segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Nepotismo e patrimonialismo. Democracia e República



As oportunidades, universalize!
A coisa pública, democratize!
A res pública, consolide!
                                   RodouxFaugh

Em outubro a Constituição brasileira inseriu-se no universo das bodas de prata, completando 25 anos.

Seu nascimento se deu num cenário turbulento. Muitos que, agora, pegam carona tecendo loas ao seu sucesso, procuraram de todas as maneiras enxovalhá-la, desfigurá-la, apregoando até mesmo boicote à sua assinatura. 
Ladinos, não conseguiram vislumbrar que a Constituição Cidadã representaria uma reviravolta na sociedade brasileira: ampliou as liberdades e garantias individuais, restabeleceu as eleições livres e diretas, incorporou novos direitos trabalhistas, assegurou o voto de analfabetos e dos jovens a partir dos 16 anos, além de ter dado fim ao que Chico Buarque e Caetano Veloso intentam - travestida em nova maquilagem – fazer renascer das catacumbas, a Censura (caso das biografias).

Nesta seara, o país goza de certa expertise. Desde a independência, em 1822, o Brasil experimentou sete constituições. E não restam dúvidas: apesar de – nos idos de 1988 - ter sido a atual Carta Magna tratada, por não poucos, a açoites e pontapés; é, de longe, a que apresenta maior densidade democrática, dentre todas elas.
A primeira Constituição brasileira, publicada em 1824, obteve a maior longevidade: um século e meio, exatos 157 anos. Legava ao imperador tamanha importância que fez insculpir um quarto poder, além dos já tradicionais Legislativo, Executivo e Judiciário, o Poder Moderador.

Por outro lado, a Constituição de vida mais efêmera foi a de 1934, durou tão somente três anos que, na prática, se restringiu a um, porque, em 1935, o Presidente Getulio Vargas determinou a suspensão de sua vigência.
A Constituição de 1937, outorgada por Getúlio e inspirada na Carta autoritária polonesa, ficou conhecida como a Polaca.

Em 1961, uma emenda à Constituição de 1946 estabeleceu o parlamentarismo, derrubado em 1962 quando, em plebiscito, os brasileiros optaram pela volta do presidencialismo.
A Constituição de 1967 disputa com a primeira, o galardão de qual teria sido a mais autoritária...

Completados 25 anos de vigência, a atual Constituição da República apresenta-se revigorada. Em um quarto de século passou por diversas provações, incorporou avanços cristalizados nos embates e mobilizações sociais, oxigenou-se com as inovações legadas pelo romper do século XXI, e seu artigo 37 é um desses exemplos.
Com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998, este artigo reflete com primorosa clareza e precisão alguns baluartes da res-pública¹:   

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

(...) II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração ; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19 , de 1998) (grifos nossos).
Sim, estamos tratando do público e do privado, do que está sob a órbita do povo e do que se encontra sob domínio privado, do que caracteriza e conforma a república e do que atende por patrimonialismo; sim, estamos tratando do secular confronto entre o nepotismo e a democratização das oportunidades.

O patrimonialismo ao não estabelecer distinções entre o público e o privado tipifica-se como cancro da democracia contemporânea, o neoplasma maligno capaz de nos conduzir, de volta, à antiguidade dos bárbaros, quando monarcas lidavam com as rendas obtidas pelo governo como se pessoais fossem: tudo se circunscrevia ao privado, ao familiar, ao pessoal. Daí a origem do termo: o Estado como patrimônio do governante.
A palavra nepotismo também se origina do latim; o dicionário Aurélio apresenta como primeira definição: “autoridade que os sobrinhos e outros parentes do Papa exerciam na administração eclesiástica.”

Empregada, originalmente, para caracterizar as relações do papa com seus parentes, a palavra, hoje, representa o que existe de mais repugnante e abjeto no universo estatal: a concessão de favorecimento, privilégios ou cargos a parentes no serviço público.  
Sim, a Constituição Federal, através de seu artigo 37, dispõe sobre esta questão com o devido rigor republicado. E o Supremo Tribunal Federal reafirmou que é dispensável a edição de lei para que a regra seja observada por todos os poderes. Julgando recurso, os ministros enfatizaram que o artigo 37 da Constituição Federal - que determina a observância dos princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública - é auto-aplicável.

Em 2008, o STF editou a Súmula Vinculante nº 13:
“A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.”

