quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Total de matrículas nos ensinos fundamental e médio na rede pública cai em 2017

Censo Escolar da Educação Básica considera dados das redes públicas municipal e estadual Arquivo/Agência Brasil

O número de alunos matriculados em escolas públicas no ensino fundamental e no ensino médio em 2017 caiu, mas houve aumento nas matrículas de creches e pré-escola, bem como na educação especial. Os dados são do Censo Escolar da Educação Básica 2017, divulgado hoje (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Este ano, segundo o levantamento, o total de alunos matriculados no ensino fundamental em escolas públicas foi de 22,05 milhões, o que representa uma queda de 1,62% em relação a 2016. No ensino médio, foram 6,68 milhões em 2017, queda foi de 2,85% na comparação com o ano passado.
O número de alunos matriculados em creches da rede pública subiu 6,8%, chegando a 2,2 milhões. Na pré-escola, também houve aumento no número de alunos matriculados, com um total de 3,87 milhões e crescimento de 2,64% em relação a 2016. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) registrou um aumento de 4,1%, com 2,92 milhões estudantes matriculados em 2017.
Em todas as etapas, o total de matrículas na rede pública este ano chegou a 37,75 milhões, leve redução de 0,5% na comparação com 2016. Na educação especial, voltada para o atendimento de alunos com necessidades especiais, foi registrado aumento no número de matriculas em todos os segmentos.
Censo
O levantamento do Inep detalha o número de matrículas iniciais na educação básica das redes públicas municipal e estadual de ensino, que abrangem a creche, pré-escola, os ensinos fundamental e médio, a EJA e a educação especial. Os dados incluem as áreas urbana e rural e a educação em tempo parcial e integral.
A segunda etapa do Censo Escolar 2017 terá início no próximo mês, quando serão coletados os dados sobre o rendimento e o movimento escolar dos alunos.
O Censo Escolar é feito anualmente, sob coordenação do Inep. Segundo o órgão, a ferramenta é indispensável para que os atores educacionais possam compreender a situação educacional do país, das unidades federativas, dos municípios e do Distrito Federal, bem como das escolas e, com isso, acompanhar a efetividade das políticas públicas.

EBC

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A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
A utilização da técnica ‘Moving Letters’ possibilita que a atividade ‘escrever bem’ se coloque ao alcance de qualquer um. O método, ancorado nos princípios do planejamento estratégico – de maneira gradual e progressiva – conduz o leitor pelos universos que podem levá-lo à carreira de escritor.  Caso a opção seja escrever um livro, por exemplo, a metodologia auxilia na definição dos temas, na estruturação das tramas, na caracterização das personagens, na coesão do enredo, na consistência dos conflitos, na lapidação do texto, desenvolvendo as habilidades necessárias para a elaboração da adequada escritura.
Fluência à escrita e qualidade à redação são as molas propulsoras que impulsionam o livro, são os objetivos possibilitados pela aplicação da metodologia. Como fundamento, um tripé harmoniosamente organizado: a linguística, a estruturação e análise do discurso e as técnicas de elaboração de textos criativos. 
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Empresas brasileiras se destacam com games no mercado internacional


