quinta-feira, 26 de maio de 2016

Leitura é hábito de 56% da população, indica pesquisa

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A leitura é um hábito de 56% da população brasileira, segundo pesquisa divulgada hoje (18) pelo Instituto Pró-Livro (IPL). Para ser considerado um leitor, pela metodologia do estudo, é necessário ter lido ao menos um livro nos últimos três meses. Ao todo, foram ouvidas 5 mil pessoas em todas as regiões do Brasil, entre 23 de novembro e 14 de dezembro de 2015. Em relação aos dois últimos estudos feitos pela organização, o percentual de leitores variou pouco, eram 55%, em 2007, e 50% em 2011.

Em média, os entrevistados disseram ter lido 2,54 livros nos últimos três meses, sendo 1,06 do começo ao fim. Entre os que têm o hábito da leitura, a média é de 4,54 livros no período, com 1,91 inteiro.

Para o presidente do IPL, Marcos da Veiga Pereira, a falta de tempo e o tamanho dos esforços necessários para difundir o hábito dificultam a ampliação do número de leitores. “Tanto na educação quanto na área cultural, o investimento é muito grande e de longo prazo”, ressaltou. “Na escola você tem que ter um investimento no professor, na biblioteca escolar e no mediador de leitura. A gente precisa trazer esses programas, como o convívio com os autores”, sugeriu.

Segundo Pereira, esse deve ser um trabalho conjunto e desenvolvido por entidades do setor privado, organizações não governamentais e o Poder Público.

Preferências

Entre os leitores, 42% disseram ter o hábito de ler a Bíblia. Em seguida, entre as leituras frequentes, aparecem os livros religiosos, os contos e os romances, com 22% da preferência do público. Os livros didáticos são habituais para 16% da população e os infantis, para 15%.

As bibliotecas ganharam espaço como local de leitura. Em 2007 e 2011, esses locais eram usados por 12% dos leitores. Na nova versão da pesquisa, referente a 2015, 19% dos entrevistados que costumar ler disseram usar a biblioteca para essa atividade. No entanto, a casa ainda é o principal local de leitura, utilizado por 81% dos leitores. Em seguida vem a sala de aula, com 25% da preferência dos leitores.

Apesar de 77% dos leitores terem dito que gostariam de ter lido mais, 43% disse que não o fez por falta de tempo. Entre os que não tem o hábito da leitura, 32% alegou a mesma razão para não se aproximar dos livros. Outros 28% disseram simplesmente que não gostam de ler e 13% que não tem paciência.

O percentual das pessoas que disseram não ter problemas para ler caiu de 48%, em 2007 e 43%, em 2011, para 33%, em 2015. Entre os que têm dificuldades, a limitação com maior número de menções é a falta de paciência (24%), em seguida estão os acreditam que leem muito devagar (20%) e os que tem problemas de visão (17%).

Por Daniel Mello, da Agência Brasil



quarta-feira, 25 de maio de 2016

Documentário brasileiro é premiado em Cannes

"Cinema Novo", dirigido por Eryk Rocha, garante primeira premiação ao Brasil no festival. Documentário conta história do movimento cinematográfico dos anos 60 que teve como um dos expoentes o diretor Glauber Rocha.

Imagem do documentário "Cinema Novo"
O filme brasileiro Cinema Novo foi o vencedor neste sábado (21/05) da premiação paralela de melhor documentário no Festival de Cannes, o Olho de Ouro.
O documentário de Eryk Rocha conta a história do movimento cinematográfico brasileiro dos anos 1960, que teve como expoentes os diretores Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos. Ele usou imagens de arquivo e trechos de mais de 100 filmes, como Terra em Transe e Rio, 40 Graus.
Durante a premiação, Rocha, que é filho de Glauber Rocha, disse que o objetivo do documentário é levar à reflexão sobre os questionamentos levantados pelo movimento acerca da política e do cinema. "Era um movimento de futuro", disse.
O prêmio criado em 2015 teve entre os jurados o diretor do festival de documentários É Tudo Verdade, Amir Labaki. O filme foi exibido na mostra Cannes Classic.
Cinema Novo garantiu a primeira premiação ao Brasil em Cannes. O longa Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, e o curta A Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria, disputam a Palma de Ouro 2016, cada um em sua categoria. A mostra termina neste domingo.
Da Deutsche Welle

terça-feira, 24 de maio de 2016

Mãe





para dona Geralda Carneiro

O único cadinho de Deus que nos é permitido tocar
de Rodoux Faugh

Quem, senão Deus, teria o dom da criação?