Não bastasse, a edição do decreto federal nº 7.203, de junho de 2010, tratou de regulamentar o princípio no âmbito da administração pública federal [aqui].
Mas as praticas de aparelhamento do estado, antes objeto da nobreza medieval, hoje são adotadas por diferentes grupos de interesse, da bandidagem pura e simples até a sofisticação de bandos e quadrilhas encastelados em instituições, partidos políticos e organizações não governamentais.

E se aboletam na ilegalidade e nas práticas criminosas, inovando na bandidagem criativa: ‘modernos’ neologismos são criados como nepotismo-cruzado.
Neste tipo de inovação, os governantes procuraram esconder a prática contratando parentes uns dos outros: a autoridade da instituição A contrata o filho do dirigente da instituição B que retribui, contratando o filho do gestor do órgão A. Tudo sob a luz das trevas, ao largo dos concursos públicos e dos princípios republicanos insculpidos na Carta Magna.

Como ensina RodouxFaugh, em A lei e a república:
A impunidade é a mãe da delinquência, da mais desprezível pandilha

Impossível a criação de cidadãos caldeados no clientelismo

Como o aço - é no empreender, na independência e no fogo purificador do saber que são estruturalmente forjados os homens de bem

Não prevarique e não licencie

Se abstenha de torcer a justiça

Desdenhe o favoritismo e manifeste aos brados plena guarida à lei

Faça-a respeitável e a respeite com reverência

A lei

A mesma lei

A mesma lei para todos

denunciando os que tornam alguns mais iguais que outros

os que professam fé e emprestam ares de princípio ao aleive Aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos, nada, nem a lei”.

As oportunidades, universalize!

A coisa pública, democratize!

A res pública, consolide!

 ¹ Res publica, expressão latina que significa "coisa do povo", "coisa pública", origem do vocábulo república.

 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Os miseráveis


I Dreamed a Dream
There was a time when men were kind
When their voices were soft
And their words inviting
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting
There was a time
Then it all went wrong
I dreamed a dream in times gone by
When hope was high
And life worth living
I dreamed that love would never die
I dreamed that god would be forgiving
Then i was young and unafraid
And dreams were made and used and wasted
There was no ransom to be paid
No song unsung
No wine untasted

But the tigers come at night
With their voices soft as thunder
As they tear your hope apart
And they turn your dream to shame
He slept a summer by my side
He filled my days with endless wonder
He took my childhood in his stride
But he was gone when autumn came
And still i dream he'll come to me
That we'll live the years together
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather
I had a dream my life would be
So different from this hell i'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed
The dream i dreamed.


Um filme impossível de deixar de assistir. Os Miseráveis, do clássico de Victor Hugo.

Logo abaixo a versão de 1998, do diretor norte americano Bille August, com Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman, e Claire Danes, na que é a sexta versão para o cinema.



E, na sequência, o triller da versão do início deste ano; direção de Tom Hooper, com Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway.





Políticos & Credibilidade



Meus, caros, o trecho que segue, abaixo, resulta de uma pesquisa feita nos EUA. Se lá é assim, no Brasil, então,... leiam:
“(...)
A única classe profissional aparentemente não recuperável, em termos de credibilidade, é a de políticos, englobando parlamentares e autoridades governamentais de todos os níveis. Os americanos os consideram desonestos, há mais de 40 anos. O instituto Gallup acredita que os lobistas também terão dificuldades em alcançar melhor percepção de honestidade e ética, porque sete em dez americanos acreditam que eles têm poder demais sobre os Legislativos e Executivos, em nível federal, estadual e municipal.
(...)”

[Mais, aqui.]

sábado, 21 de dezembro de 2013



 
Meus caros, leiam o que vai abaixo, retorno na sequência:

Governo anuncia fim de repasse de recursos para ONGs e Oscips
Do portal G1

O Governo Federal vai acabar com os convênios e o repasse de recursos para ONGs e Oscips que oferecem cursos de qualificação profissional para quem procura trabalho e para os que têm direito ao seguro-desemprego.
A medida foi anunciada nesta terça-feira (17) pelos ministérios do Trabalho e da Educação, durante o lançamento do Pronatec trabalhador.

A partir de 2014, a oferta desses cursos será feita pelo Pronatec - com repasse direto a instituições especializadas. Este ano, a Polícia Federal descobriu fraudes de ONGs e Oscips que geraram prejuízo de R$ 400 milhões, em cinco anos.

[Mais, aqui.]