Responsável por movimentar bilhões no mundo, a produção de games começa a se estruturar e cresce a passo seguro no Brasil. Dados do Global Games Market Report 2017, da Newzoo, empresa que realiza pesquisas sobre a indústria de games, mostram que o Brasil ocupa o 13° lugar no ranking de países que mais geraram receita no setor, com estimativa de US$ 1,3 bilhão para este ano. No mundo, é esperado que o mercado movimente US$ 108,9 bilhões em 2017.
De olho no potencial desse filão, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) firmou parceria com a Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Games (Abragames). As duas entidades criaram o projeto Brazilian Game Developers, com o objetivo de desenvolver e promover a indústria local de games no exterior.
“Em 2013 a Apex começou a parceria com esse setor. Aconteceu um mapeamento estratégico dos pólos criadores de games no país. Foi quando a gente começou a entender quem eram as empresas, onde elas estavam”, relata Mariana Gomes, gestora de Projetos da Apex Brasil.
Segundo dados da agência de fomento, em 2015 os estúdios brasileiros desenvolvedores de games que recebem assistência do projeto fecharam US$ 11 milhões em negócios internacionais. Em 2016 esse número aumentou para US$ 17,4 milhões, um incremento de 58%. Os resultados de 2017 ainda estão sendo consolidados e só serão divulgados em março de 2018.
Editais
Mariana Gomes afirma que a expectativa é que a cifra deste ano supere os resultados do anterior. Ela vê 2017 como “o ano dos games brasileiros”. “Muito do que aconteceu de 2013 até aqui foi produção e desenvolvimento de jogos. A gente está entrando agora na fase de lançamento deles”, explica. Mariana informa que, também neste ano, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) lançou dois editais totalizando R$ 20 milhões em recursos para empresas criadoras de games.
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública destinada a estimular a ciência, também lançou um edital no valor de R$ 15 milhões. Segundo Mariana Gomes, são os primeiros editais específicos para estúdios desenvolvedores de games.
“O primeiro edital [da Ancine] totalizou R$ 10 milhões apoiou 25 jogos em três categorias diferentes: ao custo de R$ 250 mil, R$ 500 mil e R$ 1 milhão para serem desenvolvidos. Com o outro edital que está rodando, no mesmo valor, vêm mais 25 jogos nessas três categorias. O dinheiro da Ancine entrou pra desenvolvimento do jogo e o da Finep para a empresa se fortalecer”, destacou.
Tipos de games
O Brasil não tem estúdios com orçamento e estrutura para produzir os chamados games Triple A, categoria utilizada para se referir aos jogos com muito dinheiro envolvido na produção e que se tornam grandes sucessos. Segundo Mariana Gomes, os jogos brasileiros se enquadram na classificação indie games, com recursos mais modestos para o desenvolvimento.
Ainda assim, de acordo com ela, os games do Brasil têm tido um bom desempenho. “A gente tem alguns exemplos clássicos de cases de sucesso internacional. Um estúdio de Porto Alegre, o Aquiris Game Studio, lançou o Horizon Chase, um jogo de corrida de carros vintage [antigos]. Outro jogo deles, chamado Ballistic Overkill, é um jogo em primeira pessoa online”, cita.
Há também os jogos educacionais, como o Enem Game. Desenvolvido pela empresa capixaba Mito Games, o jogo funciona fornecendo recompensas aos jogadores que acertarem perguntas sobre o conteúdo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Marcelo Herzog, sócio-fundador e diretor administrativo da empresa, explica que o projeto foi apresentado pela primeira vez a uma incubadora de empresas visando o mercado nacional. O modelo, no entanto, já despertou o interesse de investidores no exterior.
“Demorou a dar rentabilidade. Começou com uma versão gratuita, que a gente monetizava através de publicidade. Então a gente desenvolveu a versão premium, que hoje a gente vende para as escolas. Todos os alunos do ensino médio têm a versão premium e a escola tem um painel administrativo de onde consegue extrair dados sobre o desempenho no jogo”, explica Herzog.
Segundo ele, o objetivo dos desenvolvedores é que o jogo educacional não fique restrito ao Enem. “Independentemente de existir ou não uma prova de acesso, o Enem Game é uma boa ferramenta de estudo. Agora para o ano que vem, durante o período de férias, a gente vai focar no desenvolvimento da versão para o ensino fundamental. Mais para o futuro, a gente pensa em inserir conteúdo para concursos”, informa.
Ganhar o mercado internacional também está nos planos da empresa. A Mito Games já participou de viagens para divulgação do produto em encontros de negócios. “Houve uma procura de um instituto na Alemanha e meu sócio já esteve um evento em Bruxelas em que o pessoal se interessou”, disse ele, ressaltando que a companhia também desenvolve jogos de tabuleiros. “A gente está se preparando para ficar internacional, nos jogos digitais e físicos”, destacou.
Negócios
Mariana Gomes, da Apex Brasil, explica que os modelos de negócio que desenvolvedores de games podem fechar no mercado internacional são variados. É possível firmar um contrato para disponibilizar o jogo em lojas de aplicativos para celular, por exemplo. Nesse caso, é possível cobrar pelo download ou lançar uma versão grátis mas com conteúdos periódicos pagos.

Outra alternativa, geralmente usada no caso de games para plataforma externa (videogames), é um contrato de distribuição com uma empresa internacional, que fará a publicidade do jogo no exterior. Por fim, alguns grandes estúdios subcontratam parte do desenvolvimento do game: uma empresa brasileira pode ser responsável pela música, por exemplo.

EBC

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Ensino básico tem 73,5% dos alunos em escolas públicas, diz IBGE