Quem, senão Deus, teria recebido a santa graça
de fazer romper das trevas a luz?
de fazer brotar na matéria bruta a alma e o espírito que anima
e movimenta
e dá curso, sentido, harmonia ao gesto?

Quem, senão Deus, seria capaz de abraçar sem constranger
abrigar sem algo cobrar
aconchegar sem o quê do desdenhar
doar sem a fração vil do trocar
estimular, elevar, orientar, corrigir
assim naturalmente, bem naturalmente
como se estivesse a respirar, cantarolar?

Responda caso exista na terra quem guarde a chave do segredo-mater

Quem, senão Deus, seria capaz de insinuar o rasante sereno, frágil e
sublime da borboleta-azul
mas ousar o vôo soberano, impetuoso e virtuoso da águia-real?

Seria a mãe-do-sol?

A mãe-do rio talvez...

Ou seria a mãe-do-ouro, a senhora reluzente que
guarda todas as minas do precioso torrão dourado?

Poderia ser a mãe-do-fogo, a alva tora de madeira que guarda diligente
a chama por longos dias?

Investigo e não encontro quem – à semelhança de Deus – teria o
poder de sussurrar ‘fiat lux’
dobrando a escuridão numa via larga que irradia clara claridade

Então recorro à mãe-da-mata, à mãe-da-lua
à mãe-da-taoca, à mãe-de-anhã
à mãe-de-aratu, à mãe-de-tamaru

Inquiro à mãe-de-balata, à mãe-da-tora

Do infinito, responde um silêncio denso... chego a pressenti-lo
sim, consigo tocá-lo

Então me quieto num esforço quase insano para escutar o coração

E ele bate, e rebate, e repica num frenesi afoito
e ressoa intensamente, se impacienta, clama e ser arvora no direito de responder

E o faz também inquirindo

Quem exala, com intensidade, carinho
e dissemina, com grandeza, perdão
e semeia, com graça-divina, amor
senão a mãe que origina e amamenta
sustenta, educa e, educando, germina o planeta?
Quem?, senão a mãe que acompanha
e edifica
nascida para ungir o mundo de centelhas e luzes, como nas infindáveis
explosões solares?
Sim, a fonte originária, a fonte primeira

A santa-madre
a mulher-deusa
a única capaz de avançar no paraíso
para de lá extrair rebentos, filhos, fachos de vida

Mãe: eis aqui a nossa resposta!
Porque mãe é o único cadinho de Deus que nos é permitido tocar.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Encheu o saco? Reprova


Quando, utilizando uma fita métrica, verificamos que o quadro negro mede oito metros de comprimento por um e meio de largura, estamos efetuando uma medida. Mas quando informamos que o quadro negro não passa pela porta da sala de aula, já estamos avaliando. A avaliação deve ser um processo importante para o aluno, mas também para o professor, os gestores educacionais e para a comunidade. A todo este conjunto permite verificar se as metas estão sendo adequadamente atingidas, estimulando ou refreando o ritmo da caminhada.

No caso específico dos alunos, o professor deve trabalhar o conceito de avaliação não como tem sido entendido até aqui, como uma mera e reles medida, um instrumento de punição, um açoite na mão de feitor. O conceito de avaliação compartilhado por alunos e professor deve ser aquele que defina o instrumento como um processo maior, em que a nota, a medida, faça parte de um conjunto de componentes e referências outras, que se complementam umas às outras. Deve propiciar ao aluno a oportunidade de verificar, com absoluta clareza, o quanto tem assimilado de conteúdos pedagógicos, de conhecimentos, e se deve se esforçar mais, e em que direção, prazo, intensidade e profundidade, conforme sua condição específica.

Mas para que isto ocorra, o aluno deve ser chamado à participação em setores antes reservados exclusivamente aos educadores. O professor e os gestores educacionais sempre avocaram a si a tarefa de definir o que o aluno deve aprender, como, quando e com quem. Hoje isto não é mais aceitável. A sociedade avançou no sentido de assegurar direitos às crianças e a juventude. Além do mais, se o aluno percebe abertos os canais de participação, se vê componente importante do processo, aprofunda seus vínculos e compromissos com a aprendizagem, com seus agentes e com a instituição. É uma educação diferenciada, de qualidade.

Isso nada tem a ver com o democratismo, a falta de autoridade, a completa ausência de limites e parâmetros, a mais pura libertinagem que tem assolado grande número de centros de ensino, enxovalhando a relação educador-aluno, trazendo prejuízos dificilmente reparáveis a todas as partes.