Pois bem, os tentáculos da corrupção avançam sobre o que for para ampliar a roubalheira. Logo abaixo, abordei a questão da Corrupção & ONG’s num artigo que, infelizmente, continua mais que atual. Vejam:

“(...)
Para perpetrar as tramóias, as ONGs criaram duplicidade, triplicidade e até quadruplicidade de turmas. Dessa forma, “ensinavam” 25 alunos, mas comprovavam – com todo o rigor documental - que haviam alfabetizado 100. E não se contentando com a engenharia do mal, criaram classes fantasmas, inventaram professores capazes de ministrar aulas em três lugares diferentes e no mesmo horário, além de terem cadastrado e incorporado ao processo alfabetizadores que sequer sabiam da existência do programa. O tal do professor-laranja já existe.

Seria um crime comum, mais um para figurar no folclore da política nacional não fosse o fato de grande parte dessas instituições estarem vinculadas às corporações sindicais e partidos políticos.

O problema ganhou tal dimensão que muitas ONGs conveniadas com o Brasil Alfabetizado só existem no papel, unicamente no cartório, daquelas coisas criadas para inglês ver. Cumpriram todas as exigências e formalidades legais, mas não alcançaram existência real, não se materializaram: não tem sede, telefone, servidores, nada, simplesmente nada, tudo redondinho e funcionando unicamente no papel, um verdadeiro castelo de areia. Apenas três dessas entidades chegaram a receber do FNDE R$ 2,2 bilhões para alfabetizar 50 mil brasileiros. O dinheiro foi para o ralo (melhor dizendo, para os espertalhões) e 50 mil pessoas deixaram de ser alfabetizadas. Um investimento do porte de R$2,2 bilhões e ninguém ensinou rigorosamente nada, e ninguém aprendeu rigorosamente nada.


(...)”.

Clicando aqui, você lê o artigo completo.

 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013


Feliz Natal!!!
(...)
São dias em que experimentamos a magia dos olhares mais sinceros, dos abraços e gestos mais fraternos, calorosos, solidários. Dias em que percebemos, de uma maneira única e especial, a real importância do amor, da paz, da família e do fundamental compromisso de empregarmos todas as nossas forças e energias por um país mais generoso e um mundo melhor e mais justo para todos. (...)

Django Livre, este não dá para perder



 
Como não poderia deixar de ser, o filme provoca polêmica; de certa forma, marca patenteada pelo criativo e original Quentin Tarantino. Quem já assistiu Pulp Fiction e Kill Bill não se decepcionará com esta mais nova produção do diretor, roteirista, produtor e ator norte americano.

Neste filme trata de um tema por demais espinhoso, o racismo, mas o faz com a maestria e ironia de sempre, qualidade dada a pouquíssimos.

Um escravo negro liberto Django (Jamie Foxx) torna-se sócio de um caçador de recompensas alemão (Christopher Waltz); apenas como estratégia para libertar sua esposa, a belíssima Kerry Washington, escrava de um rico fazendeiro cuja diversão é patrocinar lutas mortais entre negros (Leonardo DiCaprio). O filme já faturou US$ 500 milhões nas bilheterias de todo o mundo.

Esta é uma daquelas películas definitivamente imperdíveis.

 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Feliz Natal!!!



Feliz Natal e um 2.014 repleto de sucessos e realizações!!!

O ano correu rápido e já é natal.

Sim, o espírito de natal já ilumina as áureas de todos nós.

São dias em que experimentamos a magia dos olhares mais sinceros, dos abraços e gestos mais fraternos, calorosos, solidários. Dias em que percebemos, de uma maneira única e especial, a real importância do amor, da paz, da família e do fundamental compromisso de empregarmos todas as nossas forças e energias por um país mais generoso e um mundo melhor e mais justo para todos.

É natal!

E que em 2.014, todos os nossos dias sejam dias de Natal. Seja segunda, seja terça-feira, não importa! Agora é lei. Está decretado. Em 2.014, todos os nossos dias serão dias de natal. Não teremos mais aqueles dias mais ou menos, aqueles dias tristes, cinzentos e enfadonhos. Serão todos, literalmente todos, dias alegres, radiantes de sol e energia, dias felizes, em que emprestaremos todo o nosso suor e esforço para tornar o Brasil um país sem tantos desequilíbrios e diferenças. Um país que mantenha-se invulnerável às ratazanas, aos lobos do homem.

