segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Um grão de terra para Joãozinho


A formiguinha revolve a terra
remexe os grãos
tira daqui leva pracolá

Na labuta e na luta
brinca, sorve, se embriaga
com a mágica poeira que tece e edifica sonhos
que sopra e conduz cacos, ciscos e vidas

E se cobre
se farta
lambuza-se de prazer a diminuta formiga

Inquieto e ensimesmado o esquálido Joãozinho assunta ... assunta ... assunta
empina o corpo tísico para só então perguntar

- Qui gostu tem essa terra daí, formiguinha?
- Sabor de framboesa, sim sinhô.
- Cunheçu não, sô.
- Humm ... umbu, açaí, cupuaçu, pequi, manga, caju ...
- Virge em cruz, gostoso toda vida, gosto de vida.

A formiguinha se enamora da terra
trabalho e construção
casa, coberta, abrigo de turmalina
lazer, pirraça e diversão
mel, comida, barriga cheia, água pura cristalina

Cada grãozinho de terra que a formiga amiga move, é o éden que revolve
Todo grão cintila ouro, exala prata
regurgita safira e diamante
Cada minúsculo pozinho tem trejeitos de mulher amante

Para a formiguinha que tem a terra
tudo é vida
tudo é trabalho tudo é ócio
tudo é mistério, aventura, tudo é só riso

Pobre Joãozinho
Criança miserável e travessa desdenhada por Deus e pelos homens
Só o anjo-pirralho não tem a terra para brincar, para plantar, para colher e para sonhar
Nesse mundão de valha-me-deus
Joãozinho não tem lugar ... qualquer lugar ... um único lugar
No gigante planeta Terra
descomunal santuário, templo sagrado dos espaços mais largos
a vida é estreita porque a gente simples não tem lugar
Não permitem existir na terra uma terra para amar.

Antônio Carlos dos Santos

Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

domingo, 20 de novembro de 2016

Nunca desisti de estudar, diz ex-morador de rua que se formará em direito


Um ex-morador de rua do Distrito Federal trocou o chão frio da Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília, pelo calor das bibliotecas da cidade. Com o sonho de fazer faculdade, Walisson dos Reis Pereira, 30, voltou a estudar, abandonou as ruas, fez o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio e passou no curso de direito de uma universidade particular. Hoje, no oitavo semestre da graduação, ele trabalha como estagiário da Casa Civil, no Governo do Distrito Federal.
Nascido no interior de Minas Gerais, o estudante foi criado pelos avós até os 18 anos e não chegou a completar o ensino médio na época. Como almejava um diploma de ensino superior, decidiu se mudar para Brasília e passou a morar com o pai. Infelizmente, a aproximação com o familiar não foi o que esperava.
“Meu pai me batia sem motivo, era muito violento. Sofri muito durante esse tempo. Até hoje, não nos damos bem. Preferia passar frio, preconceito, pedir esmolas e até passar fome do que morar com ele”, lembra o rapaz que, cansado da violência, fugiu de casa e passou a morar na rodoviária da cidade.
Entre as amizades com comerciantes e passageiros da rodoviária, certo dia Walisson conheceu um idoso que havia decidido pagar um lanche para ele. Foi aí que conversaram sobre o futuro e o ex-morador de rua confessou o desejo de voltar a estudar.
“Eu sempre quis terminar o ensino médio, ficava folheando as revistas e livros de uma banca de jornais que fica por lá [Rodoviária do Plano Piloto]. Então, contei para o senhor que havia procurado uma colégio para concluir os estudos, mas como não tinha residência fixa, não conseguia ser matriculado. Ele então me deu uma conta de luz. Foi o dia mais feliz da minha vida”, conta.
No mesmo dia, o Walisson pegou um ônibus, com dinheiro obtido por esmolas, e foi até o Centro de Educação de Jovens e Adultos na Asa Sul se matricular.
Era o ano de 2012 e o jovem iniciou uma rotina árdua de estudos. Acordava às 5h, ia para a escola e depois passava à tarde toda na biblioteca. Já à noite, por volta de 22h, voltava para dormir na rodoviária.
“Eu nunca desisti de estudar, mesmo nas dificuldades. Queria me esforçar cada dia mais, para sair daquela situação, entende? Tanto que no mesmo ano conclui o ensino médio. Depois, consegui um emprego como entregador de panfleto. Ganhava R$ 20 e aluguei um quarto em Samambaia. Isso foi em 2012”, relembra.
Da rua para a faculdade
Após conseguir sair das ruas e ter o próprio espaço, o estudante decidiu que persistiria no sonho de infância: entrar em uma faculdade. Durante um ano, ele frequentou bibliotecas públicas e se preparou para o Enem.
“Eu sabia das minhas dificuldades. Mas sempre pensava: ‘os outros candidatos têm internet em casa, mais estudo. Não posso ter preguiça, né? Tenho que estudar todos os dias'”, lembra.
Com o esforço, veio o resultado. Walisson garantiu uma vaga numa universidade particular da região. A pontuação no Enem também assegurou o financiamento do curso de direito por meio do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).
Apesar da história de superação, o estudante confessa que não gosta de contá-la para professores e colegas. “Muitos nem sabem o que eu passei. Vão saber agora com a reportagem”, brinca. “Eu sei que tem muita gente metida em faculdades particulares. Fiquei com medo de me acharem coitadinho e ficarem com dó. Eu estou onde estou porque me esforcei.”
Vaquinha para a formatura
Para fechar com chave de ouro a conquista da graduação, Walisson sonha com a festa de formatura, que será realizada no ano que vem. O problema é o gasto que ele terá com a festa.
Financeiramente, a vida do jovem continua com altos e baixos. Ele ganha R$ 760 no estágio. Desse valor, R$ 500 são usados para pagar o aluguel da quitinete onde vive. “O que sobra [quando sobra] eu uso para comer, andar de ônibus e tirar cópia das apostilas”, conta.
Por isso, o rapaz resolveu fazer uma vaquinha virtual para tentar arrecadar R$ 6 mil que precisa para pagar o baile, fotos, roupas e a colação de grau.
Depois que se formar, o estudante espera passar em um concurso público para o cargo de defensor público. O motivo? Ajudar pessoas de baixa renda. “Muita gente não sabe os direitos que têm. Por isso, quero ajudá-los.”
Por Jéssica Nascimento, no UOL
________________