A educação que me refiro tem a ver tão somente com a busca por melhores resultados, com a qualificação da educação, com a necessidade de satisfazer os atores envolvidos, de responder às expectativas dos educadores, mas também dos alunos, pais e da sociedade.

Enganam-se os professores que, conformando-se com uma mera medida – a nota – imaginam que seus alunos não são capazes. O fato de não dominarem o saber acadêmico, não os tornam cegos e néscios. É preciso atentar para o conhecimento específico que só eles possuem, fruto dos valores compartilhados por sua geração e da cultura familiar e da comunidade em que vivem e atuam. Esses elementos, apropriados pelo mestre, podem emprestar às aulas a dinâmica e o interesse perdidos em algum lugar do caminho entre a casa e a escola.

Neste contexto, os alunos com menor índice de aproveitamento, devem receber, por parte do professor, um acompanhamento mais amiúde, mais específico, mais solidário, de modo que se sinta em condições de acompanhar o ritmo dos colegas de sala.

Para o educador, a avaliação deve ser um instrumento que possibilite a permanente simbiose avaliação-ação-reflexão-avaliação-ação-reflexão .... É esta dinâmica o elo capaz de manter os agentes da educação em correspondência com o que dele se espera.

E aqui importa ressaltar a diferenciação entre eficiência e eficácia.

O professor que rigorosamente observa as regras e procedimentos, deixando atualizado o livro de ponto; observando os horários de início e término das aulas; ministrando religiosamente todas as aulas; recolhendo à secretaria no período estipulado as notas, avaliações e diários; participando de todas as reuniões pedagógicas, estará sendo deveras eficiente. Mas só estará sendo eficaz se conseguir, de fato, ensinar e transmitir os conteúdos, se conseguir encantar os alunos, despertar neles a curiosidade pelo conhecimento, a volúpia pelo saber, o interesse pelo estudo, pela investigação, se conseguir fazer com que interajam o que aprenderam na escola com o que vivenciam fora dela.

É óbvio ululante que boa parte dos nossos educadores e de nossas instituições não se pautam pela eficácia. Conformam com a eficiência esterilizada dos cemitérios. Como os túmulos caiados de que falam as escrituras sagradas. Alvos e límpidos por fora, mas putrefatos por dentro.

Também a comunidade deve ser chamada à participar com maior intensidade, envolvendo-se neste rico processo de avaliação. Porque a escola não deve se voltar para o umbigo, mas para o aprofundamento das interações com a comunidade em que está inserida.

Uma avaliação precisa e criteriosa é um bom instrumento para mudarmos ou adequarmos o rumo, a direção. A embarcação em que navega a educação brasileira adornou e está fazendo água. Cuidar para que ela não vá a pique é uma responsabilidade premente de cada um de nós.

Antônio Carlos dos Santos - criador da metodologia de Planejamento Estratégico Quasar K+ e da tecnologia de produção de Teatro Popular de Bonecos Mané Beiçudo. acs@ueg.br

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Os construtores do amanhã



O amanhã será construído pelas crianças de hoje, pelos que se estranham com as espinhas e o corpo disforme; e o depois de amanhã pelos que ainda engatinham e mantêm as fraldas molhadas.

O horizonte da humanidade será mais ou menos largo dependendo da qualidade desses futuros engenheiros, muitos já encomendados, muitos mais ainda por nascer.

Sim, o mundo será melhor ou pior dependendo dos princípios e valores que legarmos aos nossos filhos e netos.

E só a eles caberá a tarefa de consertar, reformar, reinventar ou simplesmente destruir o que por nós foi erigido.

Se assim é, se a responsabilidade que já pesa sobre os ombros dos pirralhos é tamanha, é de todo importante que respondamos com pertinácia e clareza: como estamos criando os nossos pequenos? Que educação estamos legando? Estamos criando crianças por demais mimadas, que pelo excesso de carinho e mel, não terão – quando necessário – a têmpera e o vigor que exigem as longas e exaustivas travessias? Serão dotadas dos predicados que forjam o caráter do justo, do guerreiro, do sábio? Ou as características que emolduram a hipocrisia, a covardia, a mesquinharia? Serão desbravadores de horizontes, realizadores, empreendedores, aqueles que sonham com a cabeça nas nuvens e os pés na terra? Ou meros figurantes que se contentam em se encostar onde o vento vai deitar o cisco?