Sempre neste período do ano me pego cantarolando a bela canção que John Lennon dedicou ao natal. Não por acaso sua composição Feliz Natal foi por ele também denominada A Guerra Acabou. E porque fez assim o carismático timoneiro dos Beatles?
Porque temos que internalizar o natal como um momento, sobretudo, de cultivar a paz, o que implica desmobilizar nossa vertente violenta, egoísta, que evoca a agressão, a prepotência, a arrogância e a guerra.
Que tal nos lembrarmos dela? Está no álbum Imagine, gravado e lançado em 1971. Logo abaixo da original, segue a versão em português:

Happy Xmas (War Is Over)
Happy Xmas (War Is Over)

Happy christmas, Kyoko.
Happy christmas, Julian.

So this is christmas and what have you done?
Another year over, a new one just begun.

And so this is christmas, i hope you have fun,
The near and the dear one, the old and the young.

A very merry christmas and a happy new year,
Let's hope it's a good one without any fear.

And so this is christmas for weak and for strong,
(war is over if you want it,)
For the rich and the poor ones, the road is so long.
(war is over now.)

And so happy christmas for black and for whites,
(war is over if you want it,)
For the yellow and red ones, let's stop all the fight.
(war is over now.)

A very merry christmas and a happy new year,
Let's hope it's a good one without any fear.
And so this is christmas and what have we done?
(war is over if you want it,)
Another year over, a new one just begun.
(war is over if you want it,)

And so this is christmas, we hope you have fun,
(war is over if you want it,)
The near and the dear one, the old and the young.
(war is over now.)

A very merry christmas and a happy new year,
Let's hope it's a good one without any fear.

War is over
If you want it,
War is over now.

Happy christmas!
Happy christmas!
Happy christmas!
Happy christmas!
Happy christmas!
E a tradução:

Feliz Natal (A Guerra Acabou)
Feliz Natal Kyoko
Feliz Natal Julian

Então é natal
E o que você tem feito?
Um outro ano se foi
E um novo apenas começa
E então é natal
Espero que tenhas alegria
O próximo e querido
O velho e o Jovem

Um alegre Natal
E um feliz ano novo
Vamos esperar que seja um bom ano
Sem sofrimento

E então é natal
Para o fraco e para o forte
Para o rico e para o pobre
O mundo é tão errado
E então feliz natal
Para o negro e para o branco
Para o amarelo e para o vermelho
Vamos parar com todas as lutas

Um alegra Natal
E um feliz ano novo
Vamos esperar que seja um bom ano
Sem sofrimento

E então é Natal
E o que você fez?
Um outro ano se foi
E um novo apenas começa
E então feliz Natal
Esperamos que tenhas alegria
O próximo e querido
E velho e o Jovem

Um alegre Natal
E um feliz ano novo
Vamos esperar que seja um bom ano
Sem sofrimento
A guerra acabou, se você quiser
A guerra acabou agora

Feliz Natal.

O caos na saúde pública



 
“(...)
O buraco é bem mais embaixo na saúde pública do Brasil. Sinto náuseas ao ver multidões de pacientes, de crianças a idosos, dormindo em filas diante dos hospitais, com senhas só para “agendar a consulta”, e não para atendimento. As senhas acabam. As pessoas choram. Estão vulneráveis, doentes, frágeis, sentem-se humilhadas, escorraçadas. Gosto de cachorros, mas acho que a sociedade tem se escandalizado mais com o tratamento dispensado a cães do que a seres humanos.

(...)”
O que vai acima é um parágrafo do artigo de Ruth de Aquino na Revista Época.

E, na sequência, um artigo que escrevi em 2008:


Deveríamos desconfiar sempre que a bandeira do “mais verbas para isso” ou “mais verbas para aquilo” fosse solenemente hasteada.

Não há setor na administração pública que, diuturnamente, não seja sacudido por movimentos, ONG’s, servidores, lobbies que, com estardalhaço e em uníssono, clamam por mais, mais e mais recursos públicos.

Enquanto todos se deixam embalar e embair pelos protestos, pela ‘lógica politicamente correta’ de irrigar com recursos estatais os setores sucateados, a verdadeira causa dos problemas continua – deliberadamente – encoberta: a questão da gestão, o modo como ela é ensinada e aplicada no país.

Tomemos como exemplo a saúde pública.

O setor sempre amargou problemas dos mais graves, com a população sendo aviltada pelos serviços que recebe, invariavelmente de péssima qualidade.

As pessoas morrem nas filas dos hospitais?, então tome como solução “mais verbas para a saúde”. Faltam medicamentos?, “mais verbas para a saúde”, protestam os de sempre. A Dengue recrudesceu? “mais verbas para a saúde”, é a saída definitiva; e daí segue...

