domingo, 28 de agosto de 2022

Meio ambiente limpo, saudável e sustentável vira direito humano


Resolução foi aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas com 161 votos a favor e oito abstenções.

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o meio ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. A votação, que ocorreu no dia 28 de julho, recebeu 161 votos a favor e oito abstenções: Belarus, China, Camboja, Etiópia, Irã, Quirquistão, Rússia e Síria.

A decisão incentiva os países a implementar seus compromissos internacionais e aumentar esforços para realizá-los. O documento enfatiza ainda que todos sofrerão os efeitos agravados das crises ambientais, se não cooperarem agora para evitá-los.

Mudança do clima

A adoção da resolução 76/300 da Assembleia Geral segue-se à votação de um texto similar pelo Conselho de Direitos Humanos, em outubro.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reagiu à “resolução histórica” sublinhando que o documento demonstra que os Estados-membros podem se unir na luta coletiva contra a tripla crise planetária de mudança climática, perda de biodiversidade e poluição.

Em nota, ele ressalta que a decisão ajudará a reduzir as injustiças ambientais, cobrir as lacunas de proteção e capacitar as pessoas, especialmente aquelas em vulnerabilidade, incluindo defensores de direitos humanos ambientais, crianças, jovens, mulheres e povos indígenas.

Realidade

O chefe da ONU acredita que a medida também ajudará os Estados a acelerar a implementação de suas obrigações e compromissos ambientais e de direitos humanos.

Para ele, a comunidade internacional deu um cunho universal a esse direito aproximando os países para torná-lo uma realidade para todos.

Guterres pede aos países que tornem o direito “uma realidade para todos, em todos os lugares”.

O texto foi apresentado por Costa Rica, Maldivas, Marrocos, Eslovênia e Suíça em junho. Um dos fundamentos é que o direito ao meio ambiente saudável esteja relacionado ao direito internacional vigente e sua promoção exige a plena implementação dos acordos ambientais multilaterais.

Catástrofe climática

Sobre a adoção, a alta comissária Michelle Bachelet disse que a decisão reflete que todos os direitos estão ligados à saúde do meio ambiente.

Para ela, “todas as pessoas, em todos os lugares, têm o direito de comer, respirar e beber sem envenenar seus corpos e, ao fazê-lo, poder viver harmoniosamente com o mundo natural, sem ameaças crescentes de colapso do ecossistema e catástrofe climática”.

O documento destaca o impacto das mudanças climáticas, da gestão e do uso insustentável dos recursos naturais, a poluição do ar, da terra e da água, a má gestão de produtos químicos e resíduos e a consequente perda de biodiversidade interferem no gozo desse direito.

Qualidade de vida

A resolução enfatiza que o dano ambiental tem implicações negativas, diretas e indiretas, para o gozo efetivo de todos os direitos humanos.

Para o relator especial sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente, David Boyd, a resolução “tem o potencial de ser um ponto de virada para a humanidade, melhorando a vida e o gozo dos direitos humanos de bilhões de indivíduos, bem como a saúde do planeta”.

Ele disse que a saúde e a qualidade de vida de todos dependem diretamente de ar limpo para respirar, água potável para beber, alimentos produzidos de forma sustentável para comer, ambientes não tóxicos, clima seguro e biodiversidade e ecossistemas saudáveis.

O especialista realça que o direito humano a um ambiente limpo, saudável e sustentável, reconhecido universalmente, inclui todos esses elementos essenciais.

Redação CicloVivo 



Para saber mais sobre o livro, clique aqui


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.



Para saber mais, clique aqui.


No mecanismo de busca do site amazon.com.br, digite "Coleção As mais belas lendas dos índios da Amazônia” e acesse os 24 livros da coleção. Ou clique aqui

O autor:

No mecanismo de busca do site amazon.com.br, digite "Antônio Carlos dos Santos" e acesse dezenas de obras do autor. Ou clique aqui


Clique aqui para acessar os livros em inglês



sábado, 27 de agosto de 2022

Macron alerta franceses sobre 'sacrifícios' antes do 'fim da abundância'

 


O presidente Emmanuel Macron alertou nesta quarta-feira (24) os franceses sobre eventuais "sacrifícios" diante do "fim da abundância" em uma nova era marcada pela mudança climática e pelos efeitos da ofensiva russa na Ucrânia.

 

"O que vivemos é um grande ponto de inflexão", destacou o chefe de Estado de 44 anos, no início do primeiro Conselho de Ministros após as férias de verão, que teve como protagonistas os incêndios, as ondas de calor e a seca.

Após a maratona eleitoral - presidencial e legislativas - do primeiro semestre de 2022, a "rentrée" (volta) - uma instituição na França, seja do ano letivo, político, trabalhista ou literário - se anuncia complicada.

Desde o verão (hemisfério norte), Macron tenta preparar os franceses, preocupados com a inflação, para um outono e inverno "duros" devido ao fim do fornecimento de gás russo e os pediu dias atrás para aceitar "unidos (...) pagar o preço" da "liberdade" e dos "valores".

"Nosso sistema baseado na liberdade em que nos acostumamos a viver, às vezes, quando temos que defendê-lo, pode significar fazer sacrifícios", afirmou o presidente nesta quarta-feira.

Para Macron, o momento atual "pode parecer estruturado por uma série de graves crises" e portanto poderia ser "o fim da abundância", "das evidências" e "da despreocupação".

Na agenda dos próximos meses há desafios como a "sobriedade energética", a transição ecológica e seus planos para retomar a reforma do desemprego, em um momento em que não conta com maioria absoluta no Parlamento.

AFP

 


Para saber mais sobre o livro, clique aqui


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.



Para saber mais, clique aqui.


No mecanismo de busca do site amazon.com.br, digite "Coleção As mais belas lendas dos índios da Amazônia” e acesse os 24 livros da coleção. Ou clique aqui

O autor:

No mecanismo de busca do site amazon.com.br, digite "Antônio Carlos dos Santos" e acesse dezenas de obras do autor. Ou clique aqui


Clique aqui para acessar os livros em inglês