É comum, nas datas especiais, a propaganda - exteriorizada de forma onipresente - ostentar ares de divindade. Massificada, utiliza-se de todos os subterfúgios para criar modelos, vontades e desejos. Sempre disponíveis, curiosas e volúveis, as crianças são as vítimas preferenciais, as mais vulneráveis às políticas da banalidade do consumismo rasteiro, vendendo frivolidades como fossem vitais necessidades.

Hipnotizados, os filhos exigem o presente com a devida especificação. Não vale genérico, similar ou assemelhado. A exigência é inquestionável, peremptória. Com rigor alemão, o presente ‘pedido’ dever ser entregue conforme o ritual ordenado: marca, cor, tamanho, valor, textura, dia, hora e local do ato... Não sendo assim, a revolução estará instalada.

E mesmo com sacrifício, endividados, os pais assentem e aderem à pantomina porque, na realidade, estão comprando o silêncio e a cumplicidade dos filhos, pelo tempo que já não têm, pelo compromisso com a paternidade que ficou perdido em algum lugar do caminho, pela historinha não contada ao pé da cama, pelas confraternizações e reuniões na escola sempre solenemente ignoradas, pelas relações familiares que se coisificaram, perderam qualidade... Pelada de futebol, pula corda, amarelinha, finca, pião? “Talvez um outro dia, quem sabe?”

Temos que rever a forma como criamos os filhos. Temos que rever a forma como estamos levando nossas vidas.

Os pequenos são tão importantes para a sustentabilidade futura das nações que os países desenvolvidos estimulam a reprodução. O governo da Suécia, por exemplo, paga, por mês, 150 dólares até que a criança complete 16 anos. Na Rússia, o auxílio é de 9.000 dólares pelo segundo filho. Na Austrália, US$ 4.000,00 e assim por diante.

É que, enquanto nos países pobres a população chegará a 7,9 bilhões de habitantes até o ano de 2.050, nos países ricos se estabilizará em 1,2 bilhão.

A queda da taxa de fecundidade nos países ricos e o aumento da expectativa de vida em virtude da melhoria das condições de vida têm gerado menos crianças e muito mais velhos. Um problema e tanto. Com o envelhecimento da população, o impacto econômico é o primeiro que se faz sentir. A produtividade é diretamente proporcional à força de trabalho. A equação é linear, sem complexidade alguma. Menos produtores, menos riqueza produzida, menos consumo, menos arrecadação, menos... É tão somente subtração, diminuição.

Como nos demais países em desenvolvimento, esta grave questão ainda não se incorporou ao nosso rosário de problemas. No Brasil a questão mais relevante é a qualidade da educação, ou melhor, a falta de. E não nos enganemos, muito do caos que se verifica no setor decorre da omissão dos pais, tanto em relação aos filhos, como em relação às autoridades, aos políticos, aos governantes.

A ação governamental, em qualquer democracia, decorre da força, da pressão - legal e legítima - que a sociedade exerce sobre o poder constituído. Se esta mobilização, se esta pressão social por melhorias carece de qualidade, então o governo faz o que quer. E geralmente, o que quer está muito distante do que deseja e anseia a sociedade.

Antônio Carlos dos Santos – criador das seguintes metodologias:
©Planejamento Estratégico Quasar K+;
©ThM – Theater Movement; e
©Teatro popular de bonecos Mané Beiçudo.


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Para saber mais, clique na figura

Dramaturgo, o autor transferiu para seus contos literários toda a criatividade, intensidade e dramaticidade intrínsecas à arte teatral. 

São vinte contos retratando temáticas históricas e contemporâneas que, permeando nosso imaginário e dia a dia, impactam a alma humana em sua inesgotável aspiração por guarida, conforto e respostas. 

Os contos: 
1. Tiradentes, o mazombo 
2. Nossa Senhora e seu dia de cão 
3. Sobre o olhar angelical – o dia em que Fidel fuzilou Guevara 
4. O lugar de coração partido 
5. O santo sudário 
6. Quando o homem engole a lua 
7. Anos de intensa dor e martírio 
8. Toshiko Shinai, a bela samurai nos quilombos do cerrado brasileiro 
9. O desterro, a conquista 
10. Como se repudia o asco 
11. O ladrão de sonhos alheios 
12. A máquina de moer carne 
13. O santuário dos skinheads 
14. A sorte lançada 
15. O mensageiro do diabo 
16. Michelle ou a Bomba F 
17. A dor que nem os espíritos suportam 
18. O estupro 
19. A hora 
20. As camas de cimento nu 