Repetida à exaustão, a “falta de verbas para a saúde” virou unanimidade nacional. A ponto de facilitar o propósito do governo federal de sangrar as forças vivas da nação com sua prole infindável de tributos, como é o caso da CPMF e CSS.

Quem não se lembra das ameaças, o governo propagando que o fim da Contribuição implicaria na hecatombe, no caos absoluto, inclusive com o fechamento de hospitais e postos de saúde. A CPMF caiu no Congresso Nacional, e tudo continuou como dantes.

Os que não se deixam embalar pelo canto da sereia já perceberam que o buraco é mais embaixo, bem mais embaixo. A realidade é que os recursos existem – e em abundância. O que falta, está claro, é boa gestão e vergonha na cara.

Mais precisamente no campo da saúde, envergonha saber que, dos R$ 1,6 bilhão destinados à área, nada menos que R$ 426,5 milhões evaporaram, sumiram, desapareceram, foram tragados pela péssima gestão, fada-madrinha de todos os tipos de corrupção.

Os dados foram extraídos dos relatórios de fiscalização da CGU, a Controladoria-Geral da União. Custa acreditar, mas o levantamento do governo federal mostra que dos R$ 1,5 bilhão transferidos pelo Ministério da Saúde - nos últimos quatro anos - para 1.341 municípios, ¼ ou 25% se destinaram aos ratos que se locupletam na corrupção.

É pouco? Então tome “mais verbas para a saúde”.

O desvio de recursos públicos já alcançou tal grau de gravidade, que os gestores públicos sequer se constrangem em avançar sobre orçamentos estratégicos, fundamentais para a população carente, como o Programa de Atenção Básica. E dinheiro que deveria atender aos mais necessitados é canalizado para confeccionar abadas de carnaval temporão, adquirir eletrodomésticos e promover festas e confraternizações.

Outro setor onde esta realidade afronta a vista é o dos esportes. Em quatro anos, a União investiu na área desportiva R$ 692 milhões. E onde foram parar esses recursos? Só a Confederação de Judô recebeu do Comitê Olímpico Brasileiro R$ 10,86 milhões. Mas o judoca Eduardo Santos foi lutar em Pequim sem dispor dos R$ 1,5 mil para trocar de faixa.

A realidade é que jamais, em toda a história do país, houve tanto dinheiro para a preparação dos atletas, considerando o ciclo olímpico.
Em que pese o expressivo incremento dos recursos, a olimpíada em que o Brasil obteve o melhor aproveitamento foi a de Atenas, em 2.004, que rendeu cinco medalhas de ouro. No ciclo da Grécia foram gastos R$ 250 milhões.

Se o Brasil desejava, na Olimpíada de Pequim, realizar o negócio da China, deu com os burros n’água. Cada medalha nos custou R$ 53 milhões, excluída, naturalmente, as obtidas com o futebol, considerando que a CBF não conta com dinheiro público.

E o ultimo escândalo estampado em todas as páginas dos jornais confirmam que “o mais verbas para isso” e “o mais verbas para aquilo” é o grande jargão que acoberta a nefasta prática de corrupção, já cristalizada no imaginário coletivo.

Quinze anos atrás, a política brasileira foi sacudida com a divulgação do escândalo protagonizado pela máfia dos “anões do orçamento”. As apurações efetuadas à época resultaram na formalização de acusação contra 15 parlamentares, seis cassados e quatro que optaram pela renuncia. As investigações que desnudaram os anões do orçamento apuraram um desvio de R$ 101 milhões.

No escândalo que acaba de sair do formo, o secretário nacional do Partido dos Trabalhadores está no centro de um gigantesco processo de corrupção que, pelos dados do Ministério Público, desviou mais de R$ 700 milhões. O esquema criminoso envolve 23 construtoras e 119 prefeituras nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. O achaque ocorreu contra as verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estruturando uma rede de informações privilegiadas, com participação de funcionários do Ministério das Cidades, Integração Nacional, Saúde e até do Tesouro Nacional.

Portanto, caro leitor, quando se deparar com o tal de “mais verbas para isto” e “mais verbas para aquilo”, coloque todos os fios da barba de molho.

Ao invés de “mais verba” o correto seria “mais gestão”. Mas esta é uma palavra de ordem sem rima, pelo menos no Brasil da corrupção.

 

 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pressa e excesso de trabalho elevam risco de acidentes em obras no Brasil




Até agora, sete operários morreram em obras das arenas da Copa no país. Cinco deles foram vítimas de acidentes violentos – desde quedas ao desabamento de um guindaste no Itaquerão, em São Paulo.