No Brasil, 56,5 milhões de pessoas frequentavam escola ou creche no ano passado. Do total de estudantes, 73,5% frequentavam escola pública, enquanto 26,5%, a rede privada. Enquanto na educação básica os estudantes estão predominantemente na rede pública, no ensino superior essa relação se inverte, com maior presença da rede privada.
As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016 divulgada dia 21 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2016, a taxa de escolarização das crianças de 0 a 3 anos (creche) alcançou 30,4% (3,1 milhões) das quais 69,1% delas estavam na rede pública e 30,9%, na rede privada. A meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE), lei sancionada em 2014, prevê que, no mínimo, 50% das crianças até 3 anos frequentem creche até 2024.
A meta 1 do PNE também estabelece a universalização da educação infantil na pré-escola até 2016, entretanto, o percentual de escolarização das crianças de 4 a 5 anos chegou a 90,2%, com 4,8 milhões de estudantes, no ano passado.
No ensino fundamental (idade entre 6 a 14 anos), a educação é considerada praticamente universalizada, com 99,2% de escolarização, totalizando 26,5 milhões de estudantes.
No ensino médio (15 a 17 anos), a taxa de escolarização cai para 87,2%, o equivalente a 9,3 milhões de alunos. No entanto, a meta 3 do PNE determinava a universalização do atendimento escolar para essa faixa etária em 2016.
Entre os jovens de 18 a 24 anos, 32,8% estavam na escola, independentemente do curso que frequentavam, correspondente a 7,3 milhões de estudantes.
Atraso escolar
Segundo a pesquisa, 5% dos estudantes de 6 a 10 anos e 15,6% dos alunos de 11 a 14 anos estavam atrasados em relação à etapa do ensino que deveriam estar frequentando, seja por reprovação, seja por evasão escolar.
Para o grupo etário de 15 a 17 anos, o ideal seria estar frequentando o ensino médio, porém apenas 68% estavam na série adequada.
Segundo a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Marina Aguas, à medida que a idade vai aumentando, observa-se aumento do descasamento entre a idade e a série correta. Para ela, as políticas públicas para diminuir o atraso escolar devem começar ainda no ensino fundamental.
Ensino superior
Apenas 23,8% das pessoas de 18 a 24 anos estavam no ensino superior em 2016. Entre as pessoas brancas, a taxa foi 33,5%, quase o dobro da registrada entre as pessoas pretas ou pardas (16,8%). Para as mulheres, essa taxa chegou a 27,8%, enquanto para os homens foi 20%. Segundo a meta 12 do PNE, esse percentual deve ser elevado a 33% até o final de 2024.
O levantamento também pesquisou a rede de ensino frequentada no ensino médio: 72% dos alunos do ensino superior de graduação cursaram todo seu ensino médio em escola pública, enquanto 24% era provenientes de escola privada.

Agência Brasil

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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Feliz Natal



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domingo, 24 de dezembro de 2017

Taxa de analfabetismo no país, na faixa de 15 anos ou mais, foi de 7,2% em 2016


Em 2016, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade no Brasil foi estimada em 7,2% (11,8 milhões de analfabetos). Esse percentual apresentou relação direta com a faixa etária, aumentando à medida que a idade avançava, até atingir 20,4% entre as pessoas com mais de 60 anos.
A meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), lei sancionada em 2014, previa a redução da taxa de analfabetismo para 6,5%, em 2015 no país, o que não foi alcançado, conforme mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016, divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa de analfabetismo para as pessoas pretas ou pardas (9,9%) - nomenclatura usada pelo IBGE - foi mais que o dobro da observada entre as pessoas brancas (4,2%) em todas as regiões do país.
Segundo o IBGE, o Nordeste apresentou a maior taxa de analfabetismo (14,8%), índice quase quatro vezes maior do que as taxas estimadas para o Sudeste (3,8%) e o Sul (3,6%). No Norte, a taxa foi 8,5% e no Centro-Oeste, 5,7%. A meta 9 do PNE para 2015 só foi atingida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Para a analista do IBGE Marina Aguas, as políticas públicas de redução do analfabetismo devem focar as regiões Norte e Nordeste.
No país, a taxa de analfabetismo para os homens de 15 anos ou mais de idade foi 7,4% e para as mulheres, 7%.
De acordo com a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Helena Oliveira Monteiro, a pesquisa mostra a continuidade das diferenças regionais e a desigualdade por cor ou raça. “Historicamente, pessoas brancas têm mais acesso à escola. Isso está associado à renda, que produz maior oportunidade de acesso ao ensino”, disse a pesquisadora.
Nível de instrução
No Brasil, 51% da população de 25 anos ou mais tinham até o ensino fundamental completo ou equivalente em 2016; 26,3%, o ensino médio completo, e 15,3%, o superior completo.
Considerando a cor ou raça, as diferenças no nível de instrução são significativas: enquanto 7,3% das pessoas brancas não tinham instrução, 14,7% das pessoas pretas ou pardas estavam nesse grupo. Situação inversa ocorreu no nível superior completo: 22,2% das pessoas brancas tinham esse nível de instrução, ao passo que entre as pretas ou pardas a proporção era de 8,8%.
No ano passado, o número médio de anos de estudo das pessoas com 25 anos ou mais foi oito. As regiões Nordeste e Norte ficaram abaixo da média nacional, com 6,7 anos e 7,4 anos respectivamente, enquanto as regiões Sul (8,3 anos), Centro-Oeste (8,3 anos) e Sudeste (8,8 anos) situaram-se acima da média.

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