O direito e a corrupção na obra de Shakespeare, aqui.
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.



sábado, 19 de novembro de 2016

Bélgica recruta 'ciberpatrulheiros' para lutar contra ódio nas redes sociais


A Bélgica recrutou 31 jovens "ciberpatrulheiros" com idades entre 18 e 35 anos para lutar contra a intimidação e perseguição na internet, como parte de um programa europeu de combate à discriminação e radicalização nas redes sociais.
"Os jovens enfrentam cada vez mais na internet discursos de ódio. Não apenas racistas, mas também sexistas e discriminatórios", lamenta Isabelle Simonis, ministra belga da Promoção Social, Juventude, Direitos das Mulheres e Igualdade de Oportunidades, que coordena o projeto.
"Acreditamos que é aqui que começa um certo grau de radicalização", explica à AFP, ao destacar que este é sobretudo um "trabalho de prevenção".
O objetivo é formar jovens ativos para que atuem diretamente na rede quando detectarem discursos de incitação ao ódio. O projeto é apoiado pelo Conselho da Europa.
A Bélgica é um país especialmente sensível à questão depois dos atentados de 22 de março em Bruxelas, nos quais morreram 32 pessoas, e pelo fato de a capital belga ter servido de base para o planejamento dos ataques em Paris em novembro de 2015.
O ódio nas redes sociais é um problema global, como demonstram as mensagens publicadas após o Brexit ou a vitória de Donald Trump nas eleições americanas.
Florian Vincent, 19 anos, é um dos "patrulheiros virtuais" belgas.
"Não temos uma estratégia, não somos funcionários, não é um trabalho fixo", conta.
"Mas se durante a navegação pela internet encontramos palavras de ódio, estamos formados e tentamos responder", explica.
Vincent afirma que o trabalho consiste em "aplacar os ânimos e tentar explicar a verdade, a uma pessoa comum que publica algo no Facebook, mas também a um político ou uma pessoa conhecida".
De acordo com o Unia, organismo independente de luta contra a discriminação com sede em Bruxelas, dos 365 casos de estímulo ao ódio registrados na Bélgica no ano passado, 92% vieram da internet e 126 aconteceram no Facebook e Twitter.
Apesar das ameaças on-line cada vez mais numerosas e mais graves, a ministra Isabelle Simonis diz que o programa não pretende criar uma polícia na internet e sim "reforçar a cidadania dos jovens".
O governo belga quer ampliar o projeto aos menores de 18 anos, mas neste caso os "ciberpatrulheiros" teriam que atuar sob a supervisão de um adulto.
Florian Vincent acredita que as escolas também deveriam dar este tipo de formação para desmitificar o a perseguição na internet.
"Não se deve considerar piada tudo que é escrito na internet", conclui.