___________


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________________

AS OBRAS DO AUTOR QUE O LEITOR ENCONTRA NAS LIVRARIAS amazon.com.br: 

A – LIVROS INFANTO-JUVENIS: 

I – Coleção Educação, Teatro e Folclore (peças teatrais infanto-juvenis): 

II – Coleção Infantil (peças teatrais infanto-juvenis): 
Livro 8. Como é bom ser diferente 

III – Coleção Educação, Teatro e Democracia (peças teatrais infanto-juvenis): 

IV – Coleção Educação, Teatro e História (peças teatrais juvenis): 

V – Coleção Teatro Greco-romano (peças teatrais infanto-juvenis): 

B - TEORIA TEATRAL, DRAMATURGIA E OUTROS
VI – ThM-Theater Movement: 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Professor no Afeganistão pedala e leva livros a vilas remotas


Saber Hosseini, um professor de Bamiyan, no Afeganistão, transformou sua bicicleta em uma biblioteca itinerante, dando inicio ao projeto “Children’s Book Foundation”. Todo fim de semana, ele carrega sua bike com livros e os leva até vilarejos remotos, onde não existem escolas, dando assim oportunidade as crianças locais de terem acesso a livros e educação.

Hosseini conta que a ideia surgiu há seis meses, quando conversou sobre o projeto com alguns amigos. Estes, gostaram da iniciativa, e fizeram algumas doações para ajudar o professor a comprar os primeiros livros. No início, a biblioteca contava com 200 exemplares. Hoje, com a ajuda de mais doadores, a coleção já conta com mais de 6 mil livros.

Nós usamos a bicicleta por várias razões: primeiro, porque não temos dinheiro suficiente para comprar carros. Segundo, porque algumas aldeias são acessíveis apenas por bicicleta ou moto. E, por último, porque o Taliban tem, por vezes, utilizado bicicletas em seus ataques a bomba. Então a mensagem que quero transmitir é que podemos substituir a violência pela cultura.”, conta o professor.

O projeto funciona parecido com uma biblioteca. Toda semana, novos livros chegam as comunidades, e os antigos são recolhidos, sendo levados para crianças de outros vilarejos.

“A maioria destas crianças tem idade para estar no terceiro ou quarto ano, mas a verdade é que eles não sabem nem ler ou escrever. Isso não deveria acontecer”, disse Hosseini.

Sempre que chega aos vilarejos, o professor tenta conversar com as crianças sobre vários assuntos. Certa vez, Hosseini conta que conversou sobre armas, falando que elas deveriam dizer não as armas e sim aos livros. Na semana seguinte, quando retornou ao local, recebeu armas de plástico de todas as crianças do vilarejo, que se reuniram para entregá-las para ele sob uma condição: na outra semana gostariam de ser a primeira parada do projeto, para que pudessem assim escolher os exemplares com mais variedade. “Foi o momento mais alegre da minha vida!”, afirmou o professor.

O projeto, que já tem uma biblioteca física e mais cinco em construção, agora conta com um financiamento coletivo para arrecadar fundos para mais e mais livros. A cada $1 recebido, até dois livros podem ser comprados. Um valor tão insignificativo para nós, mas que pode ajudar a mudar a vida de uma criança!


Do Hypeness

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São vinte contos retratando temáticas históricas e contemporâneas que, permeando nosso imaginário e dia a dia, impactam a alma humana em sua inesgotável aspiração por guarida, conforto e respostas. 

Os contos: 
1. Tiradentes, o mazombo 
2. Nossa Senhora e seu dia de cão 
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5. O santo sudário 
6. Quando o homem engole a lua 
7. Anos de intensa dor e martírio 
8. Toshiko Shinai, a bela samurai nos quilombos do cerrado brasileiro 
9. O desterro, a conquista 
10. Como se repudia o asco 
11. O ladrão de sonhos alheios 
12. A máquina de moer carne 
13. O santuário dos skinheads 
14. A sorte lançada 
15. O mensageiro do diabo 
16. Michelle ou a Bomba F 
17. A dor que nem os espíritos suportam 
18. O estupro 
19. A hora 
20. As camas de cimento nu 

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Livro 8. Como é bom ser diferente 

III – Coleção Educação, Teatro e Democracia (peças teatrais infanto-juvenis): 

IV – Coleção Educação, Teatro e História (peças teatrais juvenis): 

V – Coleção Teatro Greco-romano (peças teatrais infanto-juvenis): 

B - TEORIA TEATRAL, DRAMATURGIA E OUTROS
VI – ThM-Theater Movement: