos projetos governamentais deve assumir nova dimensão. Deve iniciar com a modernização do Estado, passar por sua democratização e culminar na adoção da comunidade como sujeito de todo o processo.

Assim, o conhecimento científico não está acima e nem é melhor que o conhecimento popular. Está ao lado. Complementam-se. São verso e reverso da mesma moeda.

O técnico passa então a utilizar seu conhecimento não para unilateralmente impor soluções, e sim para estimular a comunidade a interagir e participar, resultando desta dinâmica a solução ideal da perfeita união dos conhecimentos, vivências e experiências.

Este é o jogo da democracia, o que estabelece regras honestas e harmônicas para com a comunidade, o jogo que aprofunda a relação estado cidadão.

Sem discriminação de qualquer ordem, o processo de planejamento, execução, avaliação e retro-alimentação, passa agora a contar em todas as suas etapas com as organizações comunitárias, formais e informais, ecléticas e religiosas, econômicas, sociais, políticas e culturais.

É uma tarefa e tanto. Um justo desafio para os que lutaram e conquistaram a democracia política; e que agora almejam a democratização do Estado, com plena participação popular. Investindo persistente e progressivamente em educação.

Artigo de Antônio Carlos dos Santos publicado no Jornal do Cerrado da Universidade Estadual de Goiás

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Carmina Burana, de Carl Orff

sábado, 16 de março de 2013

Dies irae, Requiem, Verdi. Zubin Meta



A Missa de Réquiem (em italiano: Messa da Requiem) de Giuseppe Verdi é um cenário musical da missa fúnebre católica romana (chamada réquiem a partir da primeira palavra do texto, que começa Requiem aeternam dona eis, Domine,, "concedei-lhes descanso eterno, ó Senhor"). A primeira apresentação foi realizada em 22 de maio de 1874 para comemorar o primeiro aniversário da morte de Alessandro Manzoni, um poeta e romancista italiano muito admirado por Verdi. A peça também é por vezes referida como Requiem de Manzoni.[1] Um desempenho típico leva cerca de 85 a 90 minutos.

Contexto histórico

Quando Gioachino Rossini morreu, em 1868, Verdi sugeriu que diversos compositores italianos deveriam compôr em conjunto um Requiem em homenagem ao mestre, e começou a empreitada com uma versão do "Libera me." No ano seguinte uma Messa per Rossini foi compilada por treze compositores (dos quais o único conhecido atualmente é o próprio Verdi). A estreia da obra foi marcada para 13 de novembro de 1869, primeiro aniversário da morte de Rossini.

No entanto, em 4 de novembro, nove dias antes da estreia, o comitê organizador abandonou o projeto. Verdi colocou a culpa no maestro que havia sido escalado, Angelo Mariani, indicando a falta de entusiasmo de Mariani pelo projeto - ainda que este tivesse feito parte do comitê organizador desde o seu início - marcando assim o fim de sua longa amizade. Verdi nunca perdoou Mariani pelo ocorrido; a obra caiu no esquecimento até 1988, quando o alemão Helmuth Rilling regeu uma versão completa da Messa per Rossini em Stuttgart.

Neste meio tempo, Verdi continuou a mexer em seu "Libera me," frustrado que a comemoração agendada da vida de Rossini não seria realizada durante a sua própria vida.

Em maio de 1873 o escritor e humanista italiano Alessandro Manzoni, a quem Verdi havia admirado por toda a sua vida adulta, e com quem havia se encontrado em 1868, morreu. Ao ouvir a notícia de sua morte Verdi decidiu finalizar um requiem - desta vez sozinho - em homenagem a Manzoni. Viajou para Paris em junho, onde começou a trabalhar na obra, dando-lhe a forma que apresenta atualmente, incluindo uma versão daquele "Libera me" composto originalmente para Rossini. O Requiem de Verdi foi executado pela primeira vez em maio do ano seguinte, na Igreja de São Marcos, em Milão, no primeiro aniversário da morte de Manzoni.

O próprio Verdi regeu a obra, e os quatro solistas foram Teresa Stolz (soprano), Maria Waldmann (mezzo-soprano), Giuseppe Coppini (tenor) e Ormando Maini (bass).[2] Stolz (Aída), Waldmann (Amnéris) e Maini (Ramfis) todos tinham participado da estreia europeia de Aida, em 1872, da qual Coppini também estava escalado para participar (no papel de Radamés), porém teve de ser substituído por motivos de saúde. Teresa Stolz acabou tendo uma longa e brilhante carreira, Waldmann se aposentou muito jovem, em 1875, e os outros cantores parecem ter tido destinos mais obscuros. Stolz também ficou noiva de Angelo Mariani, em 1869, porém posteriormente o abandonou entre boatos (nunca provados) de que ela estaria tendo um caso com Verdi.

Mais, aqui.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

UM TEATRO PARA A EDUCAÇÃO

“O dever do artista não é o de mostrar como
são as coisas verdadeiras, mas sim como
verdadeiramente são as coisas “.
B.Brecht

Como o simples conversar é um ato político, categoricamente todo teatro é político.

O que se poderia argumentar é que nem sempre os que lidam com o teatro assumem uma postura de afinidade e interação para com os interesses populares.

A bem da verdade, há os que se apoderam desta milenar e contundente manifestação artística, tornando-a hermética, passiva, expontaneista e inorgânica.

A concepção do teatro de envergadura, comprometido e sustentável, deve muito a Erwin Piscator. Desde 1919, Piscator já desenvolvia inovadoras experiências, interagindo o teatro ao seu contexto histórico. O eixo de sustentação de seus trabalhos se estendeu à busca de uma estruturação cênica que expressasse “não as relações do homem consigo mesmo, nem tão pouco com Deus, mas sim as suas relações com a sociedade”.

Procurando situar as personagens no quadro social e político que as envolviam, Piscator utilizou-se de gráficos, dados estatísticos, legendas e documentários como elementos estruturais da arquitetura cênica, e não como acessórios ou adereços.

Posteriormente, seu mais próximo colaborador, Bertolt Brecht, prosseguiria seus experimentos, até chegar à formatação do Teatro Épico. Brecht adotou esta denominação para estabelecer uma clara diferenciação com o teatro dramático tradicional, cuja concepção coube a Aristóteles.

Anti-metafísico, materialista e não aristotélico, Bert deu ao seu teatro um caráter didático de cunho narrativo e descritivo. Todavia respondia com energia e prontidão aos que pretendiam ver nele um teatro bisonho, enfadonho e fatigante.

Para responder à catarse e empatia aristotélica, o dramaturgo alemão delineou o “efeito de distanciamento ”. Na realidade, este artifício já havia sido utilizado no teatro antigo e medieval - quase sempre por meio de máscaras; mas não com os objetivos agora preconizados.

A razão dos efeitos é forçar tanto um distanciamento do espectador em relação à personagem, quanto do ator em relação ao papel que interpreta; de modo a possibilitar a análise crítica e questionadora da realidade imersa num contexto teatral.

Também o Living Newspaper - grupo teatral norte americano fundado em 36, se utilizou destes experimentos: fatos registrados nos jornais serviam de subsídio à representação de sketches.

Na década de 60, o Teatro Pobre de Jerzy Grotoviski ficou muito conhecido. Por aqui foi mal compreendido e reconcebido de forma distorcida. Diretor do Teatro Laboratório de Wroclau, Polônia, Grotoviski eliminando o “supérfluo”, percebeu que o teatro poderia existir independentemente de alguns de seus elementos, tais como a iluminação, indumentária, maquilagem, etc.

Grotoviski perseguia o aperfeiçoamento da relação ator-espectador. Os atores com amplas liberdades atuavam entre os espectadores, construindo estruturas cênicas e incluindo a platéia na arquitetura e no jogo dramático.

Os constantes sinais de alerta do diretor polonês no sentido de caracterizar o Teatro Pobre como uma experiência particular, bem situada no tempo e no espaço, em constante mutação, não foram suficientes para impedir que – por aqui, se transformasse em modismo fugaz e onda passageira, dessas que vez pôr outra, avassalam o cenário nacional.

Neste experimento, texto nos moldes convencionais é dispensado, e a criação passa a ser compartilhada por todos, assumindo uma caracterização coletiva. A estrutura cenográfica tende também a desaparecer, visto que o espetáculo se adequa a qualquer que seja o espaço físico: do ar livre ao ambiente fechado, exista ou não o tablado.

O happening do Living Theater de Julian Beck e J. Molina, bem como algumas experiências do Oficina de São Paulo, tiveram como origem esta concepção de teatro. Beck e Molina estiveram no Brasil na década de 70.

Contudo a modelagem de um teatro transformador surgiu no Brasil da necessidade de contrapor à visão formalista disseminada pelo Teatro Brasileiro de Comédia - fundado em 1948 - uma visão de conteúdo social.

Mero repassador dos sucessos europeu e norte americano, o TBC situava a pequena burguesia no contexto das últimas novidades do teatro das metrópoles.

Surge então o Arena, com uma proposta ousada, inovadora, consubstanciada na necessidade de delinear um teatro de conteúdo, inserido na perspectiva de valorização da produção artística nacional e de interação com a realidade brasileira.

Na década de 60 emerge um movimento resultante deste contexto histórico que pretendia conduzir a uma pretensa arte libertadora. No seio da União Nacional dos Estudantes é criado o Centro Popular de Cultura - CPC.

O CPC desenvolvia uma série de atividades que iam de cursos e seminários culturais à promoção de arte culinária e medicina caseira.

O Centro surge num momento singular da realidade nacional: reformas de base, organizações populares mais amplas e mobilizadas; políticas e políticos em xeque.

É neste cenário que jovens estudantes e intelectuais se mobilizam para participar do processo. Naquele instante, para os fins que se propunham, era preciso buscar outras variáveis que não passassem pelo teatro convencional. Neste, a estruturação gira em torno da manutenção e consolidação do estabelecido e não de sua transformação. Era preciso então pesquisar e adotar novas bases e parâmetros, novos referenciais.

As rápidas transformações que se operavam no seio da sociedade conformaram, no interior da UNE, um teatro compatível com a ideologia libertária de então. Daí seu caráter contundente, panfletário e transitório.

Portanto, as análises que se fazem do teatro cepecista, não podem perder de vista a realidade e o contexto político de então.

O golpe militar de 1964 impôs também no campo das artes rigorosa restrição e violenta censura. Artistas foram encarcerados, Cias. teatrais extintas, experiências de vanguarda proibidas.

Para se apresentarem, os grupos teatrais tinham de se sujeitar a um ritual imposto pelo Departamento de Polícia Federal. À instituição governamental responsável por combater o contrabando e o tráfico de entorpecentes, cabia também “administrar” a produção teatral.
Em que pese esta inaceitável limitação, o interior do Brasil pulsava, resistia nas entrelinhas das palavras, no jogo de cena, na sutileza dos espetáculos, no mistério da produção teatral, na engenhosidade e na magia dos artistas.

Ao mesmo tempo, presente nas instituições juvenis e de idosos, nos círculos de operários e de intelectuais, nos núcleos urbanos e rurais, onde enfim a comunidade se manifestasse, o teatro sobreviveu.

A dificuldade de acesso às tecnologias de produção teatral determinou aos grupos limitações de toda ordem. Mas as limitações era enfrentadas com elevada carga de ousadia e criatividade.

Se para os grupos teatrais urbanos as dificuldades já eram enormes, o que dizer das produções oriundas das comunidades rurais, historicamente marginalizadas, sempre as últimas a acessar - quando o conseguem, os benefícios do progresso tecnológico.

O fato é que – devido às especificidades de suas características - o teatro é a única atividade cultural capaz de estar presente em todos os setores sociais.

A meu ver existem três pilares que corroboram essa assertiva.

O primeiro é a ACESSIBILIDADE.

Quase todos, desde crianças, temos tido contato com o teatro. Ainda que superficialmente.

Nascemos espontâneos, aptos para brilhar nos palcos, desinibidos, cantando e dançando, aprontando “arte”, imitando e reproduzindo nossos ídolos e heróis.

Com o tempo, a sociedade vai emoldurando o perfil que quer ver nos seus cidadãos: vai nos confinando, impondo uma armadura de ferro, rija, pesada, invulnerável, indevassável ... e resultamos em meros cordeirinhos, tímidos e desprovidos de identidade individual.

Os que conseguem romper esta trágica barreira, emergem do casulo, da casamata, alargam os horizontes e se vêem aptos a produzir arte.

Nas escolas, o teatro sempre foi uma das atividades culturais preferidas. Tal fato reside na insubstituível facilidade de comunicar, interagir, e sobretudo de fortalecer a convivência social.

Estes quesitos foram determinantes para levar o teatro às industrias, aos condomínios, às associações e sindicatos de trabalhadores rurais ...

Dos pequenos povoados e núcleos rurais, passando pelos distritos e pequenas cidades, até chegar à maior das metrópoles, o teatro soube se fazer presente.

É deveras interessante o teatro popular de bonecos que se faz - principalmente, na região nordeste do Brasil.

Recebendo uma variedade de denominações, como Mamulengo, João Redondo e Babau, este teatro, com mais de um século de existência, conseguiu atravessar todas as crises políticas e sociais nacionais, e está mais presente que nunca no imaginário popular.

O segundo tripé definiria como TECNOLÓGICO.

Apesar do teatro estar presente em quase todos os rincões, o acesso à tecnologia da produção não tem sido tão fácil. Diria mais apropriadamente, tem sido quase impossível.

E este é um dos nossos grandes desafios.

Logo, promover um amplo e consistente trabalho de difusão das técnicas e metodologias da produção teatral é tarefa das mais importantes, em plena ordem do dia.

Daí a importância de mais publicações, da promoção de um sistema de intercâmbio para troca de experiências, da realização de oficinas, de Mostras teatrais, enfim de atividades que permitam a interação entre as pessoas e os grupos que exercitam, estudam e investigam teatro.

O último tripé sustentador de nossa proposta é o que classificaria como INSERÇÃO SOCIAL.

As elites já sorveram suficientemente desta nobre manifestação humana. Ainda hoje se deleitam com esta magia que conforta o consciente e o inconsciente coletivo.

Já as parcelas marginalizadas da população, na maioria das vezes, quando acessam esta arte, é simplesmente reproduzindo valores que rigorosamente não lhe pertencem; pior, na maioria das vezes, são antagônicos e inconciliáveis aos seus.

Portanto, urge dar curso ao teatro que converse com as comunidades, mas que converse na sua língua, sobre seus problemas, imerso em suas ansiedades e perspectivas. Não um teatro sobre a comunidade, mas um teatro da, para, e com a comunidade.

Daí a necessidade de um teatro para todos.

Para servidores públicos, para estudantes, para operários, para estivadores, para a comunidade ..., e quem mais queira.

As secretarias estadual e municipais de educação tem um papel fundamental: garantir o acesso da comunidade escolar a esta ferramenta que instrui e liberta.

As instituições de representação estudantil, associações e sindicatos de servidores da educação e professores, neste contexto, também tem grande responsabilidade.

O educação é caminho para o desenvolvimento econômico e social. E o teatro é caminho para uma educação renovada, eficaz e encantadora e libertária.

Artigo de Antônio Carlos dos Santos publicado na Revista Bula e no Portal da Associação dos Professores de São Paulo

domingo, 3 de junho de 2012

Narciso Yepes - Concerto de Aranjuez



Joaquim Rodrigo
Joaquín Rodrigo Vidre, Marquês dos Jardins de Aranjuez, (22 de novembro 19016 de julho 1999) foi um compositor e um pianista virtuoso espanhol.

Apesar de ser cego desde a mais tenra idade, ele atingiu grande sucesso. Rodrigo é considerado como um dos compositores que mais popularizou a guitarra na música clássica do século XX, e seu Concerto de Aranjuez é um dos pináculos da música espanhola. Mais, aqui. 

Narciso Yepes
(Lorca, 14 de novembro de 19273 de maio de 1997) foi um guitarrista espanhol.

Yepes nasceu em uma família de origem humilde em Lorca, Região de Múrcia. Seu pai lhe deu sua primeira guitarra quando tinha quatro anos de idade. Ele tomou suas primeiras lições de Jesus Guevara, em Lorca. Mais tarde, sua família mudou-se para Valência, quando a Guerra Civil Espanhola começou em 1936.

Quando ele tinha 13 anos, ele foi aceito para estudar no Conservatório de Valência com o pianista e compositor Vicente Asencio. Aqui ele seguiu os cursos de harmonia, desempenho, composição e.
Em 16 de Dezembro de 1947, fez seu début Madrid, realizando de Joaquín Rodrigo's Concerto de Aranjuez com Ataulfo ​​Argenta conduzir a Orquestra Nacional de Espanha. O sucesso esmagador do desempenho trouxe notoriedade da crítica e público. Logo depois, ele começou a excursionar com Argenta, visitando Suíça, Itália, Alemanha e França. Durante este tempo ele foi o grande responsável para a crescente popularidade do Concierto de Aranjuez. Mais, aqui.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A educação do botox

Assim como a indústria do vestuário que a cada estação impõe novidades tipo ‘novo-do-mesmo’, todo o resto é confinado nesse ciclo vicioso, necessário para que o comércio e as vendas se processem.

Há aqui uma certa lógica que não deve ser desprezada. Ao impor essas “novidades” ao mercado, a economia se movimenta, se oxigena. Explico: a indústria da ‘novidade’ faz com que o governo arrecade tributos, com que empregos e oportunidades sejam gerados (ou pelo menos ocorrem menos demissões) e a vida seja tocada, levada, vivida, como se todos estivessem, de modo satisfatório, dando conta de suas responsabilidades.

No mundo moderno, o conhecimento é um valor econômico inconteste, um valor que faz reluzir e cintilar o mercado. E a educação – perdoem-me os ‘iluminados’ - um ramo específico da economia que movimenta riquezas em todos os rincões do planeta.

Máquinas, equipamentos, softwares, instalações, processos, qualidade e capital humano, a educação é um todo à parte. E também – como o restante dos setores econômicos – está sujeita às mazelas da desesperada busca pelo novo. Ocorre que, na maior parte das vezes, toma como revolucionário o que não passa de efêmera inovação; compra como substância o que não passa de reles e fugaz maquilagem.

Um botox aqui, um lifting ali, um peelings acolá e eis que estão todos satisfeitos, exuberantes contentando-se com o ‘novo-do-mesmo’, com o velho repaginado.

Assim tem ocorrido na educação. E o ensino não foge à regra. A cada início de ano letivo os educadores são bombardeados por novas teorias, novas tecnologias, novas metodologias, novas pedagogias, engenhosamente concebidas no afã de conduzir ao mais inovador, ao mais revolucionário, à redenção e à sublimação. Poucos se dão conta de que o ‘modernoso’ não passa de imposição do mercado, sobretudo o editorial.

É curioso observar que países que deram grandes saltos no setor da educação como Irlanda e Austrália, utilizam com costumeira freqüência as velhas e eficazes formas de ensino, o conhecido arroz-com-feijão.

Nos países que apostaram na educação e que agora colhem os frutos do investimento, os professores preocupam-se em dominar os assuntos e em aprender a ensinar. Dominar os assuntos e ensinar com eficácia. É simples assim. Nenhum mistério, nada de poção mágica ou tecnicismos revolucionários. Ensinam a calcular, a ler, escrever, interpretar... nada de discutir o sexo dos anjos ou desvendar a função social da existência. O segredo não é diáfano, é cristalino e transparente: reside em dominar os conteúdos pedagógicos e adquirir a capacidade de externar, transmitir com eficácia o conhecimento.

Para fazer a travessia não é necessário nada que se assemelhe às parafernálias contemporâneas e às teorias ditas revolucionárias, de enésima geração: na Irlanda e na Austrália as salas de aula são convencionais, o rigor e a disciplina são observados – portanto, democracia vale, mas democratismo, nem pensar! – avaliações e feedback são efetuados com habitual freqüência, o que mantêm professores e alunos sempre plugados, antenados. Alunos aprendem, sentem-se integrados, os pais ficam satisfeitos, felizes por testemunharem o crescimento dos filhos. Professores estudam, aprendem a transmitir conhecimento, ensinam com maestria, sentem-se recompensados, são valorizados... a auto-estima de todos os que participam do processo ensino-aprendizagem vai parar lá em cima.

Pode se surpreender meu amigo; ensinar e aprender é simples assim. Mesmo! Fuja da armadilha de buscar o novo pelo novo. Os que adoram reinventar a roda devem se livrar do “complexo de vira-lata” a que se referia o grande dramaturgo Nelson Rodrigues. O resto é conversa fiada.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Hayley Westenra - Amazing Grace ao vivo



Hayley Dee Westenra (Christchurch, 10 de abril de 1987) é uma soprano da Nova Zelândia de ascendência irlandesa. Seu primeiro álbum denominado Pure alcançou o primeiro lugar nas paradas musicais, categoria clássico, no Reino Unido em 2003 e vendeu mais de 2 milhões de cópias.

Ela canta música celta, contemporânea e erudita e já participou de grandes duetos, inclusive com Andrea Bocelli e com José Carreras.

Em agosto de 2006, Hayley integrou o grupo irlandês Celtic Woman para a gravação do álbum Celtic Woman: A New Journey e também participou da turnê 2007 de Celtic Woman nos Estados Unidos alternando datas de shows com Méav. A turnê teve a duração de 4 meses e terminou em 29 de junho de 2007.

Trabalha atualmente no lançamento de seu segundo álbum com canções na língua japonesa. Mais, aqui, e aqui.

Amazing Grace

Amazing grace, oh how sweet the sound
That saved a wretch like me
I once was lost, though now I'm found
I was blind, but now I see
When we've been there ten thousand years
Bright shining as the sun
We've no less days to sing God's praise
Then when, when we first begun
Through many dangers, toils and snares,
I have already come
Jesus' grace that brought me safe thus far,
and grace will lead me home.
Amazing grace, oh how sweet the sound
To save a wretch like me
I once was lost, but now I'm found
I was blind, but now I see

Maravilhosa Graça

Maravilhosa Graça, quão doce é o som
Que salvou um náufrago como eu
Uma vez estive perdido, agora eu me achei
Eu estava cego, mas agora eu enxergo.
Quando estivemos lá há 10 mil anos
Luz brilhante como o sol
Não tivemos menos dias para cantar e louvar a Deus
Do que quando, quando começamos pela primeira vez
Muitos anjos falsos e desperdiçados.
Eu já vim
A graça de Jesus que me trouxe a salvo até aqui
e a graça me conduzirá em casa.
Maravilhosa Graça, oh como doce o som
Que salvou um fraco como eu
Uma vez estive perdido, agora eu me achei
Eu estava cego, mas agora eu enxergo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O universo no ponto ínfimo.

Um agasalho, um aconchego, um calor que afaga e protege

Ainda que numa altura infinita
   uma rede de penas e algodão
      leve e tênue como os sonhos
         rija e segura como o aço
Amor de pai, segurança de mãe
Um voo... todo o espaço para o espaço todo
   no rasante, um azul semblante
Frontosa árvore benditos frutos
Amor de mãe, segurança de pai
   o singular no universo
       a partícula que avassala o todo
          o universo no ponto ínfimo
Explosão!, caos, cosmos insurdecedor
São os planetas que latejam jatos de vida
Como os pais
Nobres, valentes, destemidos
Os frágeis criadores da criação.