Por Catherine Bennett, AFP
____________
Para saber mais sobre o livro, clique na figura.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A usurpação da função pública


Loteamento à Temer
No fim da manhã de ontem o telefone tocou num gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto onde despacha o assessor especial do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Sandro Antonio Scodro.
A secretária informou que o assessor, mais conhecido pelo sobrenome, Mabel, tomado de empréstimo de sua antiga fábrica de biscoitos, não estava. Naquele momento, disse, despachava com o presidente.
O despacho não constava da agenda oficial do presidente Michel Temer. Até aí, nada demais. Assessores especiais entram e saem dos gabinetes deste e de quaisquer presidentes sem registro oficial. Assim o fazem o chefe do Gabinete Pessoal, José Yunes, titular, até a posse do presidente, de um escritório de advocacia em São Paulo, e Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado federal pelo PMDB, herdeiro da empresa de alimentos Nutrimental e colaborador de Temer desde a VicePresidência. Assessor especial da Presidência nunca foi nomeado
No time de assessores especiais com franco acesso ao gabinete presidencial está ainda Nelson Tadeu Filipelli, ex-vice-governador do Distrito Federal pelo PMDB que, assim como o titular do cargo, Agnelo Queiroz (PT), foi condenado no fim de outubro pelo TRE por uso da máquina pública em tentativa de reeleição e tornado inelegível por oito anos.
A particularidade que distingue Mabel dos demais assessores é que ele nunca foi nomeado para o cargo que exerce. A explicação colhida na assessoria de comunicação da Presidência é que o ex-deputado, a despeito de ter vendido para a PepsiCo, há cinco anos, a fábrica de biscoitos, sétima maior do país, por um valor estimado, à época, em R$ 800 milhões, não quis se afastar dos negócios que ainda mantém.
Desde o impeachment, Mabel é um dos principais articuladores do presidente. No governo, recebeu a missão de atuar como um dos coordenadores do Fórum Nacional de Desenvolvimento Produtivo. A instância reúne empresários, sindicalistas e representantes do governo para encaminhar propostas sobre alguns dos negócios mais candentes da República, como as mudanças no acordo de leniência para facilitar a reinserção das empreiteiras em contratos públicos. O acordo está para empresas condenadas pela LavaJato, como a Odebrecht, como a delação premiada está para penitenciários de Curitiba, como o ex-deputado Eduardo Cunha.
Foi com o respaldo do fórum que o líder dogoverno, deputado André Moura (PSC-SE), apresentou relatório à proposta sobre o tema que excluía a obrigatoriedade de o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União avalizarem os acordos de leniência, tal como está previsto na Lei Anticorrupção. O texto ia muito além da reinserção das empresas em Licitações públicas. Anistiava e imunizava a celebrante e seus diretores das penalidades já estabelecidas pela Lava-Jato. Era uma versão ainda mais leniente do que aquela tentada pelo governo Dilma Rousseff em medida provisória que extrapolou prazo de tramitação e caducou.
Sandro Mabel coordenou as quatro reuniões realizadas sobre o tema. A lista de presença da primeira delas, realizada no quarto andar do Palácio, registra 58 nomes, entre eles os ministros Marcos Pereira (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), o empresário Jorge Gerdau, os dirigentes das confederações patronais, Luiz Carlos Trabuco (CNF), João Martins da Silva Jr. (CNA), Clésio Andrade (CNT), Antonio Oliveira Santos (CNC), e Mônica Guimarães (CNI), os dirigentes das confederações laborais, Paulo Pereira da Silva (Força Sindical), Vagner Freitas (CUT), Ricardo Patah (UGT), José Calixto (NCST) e Adilson de Araújo (CTB), além dos presidentes do Ipea, Ernesto Lozardo, e do Dieese, Clemente Ganz.
Com tamanha representatividade, o substitutivo, cujo texto acabaria por sumir dos registros da Câmara dos Deputados, não custou a ganhar urgência na Casa. A missão que o abortou se iniciou pelos procuradores de Curitiba, que atribuíram à proposta o enterro da Lava-Jato, agitou os ministros do Tribunal de Contas e aportou no gabinete de Torquato Jardim. O ministro da Transparência não participa do fórum, a despeito de ter assumido a Pasta com a missão primeira de fazer deslanchar os acordos de leniência.
Abordado por Mabel num restaurante de Brasília, Jardim mobilizaria os sindicalistas do patronato e das centrais trabalhistas, além do líder do governo, para convencê-los da inconstitucionalidade da proposta. O novo texto ainda não foi apresentado pelo líder do governo e Sandro Mabel não se dispõe a falar sobre o tema.
Ainda estão sob a alçada do fórum que coordena temas tão palpitantes quanto desoneração às exportações, mudança na lei de Licitações, aquisição de terras por estrangeiros e revisão das áreas públicas e privadas de portos.
Mabel circula com desenvoltura no Congresso desde o primeiro mandato como deputado federal em 1994. Foi relator de temas de grande interesse empresarial, como unificação do ICMS, flexibilização da CLT, ampliação de recursos ao Carf e reestruturação do Cade. No governo Luiz Inácio Lula da Silva agilizou propostas dessas áreas em dobradinha com o então deputado Antonio Palocci, hoje prisioneiro em Curitiba.
No governo Dilma Rousseff foi parceiro de Eduardo Cunha. Temas como a terceirização não teriam andado sem seu empenho. Réu no STF, teve um processo jogado para a primeira instância ao deixar de ser deputado, mas talvez não tenha se livrado da justiça. A revista "Época" identificou trecho de delação a ser homologada na Lava-Jato que atribui a Mabel a autoria de emenda a pedido da Hypermarcas, em medida provisória sobre assunto diverso, esporte brasiliense conhecido como jabuti.
Na Câmara, costuma despachar nos gabinetes das liderança do governo e do PMDB. Ministros e parlamentares se dizem surpreendidos pela ausência de filiação formal do articulador que se identifica, para todos os fins, como assessor especial do presidente da República.
Os governos do PT foram acusados de transformar a Esplanada em cabides de emprego, alguns dos quais abriram portas para malfeitos. O presidente Michel Temer talvez tenha razão em concluir que Mabel não precisa de emprego. O loteamento que autorizou dentro do Planalto é de outra natureza. O artigo 328 do código penal tipifica como crime de usurpação da função pública o ato praticado por alguém que, não estando na posse de cargo público, pratica atos a ele reservados.

Maria Cristina Fernandes, no Valor.

_________________

O direito e a corrupção na obra de Shakespeare, aqui.
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O presidente de uma corte não deveria estar acima de qualquer suspeita?


PF pede quebra de sigilo de ministros do TCU
Brasília. A Polícia Federal (PF) pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, e do Ministro Raimundo Carreiro. Eles são investigados por tráfico de influência no TCU, envolvendo o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente da Corte. Ele é suspeito de Corrupção. As informações são da revista "Época".
Os indícios surgiram durante a apuração de tráfico de influência no TCU. O empreiteiro Ricardo Pessôa, da UTC, acusa Tiago Cedraz de ser o intermediário de repasses para o Ministro Raimundo Carreiro. Pessôa diz, em delação, que pagou R$ 1 milhão a Cedraz, em parcelas de R$ 50 mil. Tiago Cedraz teria vendido informações privilegiadas do Tribunal presidido pelo pai. Tiago nega ligação com a empreiteira.
A revista explica que, a partir da delação de Pessôa, a PF mapeou as relações de Cedraz. Após buscas, dezenas de e-mails e ligações consideradas suspeitas foram descobertas. A partir disso, a Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos ao Supremo Tribunal Federal (STF).
À revista, o Ministro Aroldo Cedraz negou que seja investigado. O Ministro Raimundo Carreiro disse que já forneceu por antecipação seu sigilo bancário, fiscal e telefônico. Ele disse ainda que "das investigações tornadas públicas, no que diz respeito a seu gabinete e a sua pessoa, não consta nenhuma ligação telefônica com o referido advogado".
Tiago Cedraz chamou a atenção nos bastidores de Brasília pela meteórica carreira na advocacia. Aos 34 anos, ele faz parte de um grupo de filhos de autoridades que, apesar do curto tempo na advocacia, exibia uma vida de luxo. A PF descobriu, por exemplo, despesas como R$ 500 mil na festa de casamento, além de quase R$ 3 milhões na compra de apartamento, reforma e material de obras. Ele ainda deu de presente à esposa um BMW de R$ 190 mil.
Ele teria acumulado clientes, sócios, patrimônio, negócios e prestígio político desde a chegada do pai ao cargo de ministro, em 2007. Uma fatia importante das causa de seu escritório, o Cedraz Advogados, está atrelada à pauta de processos do TCU.
Ligações
Segundo a PF, a quebra do sigilo telefônico do escritório de Tiago Cedraz mostra que sua relação no TCU extrapolava o fato de ser filho do presidente da Corte. O escritório ligou 44 vezes para Carlos Maurício Lociks de Araújo, funcionário do gabinete do Ministro Raimundo Carreiro.
Chamaram a atenção dos investigadores ainda as ligações do escritório de Cedraz para o gabinete do pai. Isso porque o presidente do TCU se declara impedido e não julga os casos que envolvem o filho. Para a PF, as ligações mostram que sua atuação extrapolava a relação de parentesco. Foram 186 ligações para o gabinete do pai, sendo 115 para o chefe de gabinete, Sérgio Teixeira Albuquerque, e outras para três servidoras.

