domingo, 29 de maio de 2022

G7 promete 'descarbonizar' setor elétrico e o fim dos subsídios às energias fósseis no exterior


Os países do G7 se comprometeram nesta sexta-feira (27) a "descarbonizar" a maior parte de seu setor elétrico "até 2035" e parar de financiar projetos ligados à energia fóssil ainda este ano.

 

"Nos comprometemos a alcançar um setor elétrico predominantemente descarbonizado até 2035 (...) e apoiar a aceleração da eliminação global do carvão", de acordo com um comunicado conjunto após uma reunião de ministros do Clima e Energia em Berlim.

Para atingir esse objetivo, o grupo de países prometeu "acabar com o apoio público direto a projetos sem mitigação no setor de energia fóssil", anunciaram os ministros.

O termo "sem mitigação" refere-se a projetos que não utilizam nenhuma técnica para compensar a poluição causada pelas emissões de dióxido de carbono.

Esta é a primeira vez que as sete potências industriais (Estados Unidos, Japão, Canadá, França, Itália, Reino Unido e Alemanha) se comprometem com uma meta nesse sentido.

Acabar com os subsídios a projetos internacionais que utilizam combustíveis fósseis foi uma das resoluções adotadas por 20 países na Conferência do Clima COP26, realizada em Glasgow no ano passado.

Na ocasião, todos os países do G7, exceto o Japão, aderiram a esse compromisso.

"É bom que o Japão, que é o principal financiador de combustíveis fósseis no mundo, tenha se juntado aos outros países do G7", comentou à AFP Alden Meyer, especialista do think tank europeu E3G.

AFP


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sábado, 28 de maio de 2022

Anistia Internacional e Human Rights Watch pedem libertação de artistas cubanos que criticaram governo da ilha

Carros revirados em Havana após protestos contra o governo de Cuba, em julho de 2021 — Foto: Yamil Lage / AFP

Um artista visual e um rapper podem enfrentar penas de 7 e 10 anos por terem feito críticas ao presidente cubano.

 

A Anistia Internacional e a Human Rights Watch, duas das principais organizações de direitos humanos do mundo, pediram nesta quinta-feira (26) ao governo de Cuba a libertação imediata e incondicional de dois artistas que estão presos e que serão julgados por terem participado de manifestações e criticado o presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel.

Otero Alcántara, artista visual, e Castillo Pérez, rapper também conhecido pelo nome artístico "Osorbo", estão em prisão preventiva há quase um ano. O Ministério Público cubano pediu penas de 7 e 10 anos de prisão, respectivamente.

Alcántara é membro de um grupo chamado Movimento San Isidro, fundado para condenar a censura do governo. Ele foi detido em 11 de julho de 2021, após publicar um vídeo em que dizia que iria participar dos protestos pacíficos que estavam ocorrendo naquele dia em toda a ilha.

Castillo Pérez é um dos autores de "Patria y Vida", uma música que critica o governo cubano e se tornou o hino dos protestos. Ele foi preso por agentes de segurança no dia 18 de maio de 2021.

Críticas de grupos internacionais

A diretora em exercício da Human Rights Watch para as Américas, Tamara Tarciuk Broner, afirmou que os dois estão sendo processados por "exercer seu direito humano de criticar seu próprio governo".

As duas organizações defensoras dos direitos humanos pedem aos governos da América Latina e da Europa que monitorem o julgamento e exijam a libertação dos artistas.

"É um país onde mais de 700 pessoas, incluindo alguns menores de 18 anos, estão encarcerados simplesmente por se expressar. É de suma importância que esses julgamentos estejam sujeitos ao escrutínio internacional", diz Erika Guevara-Rosas, diretora para as Américas da Anistia Internacional, em nota.

"O processo contra Otero Alcántara e Castillo Pérez é parte de um padrão muito mais amplo de abusos sistemáticos contra artistas cubanos e outros críticos do governo", denunciam as ONGs, que pedem às autoridades cubanas que retirem "todas as acusações destinadas a silenciar manifestantes e críticos".

Mais de 700 pessoas detidas durante essas manifestações seguem presas, de acordo com o grupo cubano de direitos humanos Cubalex.

Por g1



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