Os outros dois foram vítimas de "mal súbito", nomenclatura genérica dada por autoridades a doenças como infartos ou acidentes vasculares.

Para se ter ideia, na África do Sul, onde também ocorreram inúmeros atrasos de cronograma, a preparação dos estádios causou duas vítimas fatais.

As estatísticas mais recentes do Ministério da Previdência Social (divulgadas em outubro) registraram mais de 62 mil acidentes – de diferentes gravidades – no setor da construção civil no ano de 2012.

O número representa um aumento de 12% em relação aos casos ocorridos nos dois anos anteriores. Contudo, no mesmo período, o crescimento de empregados no setor também foi de 12%, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

O governo não tem números atualizados sobre mortes no setor. O mais recente se refere a 2011: 471 casos.

No Estado de São Paulo – onde dois operários morreram em novembro nas obras da Arena Corinthians – a alta no número de mortes foi significativa, segundo dados do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil). Foram 24 casos neste ano contra sete em 2012.

Pressa

"O setor da construção civil vive um momento de aquecimento e o ritmo elevado das obras, que têm prazo para serem entregues, acaba levando ao aumento nos acidentes de trabalho", afirmou à BBC Brasil o procurador Philippe Gomes Jardim, da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), do Ministério Público do Trabalho da União.

"O aumento no ritmo de trabalho não vem acompanhado de mais segurança", afirmou.

Segundo ele, quanto mais longas forem as jornadas de trabalho e menores os intervalos de folga, mais desgastado ficará o trabalhador e, portanto, mais sujeito a acidentes.

"Falta em qualquer projeto no Brasil uma análise preliminar de riscos feita por profissionais da área de segurança" João Roberto Boccato, especialista em segurança do trabalho da Unicamp

"É um círculo: o mercado exige velocidade da construtora, que exige do trabalhador, que acaba em situação de maior risco".

Segundo o professor João Roberto Boccato, especialista em segurança do trabalho da Unicamp (Universidade de Campinas), as construtoras estão mais preocupadas em cumprir os cronogramas de obras do que em cumprir a legislação prevencionista.

"O não-cumprimento dos prazos envolve multas, que muitas vezes são bem maiores do que o custo dos acidentes. Falta em qualquer projeto no Brasil uma análise preliminar de riscos feita por profissionais da área de segurança", afirmou Boccato.

Ele disse que a maioria dos contratos de obras falha ao não prever atrasos para a realização de melhorias para prevenir acidentes.

"Os contratos também deveriam prever pagamentos de multas maiores por acidentes de trabalho", disse.

Horas extras e empreitada

Segundo Sebastião Geraldo de Oliveira, desembargador do Tribunal Superior do Trabalho de Minas Gerais, adota-se com certa frequência no setor da construção civil o pagamento rotineiro de horas extras que, por serem sistemáticas, acabam diminuindo o tempo de descanso do trabalhador.

"É um círculo: o mercado exige velocidade da construtora, que exige do trabalhador, que acaba em situação de maior risco"

Philippe Gomes Jardim, procurador da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), do Ministério Público do Trabalho da União

"Isso (horas extras) não deveria ocorrer com tanta frequência, mas no Brasil existe a cultura da hora extra habitual, como se o fato extraordinário fosse um fato corriqueiro".

Em alguns casos, os empregadores fazem pagamentos de forma ilegal para horas extras não registradas, segundo Antônio de Souza Ramalho, vice-presidente da Força Sindical, presidente do Sintracon e deputado estadual em São Paulo pelo PSDB.

"É o trabalho por empreitada. Paga-se 'por fora' para aumentar o ritmo da obra", disse Ramalho.

De acordo com ele, um operário comum (pedreiro, encanador, carpinteiro, etc.) costuma ter registrado na carteira de trabalho um salário mensal na faixa de R$ 1,5 mil. Contudo, uma vez em atividade na obra, ele passaria a receber por tarefa cumprida (empreitada) – o que poderia elevar seus rendimentos a até R$ 7 mil por mês.

Isso significa, segundo Ramalho, trabalhar de 12 a 16 horas por dia e não ter o serviço "por fora" registrado para fins previdenciários ou para contar no 13º salário.

Ramalho afirmou ainda que alguns trabalhadores usam entorpecentes para aguentar as longas jornadas de trabalho – o que aumenta ainda mais o risco de acidentes. A droga mais comum nos canteiros de obras seria o oxi, um derivado da cocaína preparado a partir da pasta base do entorpecente misturado a cal e querosene.