Por outro lado, Cedraz fez 49 ligações para números da UTC, incluindo Ricardo Pessôa. As datas coincidem com os repasses citados pelo empreiteiro.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

No mês da consciência negra, o que dizer? Que "Todo dia é dia de consciência negra".

No livro “Todo dia é dia de consciência negra” a discussão é sobre a escravidão e o processo abolicionista brasileiro. 
De maneira contundente, o texto registra fatos históricos como os reproduzidos num anúncio publicado no Jornal da Bahia, edição do dia 09 de abril de 1858:
“Em Gravatá, número 44, se vendem dois negrinhos muito bonitos e sem defeitos, a fêmea com 10 anos e o macho com 9”.
Do Brasil colônia, a narrativa teatral chega aos dias atuais, não sem antes passar por:
- Rui Barbosa, Castro Alves, Joaquim Nabuco e José do Patrocínio;
- pelo exército brasileiro que, após a guerra do Paraguai, entregou a carta de alforria para os escravos que tinham se alistado para a guerra; 
- a lei Euzébio de Queiroz, a lei dos Sexagenários, a lei Áurea;
- a mobilização da população.

Coleção Educação, Teatro & História 
A coleção - desenvolvida especialmente para estudantes - compõe-se de 4 livros, num mergulho pela história do Brasil, desde os idos da colônia, até chegar a terra Brasilis contemporânea. 
São 4 peças teatrais completas, escritas no formato de jogral, integrando canto e coro, poesia e trova, oratória e interpretação dramática. 

Integram a coleção: 
•Livro 1 – Todo o dia é dia de independência 
•Livro 2 – Todo o dia é dia de índio 
•Livro 3 – Todo o dia é dia de consciência negra 
•Livro 4 – Todo o dia é dia de meio ambiente 
Para saber mais, clique aqui.
Para comprar o livro, clique aqui.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Renan busca aval de Temer a ações contra Judiciário


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), buscou respaldo político do Palácio do Planalto, da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União (TCU) para as ações que tem levado adiante no Congresso Nacional contra o Poder Judiciário e o Ministério Público. As recentes movimentações de Renan foram o principal assunto de um encontro com o presidente Michel Temer, Rodrigo Maia (DEMRJ), chefe da Câmara, e Aroldo Cedraz, presidente do órgão de fiscalização de contas. Em almoço realizado anteontem na residência oficial do Senado, no qual foram servidos feijoada e caipirinha, participaram também o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE); o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco; o ex-presidente José Sarney; e outros dois ministros do TCU, Bruno Dantas e Vital do Rêgo Filho. Procuradas, as assessorias de Temer, Renan, Maia e dos demais convidados não retornaram.
O Estado apurou que Renan, que deixa a presidência do Senado em fevereiro, tratou do pente-fino que pretende fazer em “supersalários” de servidores do Judiciário e do MP e afirmou que deve anunciar nesta semana um novo relator para o projeto da Lei de Abuso de Autoridade, que, na prática, limita a atuação de investigadores. A proposta tem sido alvo de críticas da Lava Jato, que apura envolvimento de políticos do PT, PMDB e PP, entre outros partidos, no esquema de Corrupção na Petrobrás. Renan afirmou aos presentes que a comissão criada na quinta-feira para investigar os contracheques de quem ganha acima do teto do funcionalismo vai “incomodar muito”. Ele citou como exemplo a ser investigado o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), onde haveria significativo número de funcionários com altos rendimentos. O presidente do Senado também apontou como contrassenso o fato de, atualmente, os magistrados receberem como pena máxima diante de infrações a aposentadoria compulsória.
Ele lembrou da decisão de terça-feira tomada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza Olga Regina de Souza Santiago, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Ela é acusada de envolvimento com narcotraficantes e recebeu a aposentadoria. Em sua defesa, Olga tentou justificar o recebimento dos pagamentos alegando que um traficante teria se interessado pela sua casa de veraneio. Presente nas conversas, Temer ouviu os interlocutores, mas não fez nenhum comentá- rio a respeito. Apesar do silêncio do presidente, nas avaliações colocadas no encontro e em conversas entre integrantes da cúpula do Congresso, o entendimento é de que o avanço das investigações por parte da comissão servirá para mostrar as “mazelas” do Judiciário, em um momento em que vários setores da sociedade e os parlamentares discutem como implementar o teto dos gastos públicos. Alguns dos presentes chegaram até a desafiar quem vai à comissão defender o pagamento de “supersalários”, estimados em até R$ 200 mil.

Em meio às argumentações de Renan, o presidente do TCU se colocou à disposição para ajudar no levantamento e cruzamento de dados dos supersalários. O filho de Aroldo, o advogado Tiago Cedraz, é citado em depoimentos do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia e um dos delatores da Lava Jato. Tiago alega que nunca patrocinou nenhum caso do grupo UTC perante o TCU. Convite. Renan comunicou aos presentes sobre o convite que fará ao juiz Sérgio Moro, um dos principais responsáveis por conduzir a Lava Jato, para discutir o projeto que altera a Lei de Abuso de Autoridade.
A proposta passou a ser defendida mais intensamente por Renan após ser deflagrada a Operação Métis, em que policiais federais fizeram busca e apreensão nas dependências do Senado, com autorização de um juiz federal. Integrantes da cúpula do Congresso consideram que Moro não vai se posicionar a favor de abusos cometidos por autoridades nem fazer da comissão um “palanque”. Segundo presentes à reunião, apesar das críticas, Renan estava descontraído e chegou até a brincar com a escolha da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para a relatoria da comissão. Segundo ele, não escolheu o futuro líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), em razão de “a cota de coragem” do senador já ter se esgotado. Os dois peemedebistas constam hoje do rol de congressistas que são investigados na Operação Lava Jato e negam qualquer irregularidade em suas condutas. Câmara. As conversas também trataram da sucessão na Câmara dos Deputados, prevista para fevereiro. Na frente de Maia, Renan ressaltou que vê legitimidade na tentativa do deputado em pleitear a reeleição.
Planalto rejeita intervenção federal no Estado do Rio
Presente na feijoada servida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anteontem, o presidente Michel Temer ressaltou nas conversas que o governo não pretende acatar possível pedido de intervenção federal por parte do Estado do Rio. De acordo com presentes ao encontro, Temer defendeu que uma solução seja encontrada para todos os Estados em dificuldades financeiras. Um dos caminhos lembrados é a securitização, operação que também é defendida pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e consiste em “vender” receitas esperadas para o futuro e, com isso, antecipar parte do dinheiro. Segundo relatos, Temer estava descontraído e bebeu caipirinha. O presidente reafirmou que vai encaminhar o projeto da reforma da Previdência neste ano, mas não o texto da reforma trabalhista. / E.D.
Por Erich Decat, em O Estadão

_____________
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.
O livro contém o texto original de Nicolai Gogol, a peça teatral “O inspetor Geral”. E mais um ensaio e 20 artigos discorrendo sobre a realidade brasileira à luz da magnífica obra literária do grande escritor russo. Dessa forma, a Constituição brasileira, os princípios da administração, as referências conceituais da accountability pública, da fiscalização e do controle - conteúdos que embasam a política e o exercício da cidadania – atuam como substrato para o defrontar entre o Brasil atual e a Rússia dos idos de 1.800. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ações contra a corrupção opõem MPF e Defensoria

Prestes a ser votado por deputados da comissão especial da Câmara, o projeto de lei 4.850/2016, que propõe mudanças na legislação para endurecer o combate à corrupção, não é unanimidade no meio jurídico. 

Em debate promovido pelo GLOBO, procuradoras do Ministério Público Federal, instituição que criou a campanha "Dez medidas contra a corrupção", e defensores públicos do Estado do Rio, cuja entidade lançou uma contra-campanha intitulada "Dez medidas em xeque", defenderam argumentos a favor e contra as propostas.

O debate entre os juristas foi transmitido ao vivo no site e na página do GLOBO no Facebook. Durante uma hora, as procuradoras regionais da República Silvana Batini e Mônica de Ré detalharam a proposta, que teve origem na força-tarefa da Operação Lava-Jato, em Curitiba. As ações chegaram ao Congresso por iniciativa popular depois de reunir dois milhões de assinaturas.
Entre os pontos defendidos pelo MPF estão a criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos, a recuperação do lucro derivado do crime e o aumento das penas para a corrupção, que, segundo o projeto, seria tornada crime hediondo. Mais, aqui.
___________
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.




domingo, 13 de novembro de 2016

O número de homicídios e o de políticos impunes


Cármen Lúcia disse que o número de homicídios no Brasil é "incompreensível".
"O cidadão precisa dormir sabendo que o alto número de homicídios não ficará sem resposta. Por isso é preciso que as metas sejam cumpridas. Se inicia esforço concentrado para que o cidadão saiba que nos preocupamos, sim, com cada um que é morto e que à lei que fixa esse crime há de ser dado cumprimento em tempo que a Constituição chama de razoável. Para que o cidadão saiba que estamos comprometidos e para que crimes não fiquem impunes, nas prateleiras, para evitar a sensação de impunidade. Temos que trabalhar para que o cidadão acredite no Estado para mudar esse quadro que não é aceitável", disse ela.
O número de políticos impunes pelo STF e STJ também é incompreensível e este site acha que uma coisa tem relação com a outra.

________________
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

sábado, 12 de novembro de 2016

Quem pode responder?


Um prefeito do PSDB disse ter sido procurado por advogados que lhe prometeram comprar liminares no gabinete de Francisco Falcão, do STJ, e de Ricardo Lewandowski, no STF.

O caso foi relatado pelo Jota:
“O prefeito afastado de Ferraz de Vasconcelos, em São Paulo, Acir Filló, protocolou uma denúncia no CNJ e na PF em que relata ter sido procurado por advogados que, mediante pagamento de quantias que variavam de R$ 800 mil a R$ 2 milhões, prometiam comprar liminares no STJ e no STF (…).
Acir Filló disse não ter aceito a proposta. No STJ, seu pedido de retorno ao cargo foi rejeitado. Ele decidiu então recorrer ao Supremo. O ex-prefeito confiava na vitória porque Lewandowski, presidente naquele momento, havia concedido diversas liminares para que prefeitos afastados voltassem ao cargo (…).
Cinco ou seis advogados teriam pedido a Filló valores que variaram de R$ 1,8 milhão a R$ 2 milhões (…).
O ex-prefeito disse não ter aceito a proposta. Mas reclama que, ‘apesar de o ministro Lewandowski ter retornado ao cargo praticamente todos os prefeitos que foram afastados, alguns inclusive com casos gravíssimos de corrupção e outros crimes, o meu caso, minha liminar foi negada. Pasmem, foi indeferida!
Se eu tivesse aceito a proposta criminosa do advogado inescrupuloso e conseguido o absurdo valor para comprar a decisão, será que eu teria tido êxito no julgamento no STF? Quem pode responder?’”

______________
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Papo bom: quais os efeitos de estimular a criança a conversar a partir da leitura


A leitura proporciona um mundo de descobertas no imaginário infantil. E quando o adulto que media a história conversa com a criança, esse momento de interação e aprendizado torna-se ainda mais rico. Por isso, o importante é ler a história e acompanhar o interesse da criança.
Os efeitos de estimular a conversa a partir do que a leitura evoca vão acompanhar as crianças em seu crescimento pessoal e intelectual. Ao entrar em contato com palavras novas, por exemplo, ela vai ampliar seu vocabulário. A capacidade de se concentrar e de permanecer atenta também é desenvolvida, além de uma maior habilidade de se comunicar.
A conversa ainda estimula a habilidade de se relacionar, e isso facilita a convivência com outras crianças e adultos. Além disso, os diversos aspectos da narrativa, como os personagens, os problemas vividos por eles e os elementos de fantasia possibilitam à criança lidar com seus próprios sentimentos, já que ela pode se identificar com as situações vividas nas histórias.

Como conversar?
Quando o adulto assume o papel de mediador da leitura, está se colocando como uma ponte entre a criança e o livro. O verdadeiro leitor é a criança. Dessa forma, as questões, pausas e eventuais interrupções na leitura serão indicados pela criança. Aos poucos, os adultos atentos e disponíveis entendem o ritmo da criança, suas preferências, medos e desejos. Cada criança vai interagir de uma maneira diferente ao ler a história mediada pelo adulto.
Conversar também é um recurso para o adulto com alguma dificuldade na leitura. Ele pode escolher um texto mais simples, ou criar uma história. Para isso, pode explorar as ilustrações e verificar se criança quer participar da construção da história ou se prefere somente ouvir.

Manusear o livro
Ler não é apenas uma experiência cognitiva, é também estética. Por isso, os adultos devem deixar as crianças manusearem o livro, explorar suas imagens e texturas. Se por acaso rasgar, convide a criança para consertá-lo com você. Dessa maneira, ela aprenderá também a cuidar e a valorizar o livro.

G1


Dicas para incentivar a leitura infantil



 Dicas para incentivar o hábito da leitura infantil
A criança que lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ter contato com obras literárias, desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença.

A família tem o papel de mostrar para a criança que a leitura é uma atividade prazerosa, e não apenas uma obrigação. As crianças precisam ser encantadas pela leitura.

Para isso, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido.

No período da alfabetização, é interessante misturar a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a ela ilustre uma história. Além disso, para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro e sempre valorizá-lo. Fica então uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho.