 Fiscalização

O deputado também afirmou que não haveria fiscais suficientes para visitar todos os canteiros de obras. Eles são necessários para garantir o cumprimento de normas de segurança e impedir o excesso de trabalho dos operários.

Segundo Boccato, além disso, a fiscalização não é suficiente porque o valor das multas é baixo. Ele cita como exemplo o caso de uma empreiteira com obras em um aeroporto no Estado de São Paulo, que já teria sido multado diversas vezes por ação do Ministério Público – devido a irregularidades na questão de prevenção de acidentes.

"Mas por que estas obras continuam? Porque o valor das multas é muito pequeno em comparação com o custo do atraso da obra", afirma.

Segundo os especialistas, a responsabilidade para esses problemas deve recair tanto nas construtoras como no poder público e nos próprios operários e seus sindicatos.

A BBC Brasil entrou em contato com o Sinicon, o sindicato patronal da construção pesada, para comentar a questão da insegurança em canteiros de obras mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

 Fonte: BBC - Brasil

domingo, 15 de dezembro de 2013

O STF e a fábula do rato


Meus queridos, logo abaixo transcrevo uma fábula que cai bem no contexto que abordo na sequência:

A fábula do Rato:

Um Rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.

Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!!

A Galinha disse:

- Desculpe-me caro Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

Então o rato foi até o Porco e disse:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

- Desculpe-me prezado Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à Vaca. E ela lhe disse:

- O que? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.

A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal, a Galinha.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a Vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da Estória: “Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.”

Pois bem, tem assumido o Supremo Tribunal Federal um papel que – é evidente – supera em muito suas funções institucionais. Vejam os recentes casos envolvendo a união civil de homossexuais, o aborto de anencéfalos e as cotas raciais...
A leniência e a vagarosidade do Congresso Nacional não devem ser utilizadas como pretexto para que o STF avance sobre o outro Poder... afinal, de agilidade, a mais alta corte do país tem muito pouco a ensinar, não é? E o Mensalão está aí para comprovar. O inquérito chegou ao Supremo em julho de 2005; está em vias de completar 9 anos...

Adotando a lógica que, hoje, parece vigorar no Supremo; também o Congresso poderia -  alegando demora no desenrolar dos processos - avocar a si julgamentos sobre casos emblemáticos e importantes para a sociedade, não?... Absurda e inaceitável a tese, é verdade!, então por que aceitá-la quando o usurpador das funções do parlamento é o STF?
O editorial do Jornal O Globo, ajuda a recolocar os pingos nos ‘is’:

Equívocos sobre o financiamento de campanha
Editorial de O Globo

Costuma haver uma carga de exagero nas críticas à “judicialização da política”, quase sempre feitas com um viés contra o Judiciário. Afinal, o Supremo e o TSE, onde se delibera acerca de questões sobre partidos e mandatos, só atuam quando são acionados pelo Ministério Público ou, na maioria das vezes, pelos próprios políticos.

Isso não significa uma absolvição prévia às decisões dos tribunais. Mesmo que sejam todas defensáveis do ponto de vista técnico-jurídico, não significa que sempre contribuam para o aperfeiçoamento do bom exercício da Política, com o devido “p” maiúsculo.

Há circunstâncias, inclusive, em que muita saliva e tempo são gastos em agendas desfocadas. No momento, por exemplo, transcorre no STF o julgamento de ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra o financiamento a candidatos e partidos por empresas.

Até a sessão de ontem, a posição do relator do processo, ministro Luiz Fux, pelo acolhimento da tese da ação, foi seguida, em sua essência, por mais três magistrados: o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, Dias Toffoli e Luis Roberto Barroso. Como o ministro Teori Zavaski pediu vista do processo, pode-se ganhar tempo para uma discussão mais ampla do tema.

Proibir a contribuição de empresas para campanhas e partidos é o mesmo que investir quixotescamente contra moinhos de vento. Porque é ilusório imaginar que, sendo as pessoas jurídicas as grandes fontes de financiamento da vida política — e não apenas no Brasil —, deixará de ser encontrada uma forma de o dinheiro continuar a fluir. Ela até já existe: o caixa dois.

Um efeito colateral deletério do alijamento de empresas é induzir a ampliação da parcela de dinheiro público na política. Que já não é pequena: apenas em rebate tributário às emissoras, devido ao programa eleitoral “gratuito”, foram pouco mais de R$ 600 milhões na campanha de 2012. Em 10 anos, R$ 4 bilhões, informa o site Contas Abertas. E falta acrescentar os milhões do fundo partidário.

Cortar os recursos das empresas apenas ajuda o lobby pela equivocada estatização completa das finanças da política — o “financiamento público de campanha”. Outro gesto ilusório em nome do fim do caixa dois.

O PT, particularmente, se bate pelo financiamento público, porque ele facilita a adoção do sistema de voto em lista fechada, a favor da primazia dos caciques partidários na definição dos candidatos, cassando-se o direito do eleitor de escolher seus nomes.

Em vez disso, deve-se é tornar eficientes os sistemas de fiscalização, punir o “conta-suja” (fraudador na prestação de contas), dar total transparência às doações e aos gastos, venha o dinheiro de pessoas físicas ou jurídicas. O problema não é empresa gastar com política, mas a falta de informações e controles eficientes sobre todas as finanças da vida pública.

 

 

sábado, 14 de dezembro de 2013

A Arte da Construção


Concurso premia fotos que captam Arte da Construção

O Chartered Institute of Building, que representa os profissionais que trabalham no setor de construção na Grã-Bretanha, divulgou a lista dos 15 finalistas concorrentes ao prêmio Art of Building (Arte da Construção, em tradução livre) de 2013.
Trata-se de um concurso de fotografia que celebra a criatividade na indústria de construção.

Fotógrafos amadores e profissionais enviaram imagens digitais, captando, em ângulos diferentes, de prédios conhecidos, como a Ópera de Sydney a locais como um colégio na Inglaterra, escadarias nos Açores e na Indonésia e antigas minas de carvão na Rússia.
O público poderá votar e escolher a foto vencedora no site www.artofbuilding.org. A votação ocorre entre 9 de dezembro e 9 de janeiro de 2014.

 
Ópera de Sydney e da ponte da baía da cidade, feita por Bart Brouwer. (Foto: Ópera e Ponte da Baía de Sydnei/Bart Brouwer).





As escadas acima ficam em um hotel moderno em Monte Palace, Sete Cidades, Açores. (Foto: Escadas em um hotel em Monte Palace/Vera Cymbron).
 

 

A cidade americana de San Franciso através do vidro grosso de uma janela dentro da prisão de Alcatraz, na foto de Ross Conti. (Foto: San Francisco de dentro de Alcatraz/Ross Conti).



 
uma estrela vermelha antiga acima da cidade de uma antiga mina de carvão, em Komsomolskaya, cidade a nordeste de Moscou, na Rússia. (Foto: Estrela Vermelha em cima da Velha Mina de Carvão/Andry Sharpan).
 
 


O museu contemporâneo de arquitetura, o Neues Museum em Nurnberg, na Alemanha, se transforma em arte na foto de Juergen Schabel. (Foto: Homem parado no Neues Museum, em Nurmberg/Juergen Schabel).

 




'Um prédio que é visitado por pessoas do mundo todo precisa de sinalização que supere as barreiras de idioma', afirmou Linda Wride a respeito da foto de uma mulher lendo em um sinal que aponta a direção do banheiro, em Paris. (Foto: Mulher perto de um sinal de banheiro em Paris/Linda Wride).

 

 
 
A névoa pesada cria uma distorção interessante da luz vinda de uma ponte do metrô de Kiev, Ucrânia, na foto de Vladimir Tochanenko. (Foto: Ponte do Metrô de Kiev/Vladimir Tochanenko).


Fonte: BBC-Brasil


 
 


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Concentração de servidores



Acaba de sair do forno um detalhado diagnóstico sobre a situação das unidades de conservação na Amazônia [aqui].                                                                                       
Sobre o assunto, a Senadora Vanessa Grazziotin vem fazendo uma série de pronunciamentos. Logo abaixo  reproduzo pequeno destaque de um deles:

"(...)
embora mais de 80% das áreas de proteção ambiental estejam na Amazônia, a região tem apenas uma unidade avançada do órgão criado para cuidar dessas áreas, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade. Essa unidade, que fica no Amazonas, conta com apenas cinco servidores, enquanto a do Rio de Janeiro tem 77 funcionários.
(...)"
Vanessa Grazziotin perguntou por que o Instituto Chico Mendes estava cuidando de área de preservação no Rio de Janeiro e não na Amazônia. Para a senadora, os 77 servidores do Rio de Janeiro devem ir para a Amazônia. [mais, aqui]
Pois bem... vejam este artigo “Excesso de servidores??? [aqui.]. O texto é de 2009, mas elucida a gravidade que representa a concentração de servidores públicos...

A veemência dos pronunciamentos e a revolta da senadora tem sua razão de ser.