A seguir, confira algumas dicas que, se realizadas com determinação e disposição, podem garantir que o seu filho em fase de alfabetização seja um pequeno grande leitor:

1. Respeite o ritmo e o gosto do seu filho
Não se preocupe caso ele leia livros que você considere muito infantil. Cada criança vai apresentar uma evolução diferente em relação isso. Provavelmente, ele escolherá livros diferentes do que você escolheria para ele e seu respeito em relação a isso é essencial. Incentive a leitura que parecer mais agradável a ele e, aos poucos, ele próprio irá buscar outros estilos.

2. Faça passeios que tragam a leitura para o cotidianoProcure proporcionar passeios a livrarias, bibliotecas, museus e ambientes que façam parte de cenários dos seus livros. Por exemplo: caso ele esteja lendo algo sobre animais, proporcione um passeio ao zoológico.

3. Incentive a leitura antes de dormirEnquanto o pequeno ainda não souber ler, leia para ele todas as noites. Isso vai fazer com que ele tenha vontade de aprender ainda mais rápido. Assim que ele próprio já puder fazer a leitura, incentive para que ele tenha alguns minutos para isso, todas as noites, e providencie um abajur para ficar ao lado da sua cama.

4. Improvise representações dos livrosOrganize apresentações teatrais entre ele e seus amigos, para que encenem a história que acabou de ler. Ajude-os na criação de cenários e figurinos e chame uma pequena plateia para prestigiá-los.


5. Organize um clube do livroProponha aos pais dos amigos do seu filho que criem um clube do livro. A cada mês, escolham a história para que todos leiam e depois organizem debates e encenações sobre a obra. Podem ainda promover trocas de livros entre si, incentivando assim que eles conheçam diferentes tipos de estilos literários.

6. Ajude-o a ler melhorCaso a criança tenha dificuldades para ler, é essencial que os pais o ajudem nisso. Leia para ele, acompanhe suas leituras em voz alta, tire dúvidas e o incentive a não desistir.

Expresso MT

"Estórias maravilhosas para aprender se divertindo", uma coleção com 10 livros infantis e juvenis:


Quer saber mais, clique aqui.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Sting feat Lady Gaga - King of Pain (Live HD)





Dicas para incentivar a leitura infantil



 Dicas para incentivar o hábito da leitura infantil
A criança que lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ter contato com obras literárias, desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença.

A família tem o papel de mostrar para a criança que a leitura é uma atividade prazerosa, e não apenas uma obrigação. As crianças precisam ser encantadas pela leitura.

Para isso, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido.

No período da alfabetização, é interessante misturar a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a ela ilustre uma história. Além disso, para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro e sempre valorizá-lo. Fica então uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho.


A seguir, confira algumas dicas que, se realizadas com determinação e disposição, podem garantir que o seu filho em fase de alfabetização seja um pequeno grande leitor:

1. Respeite o ritmo e o gosto do seu filho
Não se preocupe caso ele leia livros que você considere muito infantil. Cada criança vai apresentar uma evolução diferente em relação isso. Provavelmente, ele escolherá livros diferentes do que você escolheria para ele e seu respeito em relação a isso é essencial. Incentive a leitura que parecer mais agradável a ele e, aos poucos, ele próprio irá buscar outros estilos.

2. Faça passeios que tragam a leitura para o cotidianoProcure proporcionar passeios a livrarias, bibliotecas, museus e ambientes que façam parte de cenários dos seus livros. Por exemplo: caso ele esteja lendo algo sobre animais, proporcione um passeio ao zoológico.

3. Incentive a leitura antes de dormirEnquanto o pequeno ainda não souber ler, leia para ele todas as noites. Isso vai fazer com que ele tenha vontade de aprender ainda mais rápido. Assim que ele próprio já puder fazer a leitura, incentive para que ele tenha alguns minutos para isso, todas as noites, e providencie um abajur para ficar ao lado da sua cama.

4. Improvise representações dos livrosOrganize apresentações teatrais entre ele e seus amigos, para que encenem a história que acabou de ler. Ajude-os na criação de cenários e figurinos e chame uma pequena plateia para prestigiá-los.


5. Organize um clube do livroProponha aos pais dos amigos do seu filho que criem um clube do livro. A cada mês, escolham a história para que todos leiam e depois organizem debates e encenações sobre a obra. Podem ainda promover trocas de livros entre si, incentivando assim que eles conheçam diferentes tipos de estilos literários.

6. Ajude-o a ler melhorCaso a criança tenha dificuldades para ler, é essencial que os pais o ajudem nisso. Leia para ele, acompanhe suas leituras em voz alta, tire dúvidas e o incentive a não desistir.

Expresso MT

"Estórias maravilhosas para aprender se divertindo", uma coleção com 10 livros infantis e juvenis:


Quer saber mais, clique aqui.